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LimeWire paga US$ 105 milhões para se livrar de processo

Rafael Silva
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No ano passado a associação de estúdios de música americanos, RIAA, abriu um processo contra o conhecido programa LimeWire. Eles alegaram que a pirataria causada pelo programa custou bilhões de dólares em dividendos para os artistas. Ok, não estou sendo justo aqui. A RIAA não disse que custou “bilhões” de dólares, na verdade foi “mais de um bilhão“. Hoje o processo foi resolvido depois que o LimeWire concordou em pagar para vê-lo engavetado.

Aqui jaz mais um programa de P2P

Mark Gorton, criador do LimeWire, vai ter que desembolsar US$ 105 milhões para a RIAA retirar as acusações e o processo. Essa quantia foi estabelecida pela associação porque, segundo a evidência exibida, ao menos 9.715 arquivos de música estavam sendo pirateados na rede. Como eles chegaram nesse valor, é um mistério. Mas cada um deles custou pouco mais de 10 mil dólares a Gorton.

O valor será pago para 13 gravadoras diferentes, que fazem parte da RIAA. Exatamente quanto desses 105 milhões vai para os artistas, você pergunta? Zero. Nada. Zip. Nem um tostão furado. Na verdade a RIAA vai fazer um esquema meio Inception: o dinheiro desse acordo, e de todos os processos similares abertos e ganhos pela organização, “serão reinvestidos em programas anti-pirataria”, segundo o porta-voz.

Ainda não está claro se o LimeWire vai voltar a funcionar depois do processo, mas não tenha muitas esperanças.

Com informações: BBC News.

Rafael Silva

Ex-autor

Rafael Silva estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Como redator, produziu textos sobre smartphones, games, notícias e tecnologia, além de participar dos primeiros podcasts do Tecnoblog. Foi redator no B9 e atualmente é analista de redes sociais no Greenpeace, onde desenvolve estratégias de engajamento, produz roteiros e apresenta o podcast “As Árvores Somos Nozes”.

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