As pessoas ainda acham que a Apple vai sortear iPhones pelo Facebook

Golpe de cinco anos atrás continua a todo vapor. E as pessoas ainda caem.

Paulo Higa
Por
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Estamos em 2016, mas as pessoas continuam sendo enganadas por truques de 2011. No Facebook, a praga das páginas que se disfarçam de empresas e prometem sortear produtos voltou com força. Na manhã desta terça-feira (9), uma delas, que oferece um iPhone 6 Plus para quem curtir um post, já havia ultrapassado 90 mil curtidas e 200 mil compartilhamentos.

Os posts de sorteios que nunca acontecerão seguem um padrão peculiar. Eles sempre pedem para que o usuário curta a página e interaja com a publicação, com o objetivo de disseminar a falsa promoção. Algumas páginas são mais agressivas: no caso mais recente, seria possível aumentar as chances de ganhar “quanto mais amigos vocês marcarem nos comentários”, segundo as regras.

O incentivo por trás dos falsos sorteios é aumentar rapidamente a base de fãs da página para vendê-la posteriormente. Com isso, um indivíduo ou empresa que desejar começar uma página no Facebook com bons números de seguidores (e todos legítimos) pode comprar o serviço pronto. No passado, a mesma técnica já foi usada em perfis do Instagram, que prometiam sortear gift cards para os desavisados.

Como agir? O primeiro passo é reportar a página fraudulenta ao Facebook, para que a rede social fique ciente do problema: basta acessar a fanpage, clicar no botão “…” e acessar a opção “Denunciar Página”. Depois, compartilhe este artigo com seus amigos que estão caindo na pegadinha.

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Sempre é bom reforçar que a Apple não faz sorteios de produtos por meio de redes sociais (e o mesmo vale para fabricantes de automóveis).

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Paulo Higa

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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