Início / Notícias / Finanças /

CEO do Twitter faz leilão milionário do 1º tweet como ativo digital NFT

Jack Dorsey, CEO do Twitter, colocou a venda o primeiro tuíte da história como NFT e já vale US$ 2,5 milhões

Bruno Ignacio

Por

Notícia
Achados do TB Achados do TB

As melhores ofertas,
sem rabo preso 💰

Em 21 de março de 2006, Jack Dorsey, cofundador e atual CEO do Twitter, realizou a primeira publicação na plataforma. Hoje, esse tuíte está sendo leiloado como um NFT, ou token não fungível, marcando a entrada de Dorsey neste eufórico e novo mercado de ativos digitais únicos. No momento desta publicação, a mais alta oferta era de US$ 2,5 milhões.

Jack Dorsey, CEO do Twitter (Imagem: Reprodução/Flickr)

Jack Dorsey, CEO do Twitter (Imagem: Reprodução/Flickr)

Afinal, o que são NFTs?

Os NFTs (non-fungible tokens), são uma forma de transformar basicamente qualquer coisa do universo digital em um ativo único, com sua exclusividade e autenticidade resguardada por uma rede blockchain imutável. Assim, de maneira similar a uma criptomoeda, o ativo é transferível e hoje caiu no gosto dos mais diversos e excêntricos colecionadores online.

Esses tokens se tornaram especialmente populares no mercado de arte digital, mas não restritos a apenas isso. Como percebeu Dorsey, até mesmo um tuíte de 15 anos atrás pode se tornar um ativo com valor agregado. Assim, criadores de memes, artistas visuais, cantores, bandas e até mesmo youtubers estão lucrando milhões com essas vendas.

Como que se vende um tuíte?

Na última sexta-feira, Dorsey publicou no Twitter apenas um link que direcionava ao leilão do primeiro tuíte da plataforma. O conteúdo dele é muito simples, trata-se do cofundador da rede social dizendo: “Estou apenas configurando meu Twitter”. As informações a respeito do NFT e sobre o que envolve sua venda são foram esclarecidas. Afinal, como alguém pode se tornar dono de uma publicação em uma rede social?

Na realidade, o que é certo é que o futuro comprador terá a posse do token não fungível registrado em blockchain equivalente ao tuíte. Porém, pelas normas da rede social não se pode transferir algo assim e a conta @jack de Dorsey ainda é a dona da publicação, podendo, por exemplo, deletá-la se assim quisesse.

Posto a leilão na plataforma Valuables, o primeiro tuíte da história começou sem lance mínimo. A primeira oferta foi de US$ 1, enquanto a máxima foi de US$ 2,5 milhões, feita no sábado (06) pela usuária Sina Estavi, CEO da Bridge Oracle. Desde então não houve lances superiores.

Memes, albuns e arte digital já viraram NFTs

Meme original "Deal With It" (Imagem: Reprodução)

Meme original “Deal With It” (Imagem: Reprodução)

Na quinta-feira, o clássico meme “Deal With It” foi registrado como um NFT e leiloado por 15 ether (ETH), o equivalente a US$ 22 mil pela cotação daquele dia. O token foi criado e posto a venda pelo autor original do meme que ofereceu também todos os direitos autorais e de imagem envolvendo o template no Photoshop que originou a piada na internet.

Outro meme popular a ser vendido como NFT foi o “Nyan Cat”, o gato/torrada que viaja pelo espaço deixando um rastro de arco-íris. O artista por trás de sua criação, Chris Torres, remasterizou a animação original e a vendeu pelo lance máximo de 300 ETH, ou cerca de US$ 447 mil. Porém, os direitos autorais sobre o GIF não foram cedidos. O leilão foi sobre um arquivo único, equivalente a uma obra de arte limitada.

Kings of Leon se torna primeira banda a lançar um album como NFT (Imagem: Edinburgh International Film Festival/Flickr)

Kings of Leon se torna primeira banda a lançar um album como NFT (Imagem:

Enquanto isso, até o mercado da música aderiu aos tokens não fungíveis. A banda Kings of Leon se tornou a primeira a registrar um álbum em NFT. Seu mais recente lançamento, “When You See Yourself”, foi posto a venda em uma edição limita e exclusiva na última sexta-feira (05) na plataforma YellowHeart. Outros ativos também surgiram, como “bilhetes dourados” que garantem a seu comprador assentos na primeira fila em qualquer show da banda por toda a vida.

Por fim, a cantora pop Grimes lucrou mais de US$ 6 milhões com vendas de artes digitais registradas como NFTs. As obras foram disponibilizadas para compra no final de fevereiro e configuraram uma coleção de imagens estáticas relacionadas a seu mais recente álbum com cópias limitadas e vídeos curtos únicos acompanhados de músicas originais.

Com informações: Engadget