Por que o Twitter está testando aumentar o limite para 280 caracteres

Paulo Higa
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• Atualizado há 2 anos
Twitter

O limite de 140 caracteres é quase uma marca registrada do Twitter, mas há tempos se estuda aumentar (ou mesmo remover) esse número. Nas mensagens diretas, o limite já foi extinto. E também se discutiu a possibilidade de escrever tweets de até 10 mil caracteres. Agora, o Twitter anunciou oficialmente que começou a testar um novo limite de 280 caracteres. Por quê?

O principal motivo é que diferentes idiomas precisam de diferentes números de caracteres para expressar a mesma ideia. O Twitter exemplifica: o tweet “Hello Twitterverse! We r now LIVE tweeting from the International Space Station — the 1st live tweet from Space! 🙂 More soon, send your ?s” (cheio de abreviações) tem 140 caracteres em inglês, 154 em espanhol, 159 em português e… 67 em japonês.

E isso fica mais claro quando se relaciona o idioma do tweet com o número de caracteres. Em inglês, o limite de 140 caracteres é atingido em 9% dos casos; a média de extensão de uma mensagem é de 34 caracteres. Esses números caem para apenas 0,4% e 15 caracteres no caso do japonês.

Por isso, o limite de 280 caracteres está sendo testado com um pequeno grupo de usuários de todos os idiomas, exceto japonês, chinês e coreano, que normalmente possuem um único caractere para expressar uma palavra inteira. Ah, este parágrafo inteiro tem exatamente 280 caracteres.

Leia mais: Como enviar tweets com 280 caracteres agora mesmo

O Twitter vai testar o novo limite durante os próximos meses e, se o experimento der certo, a novidade será liberada para mais usuários. Você gostou da ideia?

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Paulo Higa

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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