Mega, sucessor do MegaUpload, já suspendeu 144 mil usuários por pirataria

Relatório reforça Mega como um serviço de armazenamento que combate a pirataria, ao contrário do descontinuado Megaupload

Emerson Alecrim
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Mega (imagem: divulgação/Mega)

O Megaupload era o paraíso de quem compartilhava conteúdo pirata, até ser fechado e substituído pelo Mega, que surgiu com a proposta de ser totalmente legal. Como que para provar que essa premissa é mantida até hoje, a plataforma divulgou um relatório em que afirma ter banido mais de 144 mil usuários por prática de pirataria.

Apesar de não ser tão popular quanto serviços como Dropbox e Google Drive, o Mega ganhou alguma fama não só por ser o sucessor politicamente correto do Megaupload, mas também por ter se ancorado na excentricidade de seu fundador, Kim Dotcom.

Faz tempo que Kim não está mais à frente do negócio, mas o Mega se manteve relevante, em parte por suportar armazenamento e compartilhamento de arquivos grandes e, claro, oferecer bastante espaço para armazenamento de dados.

Outro fator que contribui para o sucesso do Mega é a adoção de um mecanismo de criptografia ponta a ponta controlado pelo próprio usuário. Nem a empresa tem acesso aos arquivos protegidos com esse recurso.

Eis o efeito: em seu mais recente relatório de transparência, divulgado na quarta-feira (20), o Mega afirma ter 230 milhões de usuários em mais de 200 países que, juntos, armazenam mais de 100 bilhões de arquivos na plataforma.

O problema é que, no meio dessa turma, há usuários que, assim como no antigo Megaupload, usam o serviço para compartilhar arquivos protegidos por direitos autorais — geralmente, filmes, séries e músicas.

A companhia bane esse tipo de conteúdo quando recebe denúncias. O Mega informa que, no período de 12 meses que se encerrou em setembro de 2021, 2,3 milhões de pedidos de remoção de conteúdo foram processados.

144 mil contas banidas

O Mega afirma que o total de 2,3 milhões de requisições é um número pequeno em relação aos bilhões de arquivos armazenados na plataforma. Mas não desprezível. É por isso que a plataforma tem uma política de banimento de usuários que insistirem na violação dos termos de uso da plataforma.

A empresa explica como funciona:

O Mega suspende a conta de qualquer usuário que receber três strikes por direitos autorais em seis meses. Em alguns casos, a conta pode ser restabelecida após prova de que as notificações de remoção eram indevidas, mas a maioria das contas suspensas é encerrada.

Ate 30 de setembro de 2021, 144.813 contas haviam sido banidos permanentemente. Novamente, a companhia ressalta que esse número é muito pequeno frente ao total de usuários da plataforma.

O banimento pode não ser a única punição. O Mega alerta que, se necessário, dados dos usuários banidos podem ser fornecidos a autoridades.

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Emerson Alecrim

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais e negócios. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Em 2022, foi reconhecido no Prêmio ESET de Segurança em Informação. Em 2023, foi reconhecido no Prêmio Especialistas, em eletroeletrônicos. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém o site Infowester.

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