Quais são os jogos mais marcantes da sua vida?

Izzy Nobre
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Como a maioria de nós cresceu jogando videogame, é natural que alguns jogos eletrônicos nos remetam a tempos mais simples e inspirem incomparáveis momentos de nostalgia. Sempre há aquele game que você jogava durante um momento crucial da sua vida, e por isso  a imagem dele estará sempre ligada àquelas memórias.

Um jogo marcante não precisa necessariamente ser um bom jogo, diga-se de passagem. O pré-requisito é apenas que ele seja memorável, e qualidade não é um fator determinante pra isso. Às vezes, as circunstâncas da época em que você jogava o título é que o tornaram inesquecível.

Eis a minha lista.

Super Mario World

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Qualquer pessoa que me conheça sabe bem que o primeiro jogo desta lista não poderia ser outro. Super Mario World foi o primeiro jogo em que eu realmente me sentia num mundo virtual – em parte por causa do sistema que separava as fases ao longo de um extenso mapa, dando uma impressão tangível de distância geográfica entre os níveis. Em dias de tédio eu ligava o meu SNES apenas pra passear pelo mapa do jogo.

Super Mario World foi o primeiro jogo de muitos donos de SNES, já que o jogo era incluído no pacote do console, e a Nintendo mandou muito bem na decisão. O fato de que toda criança que voltava pra casa com um SNES jogaria Super Mario World acabou consolidando-o como um dos jogos mais vendidos da história – e, consequentemente, um dos mais populares.

Super Mario World tem de tudo: um personagem icônico, direção artística muito bem trabalhada, uma trilha sonora que ainda é assobiada décadas mais tarde pelos seus fãs, e um gameplay que se tornou praticamente a cartilha de jogos do gênero.

Command and Conquer

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Até conhecer Command and Conquer, minha experiência com a maioria dos jogos eletrônicos apontava pra uma fórmula bastante previsível – mova-se da esquerda pra direita coletando itens e pulando em cima de inimigos, ou percorra corredores escuros com visão em primeira pessoa metendo bala em demônios. Essa era mais ou menos a imagem que eu (e muitos) tinham em mente quando pensavam em videogames.

Aí meu primo me apresentou a Command and Conquer. A idéia de que eu estaria controlando não um, mas vários bonequinhos na tela simultaneamente deu um nó na minha cabeça logo de início; era algo muito diferente de todo outro jogo que eu já havia jogado.

Rapidinho a idéia de montar uma base militar e coletar recursos pra bancar uma guerra virtual começou a me agradar tanto, que estratégia em tempo real acabou virando meu gênero favorito. Quem nunca passou suas tardes após a escola bolando bases faraônicas e exércitos massivos pra esmagar o exército do computador?

Super Star Wars: Return of the Jedi

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Agora, uma pequena confissão nerd – eu conheci Star Wars a fundo primeiro por causa dos games do que dos filmes. Meu pai, cinéfilo desde moleque, viu Super Star Wars: Return of the Jedi nas prateleiras de uma Mesbla qualquer e nem pensou duas vezes.

Eu já havia jogado games com histórias antes, mas o fato de que havia um filme correspondente à trama em que eu participava no console me deixava animadíssimo pra terminar logo o jogo, e assistir o filme tendo um pouco mais de insight sobre os perrengues que os personagens passaram que não necessariamente apareceu na tela do cinema.

Curiosamente, mesmo após mais de 10 anos após à acidental destruição do meu SNES, ainda lembro o password da última fase (em que você pilotava a Millenium Falcon numa fuga da Death Star): ZZSTXZ. Eu jogava aquela fase obsessivamente.

Se isso não é “inesquecível”, nada mais é!

Full Throttle

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Por causa de Return of the Jedi pro SNES, jogos com uma história bastante distinta e relevante ao gameplay não eram exatamente uma grandíssima novidade. Entretanto, mesmo jogos como RotJ ainda seguiam a fórmula clássica de se mover da esquerda pra direita batendo em inimigos e apanhando itens. A história era apenas um bônus que podia ser plenamente ignorado, caso você fosse do tipo que não tinha paciência pra cutscenes.

Adventures como Full Throttle eram diferente – a história É o gameplay. FT é tão diferente do arquétipo clássico de um jogo que, a princípio, eu achei que estava assistindo um desenho animado em CD-ROM. Quando entendi que estava jogando uma aventura que me obrigava não a ser ágil num controle, mas pensar “fora da caixa” e usar os objetos que você encontra pelo cenário pra atingir um objetivo, esse estilo de jogo se tornou automaticamente um dos meus favoritos.

Settlers II

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Settlers é uma série clássica de estratégia que eu já conhecia desde os tempos do Amiga. O jogo traz uma perspectiva bem diferente do RTS padrão, e por causa dessa originalidade – e do estilo visual de pixel art, que eu admiro demais – ele sempre foi um dos meus favoritos. O segundo jogo da série, ilustrado acima, é considerado por muitos fãs como o melhor capítulo da franquia.

Quando me mudei pro Canadá, tudo que eu tinha era um Pentium II antigaço e uma cópia de Settlers 2. Eu não conhecia ninguém, não tinha pra onde ir por não ter um centavo no bolso, e não havia twitter naquela época pra jogar conversa fora na internet. Sem outro recurso, eu jogava meu game favorito dia e noite.

E como aquele jogo era meu único passatempo naqueles meses frios e solitários, Settlers 2 acabou ficando mais memorável ainda. Até hoje ainda tenho lembranças daquelas dias silenciosos, neve caindo pela janela num país estranho, e eu entretido com meu vilarejo medieval.

Estes são os jogos que mais me marcaram. Quais são os seus?

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