Alguns computadores novos, como o Surface Laptop, estão vindo com o Windows 10 S, uma edição que roda somente aplicativos da Microsoft Store. Nem todo mundo entendeu do que ele se trata, e a Microsoft deve mudar as coisas: em vez de ser uma versão à parte, todas as principais variantes do Windows 10 deverão ganhar um “modo S”.

Segundo Paul Thurrott, o Windows 10 S será extinto, dando lugar ao Windows 10 Home com modo S e Windows 10 Pro com modo S. O Home S poderá ser atualizado para o Home a qualquer momento sem custo para o usuário, enquanto os usuários de Pro S deverão pagar US$ 49 para terem a capacidade de executar qualquer aplicativo. O Neowin afirma que o Windows 10 Enterprise também terá um modo S.

Outra mudança é que o modo S poderá suportar antivírus e aplicativos de segurança, diferente do Windows 10 S. No entanto, ainda não ficou claro como isso vai funcionar: se ele passar a aceitar antivírus de terceiros, é provável que o desempenho seja afetado, acabando com um dos maiores benefícios do Windows 10 S.

Pelos números da Microsoft, até que o Windows 10 S foi bem aceito: a empresa diz que 60% dos usuários permanecem na edição, sem migrar para o Windows 10 tradicional. Além disso, 83% dos usuários que não instalam a versão completa em sete dias continuam no S por tempo indefinido. Vale lembrar que esses números contemplam apenas PCs de baixo custo (o Surface Laptop não foi considerado na pesquisa).

A Microsoft ainda não se pronunciou oficialmente sobre o modo S, mas é bom que o lançamento seja feito de maneira clara — um desavisado que comprar uma máquina com Windows 10 Pro no modo S não vai ficar muito feliz em ter que pagar US$ 49 para migrar para o completo.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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