Amazon está liberada para adquirir a rede de supermercado Whole Foods

Jean Prado
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Em junho, a Amazon anunciou que compraria a gigante rede de supermercados Whole Foods por US$ 13,7 bilhões. Mas uma negociação tão grande assim ainda precisava passar por autorização de órgãos reguladores como a Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês). E passou: a FTC decidiu que não vai intervir na compra.

O órgão americano anunciou na terça-feira (23) que não vê indícios de concorrência desleal e por isso não tem por que se intrometer. Os acionistas da Whole Foods também aprovaram a compra, então as negociações vão continuar.

A aprovação já era esperada no mercado, o que também trouxe à tona as críticas de especialistas consultados pela Reuters. O medo é que a compra da Whole Foods dê à Amazon uma vantagem tão grande no mercado de supermercado online que não abra espaço para qualquer outra empresa competir.

O Engadget lembra também que a Amazon pode usar sua força com vendas online para desestimular os consumidores a procurar concorrentes, seja por redução no preço ou por outros incentivos, como um programa de benefícios (Amazon Prime Now, estou olhando para você). Essas práticas seriam totalmente válidas se a empresa não estivesse “queimando a largada” com uma gigante como a Whole Foods, que tem 465 lojas nos EUA, Canadá e Reino Unido.

De qualquer forma, ainda é cedo para dizer se a compra pode gerar um problema para a concorrência na prática. E, no comunicado, a FTC não descartou futuras investigações em cima do acordo.

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