Galaxy S 4 – Primeiras impressões

Thássius Veloso
Por

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De Nova York – Agora há pouco eu tive dez minutos para brincar com ele, o esperadíssimo Galaxy S 4 que a Samsung revelou na noite dessa quinta-feira. Logo de cara, mal se percebe que estamos com um novo aparelho em mãos. O modelo anterior, o Galaxy S III, iniciou essa história de celular com formato de sabonete. O S 4 segue na mesma direção. Portanto, pelo que pude ver até agora, estamos falando de uma evolução sutil em termos de desenho.

E se o design mudou pouco, acredito que seja no software que o dispositivo faça frente aos demais concorrentes (eles existem?) neste mercado de aparelhos top de linha. O próprio presidente global da Samsung disse em sua rápida aparição que tudo no Galaxy S 4 foi desenhado para melhorar a experiência dos consumidores. Ele foi projetado para ser a companhia dos clientes em suas vidas.

Não é em cinco minutos que dá para tirar muitas impressões sobre um celular. De qualquer forma, vamos lá.

Vídeo: Em mãos com Galaxy S 4

Assista abaixo ao vídeo que gravei com o smartphone. Infelizmente, a câmera parou de gravar por algum motivo obscuro (valeu, Murphy!) durante o processo, mas ainda assim você tem pouco mais de cinco minutos de Galaxy S 4 em pleno funcionamento.

Tela

São cinco polegadas comportando 1920×1080 pixels de resolução. A tela do S 4 foi construída em SuperAMOLED com o que há de melhor em termos de tecnologia de visores. Não tenho do que reclamar. As imagens são vívidas, brilhantes, quase como se você estivesse vendo uma pintura na sua frente. Realmente muito bonito.

Acredito que a alta densidade de pixels deve criar uma boa experiência de leitura. Sim, continuo achando que ler no celular não é o ideal, mas pelo menos nós temos o texto mais juntinho graças ao alto índice de PPI (pixels per inch). Mais confortável de ler, portanto.

Desempenho

A Samsung não divulgou qual é o processador dentro do S 4. Sabemos por ora que ele conta com 2 GB de memória RAM para rodar o Android Jelly Bean. Dá conta do recado. Excetuando-se os momentos em que a internet não colaborou, o aparelho se mostrou amplamente responsivo. Os efeitos visuais são fluídos, sem engasgos.Ele herda aí o funcionamento do antecessor.

Falta saber como esse sistema Android vai se comportar depois que o cliente instalar uma penca de aplicativos. Esse é o mal da maioria das plataformas móveis.

Software

Foi bem difícil de testar todos os aplicativos embutidos no S 4. Por exemplo, o hub de conteúdo não funcionou como deveria porque a loja de música e filme não estava captando os dados a partir da rede 4G à qual o aparelho estava conectado. Mesmo coisa com o novo álbum de fotos que permite encomendar as imagens diretamente do serviço Blurb.

Algumas das promessas da Samsung são a rolagem automática de páginas. Não consegui ver. A pausa automática de vídeos quando você desvia o olhar também não deu certo comigo, mas pode ser falta de um aparelho devidamente ajustado. Já o S Health pareceu bem bonito, com uma interface que lembra a de algumas smart-TVs. Mas isso não basta para dar um veredito sobre o produto.

Ficou faltando

Aqui, no olho do furacão, não consigo pensar em nada que a Samsung tenha esquecido de colocar no Galaxy S 4. Como disse antes, trata-se de uma evolução do S III com algumas adições interessantes, em especial de software. Estou curioso para ver o sensor de infra-vermelho funcionando. Eles dizem que dará para controlar a televisão de casa com isso. O tradutor simultâneo com suporte a português também é uma boa pedida.

Ainda é muito cedo para definir o Galaxy S 4 dentro do mercado de smartphones que começa a ser atualizado agora. Tivemos lançamentos no Mobile World Congress e algumas marcas preferiram deixar a nova leva de produtos para o segundo semestre. De qualquer forma, hoje foi um grande lançamento. Grandioso em termos de tamanho. Grande devido à sua importância.

O editor viajou a convite da Samsung.

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