Pesquisadores criam detector de mentiras ocular

Rafael Silva
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Forças policiais de todo mundo usam certos equipamentos para detectar quando um suspeito está falando a verdade ou mentindo descaradamente. Um dos equipamentos usados é o polígrafo, que mede a variação da respiração, pulsação, pressão sanguínea e contração muscular através de vários sensores espalhados no corpo do suspeito para detectar inverdades. Mas outro gadget potencialmente mais invasivo (oba…) poderá passar a ser usado pelas autoridades no futuro.

Não, esse não é o detector

Criado por cinco pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, o sistema de rastreamento ocular baseia-se no movimento da retina para descobrir quando um indivíduo está mentido. De acordo com eles, ao mentir o olho reage com um padrão bem específico de movimentos que é fácil de ser percebido e é diferente de quando se está dizendo a verdade. Além disso, ele deverá detectar o grau de dilatação da pupila, que também é um sinal de mentira.

A equipe de pesquisadores já até conseguiu licenciar a tecnologia para uma empresa, que deverá criar o equipamento que será comercializado. Enquanto ele não entra no mercado, os geeks de plantão se contentam com a possibilidade do gadget ser ao menos remotamente parecido com o detector de replicantes (ou máquina de Voight-Kampff) do filme Blade Runner. O vídeo abaixo (a partir do minuto 2:30) mostra o motivo.

(Link do vídeo)

Com informações: Engadget, DVice.

Rafael Silva

Ex-autor

Rafael Silva estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Como redator, produziu textos sobre smartphones, games, notícias e tecnologia, além de participar dos primeiros podcasts do Tecnoblog. Foi redator no B9 e atualmente é analista de redes sociais no Greenpeace, onde desenvolve estratégias de engajamento, produz roteiros e apresenta o podcast “As Árvores Somos Nozes”.

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