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Vivo e Nokia testam 5G mais rápido via ondas milimétricas no RJ

Rio de Janeiro recebe testes da Vivo e Nokia com 5G mmWave; tecnologia está disponível em laboratório da Vivo e locais na Barra da Tijuca e Recreio

Lucas Braga
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O leilão do 5G ainda não tem data marcada, e enquanto isso as operadoras se aventuram com a tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro (DSS) ou testes com as frequências que só chegarão comercialmente no próximo ano. É o caso da Vivo, que realiza um experimento com o 5G em ondas milimétricas (mmWave) no Rio de Janeiro em parceria com a Nokia.

5G (Imagem: Reprodução/Google)
Vivo testa 5G mmWave em parceria com Nokia (Imagem: Reprodução/Google)

Os testes estão sendo conduzidos na frequência de 26 GHz, que também será vendida no leilão e permitem maior velocidade de transferência. A utilização do espectro antes da hora foi permitida através de uma licença específica da Anatel, e Vivo e Nokia (que não é responsável pelos smartphones da HMD Global, vale lembrar) pretendem avaliar o desempenho e a maturidade do 5G com as ondas milimétricas.

O 5G com frequência mmWave está disponível no laboratório da Vivo na Barra da Tijuca e outros dois sites (antenas) localizados também na Barra e no Recreio dos Bandeirantes. A ideia das empresas é aproveitar a experiência para entender quais tipos de serviços poderão ser lançados, como banda larga fixa sem cabos (FWA).

5G em mmWave tem alcance baixo

Os testes com 26 GHz são importantes para verificar quão viável é implementar o 5G mmWave no Brasil. Por se tratar de uma frequência altíssima o alcance de sinal é severamente comprometido. Para efeito de comparação: o maior espectro utilizado pelas teles nacionais com 4G é de 2,6 GHz, e a cobertura em ambientes fechados só melhorou depois do remanejamento das bandas do 3G e 2G.

As redes 5G estão se desenvolvendo nos outros países, mas até hoje nenhuma operadora conseguiu entregar uma experiência de cobertura muito satisfatória com as frequências mmWave. O que várias teles apostam é que a frequência pode ser usada em locais específicos com grande concentração de pessoas (hotspots), como aeroportos, shoppings, grandes avenidas, estádios, etc.

Outro caso de uso interessante para o 5G mmWave é na internet fixa: a frequência alta tem muito espectro disponível, o que permite entregar velocidades na casa dos gigabits por segundo. Como o alcance do sinal também é baixo, há pouca concentração de dispositivos como no 4G ou no 5G com bandas abaixo de 6 GHz.

Vale lembrar que as frequências mmWave não serão as únicas leiloadas pela Anatel para 5G. Na verdade, o bloco mais aguardado pelas operadoras é o de 3,5 GHz, que permite construir redes de quinta geração com velocidades muito superiores ao 4G, mas com alcance de sinal não tão ruim como na faixa de 26 GHz.

Vivo também tem 5G DSS

Além dos testes em mmWave, a Vivo possui uma rede comercial ativa com 5G DSS, que utiliza as frequências do 4G.

A cobertura é bem restrita, e o 5G DSS está presente em regiões de Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Salvador e São Paulo. A velocidade não é das melhores – muitas vezes a taxa de download chega a ser menor que o 4G.

Além da Vivo, Claro e TIM também possuem 5G DSS em algumas regiões. A Oi tem 5G em Brasília, mas com frequência dedicada e sem compartilhamento de espectro com tecnologias anteriores.

Lucas Braga

Repórter especializado em telecom

Lucas Braga é analista de sistemas que flerta seriamente com o jornalismo de tecnologia. Com mais de 10 anos de experiência na cobertura de telecomunicações, lida com assuntos que envolvem as principais operadoras do Brasil e entidades regulatórias. Seu gosto por viagens o tornou especialista em acumular milhas aéreas.

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