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Como funciona a rede social Gettr

Rede social em formato de microblog, a Gettr se vende como uma alternativa às big techs, tendo como filosofia o combate à censura online

Paula Alves
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Lançada em 2021, a Gettr é uma rede social em formato de microblog semelhante ao Twitter, mas com uma proposta diferente à da rede do passarinho. Criada por Jason Miller, ex-assessor do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ela se vende como um espaço que concede total liberdade de expressão aos seus usuários, rejeita a “cultura do cancelamento” e de censuras políticas e serve como uma alternativa às big techs. Veja abaixo como funciona a Gettr e quais recursos estão disponíveis na plataforma.

Como funciona a rede social Gettr / Gettr / Divulgação
Interface do Gettr (Imagem: Divulgação / Gettr)

Derivada do termo “Getting Together”, a Gettr é uma plataforma em que, após criar uma conta, o usuário pode fazer pequenas publicações (que podem conter textos, links, vídeos e imagens) que ficam ordenadas em seu perfil e se tornam públicas na plataforma. Além disso, ele pode também visualizar e interagir com as publicações de outras contas, respondendo, curtindo ou repostando aquele conteúdo.

Caso queira, o usuário pode seguir os perfis de que mais gostar, recebendo assim as suas publicações diretamente em seu feed. E, afora tudo isso, pode ainda navegar pelas notícias mais comentadas do momento, além de fazer buscas por termos específicos e descobrir o que as contas da plataforma estão falando sobre um determinado assunto.

Quem é usuário do Twitter talvez encontre semelhanças com a plataforma, já que ambas, de fato, possuem uma estrutura e interface muito parecidas. A Gettr, no entanto, disponibiliza algumas ferramentas diferentes em sua rede, que vão ao encontro do que sua filosofia prega e dão mais espaço ao usuário para ele “compartilhar seus pensamentos de forma livre e independente”.

Como funciona a rede social Gettr / Gettr / Reprodução
Aba de notícias, timeline e vídeos da Gettr (Imagem: Divulgação / Gettr)

Diferente do Twitter, por exemplo, em que há um limite de 280 caracteres para cada postagem, a Gettr permite mensagens de até 777 caracteres. Além disso, os vídeos postados na plataforma podem ter até três minutos de duração – possuindo um editor integrado, que permite edições do conteúdo na própria rede social –, enquanto as lives podem ter até 60 minutos.

A rede social permite ainda o upload de até seis imagens em uma mesma publicação – ao invés do limite de quatro do Twitter –, possuindo recursos para editar e adicionar filtros a essas figuras.

As polêmicas que rondam a rede social

Envolta sob o discurso de liberdade de expressão, a Gettr chamou atenção desde seu lançamento por atrair um público que há tempos têm reclamado das formas de regulamentação de algumas gigantes da internet como o Twitter e o Facebook.

No Twitter, por exemplo, há regras na plataforma que condenam práticas de assédio direcionado, promoção de violência ou conduta de propagação de ódio. O que, na prática, impede que casos de racismo, xenofobia, homofobia e outros muitos preconceitos e violências passem ilesos pela rede social.

Além disso, o serviço e outras plataformas têm tentado combater a disseminação de informações falsas que assolaram a internet nos últimos anos e tiveram profundo impacto na política e na comunicação sobre a pandemia do novo coronavírus, por exemplo. Para tal, em alguns países a rede do passarinho lançou até mesmo uma ferramenta em que os próprios usuários podem denunciar fake news – posteriormente avaliadas pela plataforma acerca de seus descumprimentos ou não.

Como funciona a rede social Gettr / Gettr / Reprodução
Perfil oficial do presidente Jair Messias Bolsonaro no Gettr (Imagem: Reprodução / Gettr)

Nesse contexto, a Gettr surgiu com a promessa de combater a censura online, atraindo especialmente cidadãos e líderes conservadores – nos EUA, Donald Trump e, no Brasil, a família Bolsonaro – que adotaram a plataforma para divulgação de suas ideias.

Desde junho de 2021 no ar, ela se envolveu em diversas polêmicas, como a invasão hacker que sofreu logo em seu primeiro dia de funcionamento, uma falha de segurança que permitiu mais de 80 mil usuários terem seus dados expostos e até mesmo uma disseminação de conteúdo adulto relacionado ao personagem Sonic.

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Paula Alves

Paula Alves é jornalista especialista em streamings e cultura pop. Formada pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), antes do Tecnoblog, trabalhou por sete anos com jornalismo impresso na Editora Alto Astral. No digital, escreveu sobre games e comportamento para a Todateen e sobre cinema e TV para o Critical Hits. Apaixonada por moda, já foi assistente de produção do SPFW.

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