Foto por Cairo/Flickr

Não é novidade que o Google analisa seus e-mails para identificar seus gostos e exibir propagandas direcionadas — é o preço desse serviço gratuito. Em breve, isso vai mudar: a empresa anunciou que o Gmail para consumidores “não será usado nem escaneado para personalização de anúncios”.

Por que essa mudança repentina? Diane Greene, chefe de computação na nuvem do Google, explica ao Financial Times que a ideia é atrair e reter clientes empresariais, que podem ficar apreensivos em confiar na empresa com dados confidenciais.

O G Suite — serviço do Google voltado para empresas — não tem anúncios, e oferece contas de e-mail que não são analisadas. No entanto, muitos achavam que as mensagens eram vasculhadas, já que isso acontece no Gmail para consumidores.

Por isso, o Google tomou a decisão de “alinhar os anúncios do Gmail com a forma que personalizamos anúncios para outros de nossos produtos”. Com isso, eles esperam aumentar o portfólio de 3 milhões de empresas que pagam para usar o G Suite.

O Google explica como usa as mensagens do Gmail para detectar seus interesses: “se você, por exemplo, tiver recebido recentemente várias mensagens sobre fotografia ou câmeras, é possível que a oferta de um revendedor de câmeras local seja interessante. Por outro lado, se você tiver denunciado essas mensagens como spam, provavelmente não estará interessado nessa oferta”.

O Gmail continuará exibindo anúncios, mas eles serão personalizados com outros sinais, como suas buscas no Google, os vídeos vistos no YouTube e seu histórico de navegação no Chrome. Vale lembrar que você pode desativar a personalização de anúncios neste link.

O Google avisa que deixará de analisar suas mensagens do Gmail “ainda este ano” — não se trata de uma mudança imediata.

Com informações: Google, The VergeTechCrunch.

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Felipe Ventura

Felipe Ventura

Editor

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. Começou no TB em 2017 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia, e hoje coordena um time de editores-assistentes e a rotina das editorias. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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