Parece que Mark Zuckerberg não gostou muito da ideia de deixar os usuários da sua rede social serem notificados por e-mail quando uma pessoa rompe uma relação. O aplicativo responsável por essa notificação, o Breakup Notifier, teve seu acesso à API bloqueado pela empresa. Os motivos não estão claros ainda, mas ao que parece a fama do aplicativo pode ter algo a ver com o bloqueio: ele conseguiu mais de 3,6 milhões de usuários em menos de 24 horas.

Pouco depois de ter seu acesso bloqueado, o criador do site, o programador Dan Loewenherz, recebeu uma declaração do Facebook dizendo que “Para manter uma experiência positiva na nossa plataforma, nós rodamos testes para remover automaticamente aplicativos que tem potencial para spam. Se um aplicativo, por exemplo, faz várias chamadas à API ou é reportada por um grande número de usuários, nosso sistema automaticamente a bloqueia, para proteger o usuário”.

Quando souberam do bloqueio, um porta-voz do Facebook declarou que ainda estão estudando o caso do Breakup Notifier e por isso ele pode ser desbloqueado quando menos esperarem. Mas se for, não sabemos se o usuários deverão logar novamente para ativarem as notificações ou se o programador tem uma base de dados salva com as pessoas que se cadastraram no site.

Ainda assim, Loewenherz agora pede na página que seus usuários reclamem para o Facebook no Twitter, para que o acesso à API seja restabelecido. Mas isso é como pedir para o Twitter mudar para o layout antigo usando uma página no Facebook. Não acho que vai ser muito efetivo.

Até o serviço voltar a funcionar, os stalkers precisarão voltar ao método antigo de criar perfis fakes e tentar adicionar a pessoa na qual estão de olho.

Com informações: TechCrunch.

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Rafael Silva

Rafael Silva

Ex-autor

Rafael Silva estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Como redator, produziu textos sobre smartphones, games, notícias e tecnologia, além de participar dos primeiros podcasts do Tecnoblog. Foi redator no B9 e atualmente é analista de redes sociais no Greenpeace, onde desenvolve estratégias de engajamento, produz roteiros e apresenta o podcast “As Árvores Somos Nozes”.

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