Cientistas criam tela de biopixels feita de bactérias que brilham

Rafael Silva
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Pesquisadores americanos da Universidade da Califórnia em São Diego anunciaram recentemente a criação de uma tela diferente da que estamos acostumados. Enquanto que a grande maioria delas usa LCD, LED, OLED, AMOLED (ou alguma das outras dezenas de siglas que as empresas inventam) e mostram suas resoluções em pixels, a tela criada por eles é feita de bactérias. E o conjunto delas é chamado de biopixels.

Antes que você ache que esse tipo de tela vai estar em TVs, monitores e notebooks no futuro, permita-me parar sua imaginação aí mesmo: o objetivo dela é detectar metais pesados. Segundo os cientistas, os sensores desse tipo atualmente só podem ser usados uma só vez, precisando ser descartado após o uso. Com essa tela, seria possível monitorar os ambientes de forma contínua.

Veja uma demonstração de como isso acontece no vídeo abaixo.

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(Vídeo no YouTube)

A bactéria criada por eles é geneticamente modificada para brilhar quando detecta certos tipos de elementos, como arsênio e outros tipos de materiais perigosos. O conjunto de cada 500 dessas bactérias são chamados de biopixels e cada tela pode ter por volta de 13 mil deles.

A expectativa do líder de desenvolvimento desse sensor, o professor Jeff Hasty, é de que dentro de cinco anos os sensores já vão estar prontos para serem fabricados e devem ser mais baratos e durar muito mais do que os atuais.

Com informações: CNET.

Rafael Silva

Ex-autor

Rafael Silva estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Como redator, produziu textos sobre smartphones, games, notícias e tecnologia, além de participar dos primeiros podcasts do Tecnoblog. Foi redator no B9 e atualmente é analista de redes sociais no Greenpeace, onde desenvolve estratégias de engajamento, produz roteiros e apresenta o podcast “As Árvores Somos Nozes”.

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