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Primeiro vídeo do YouTube critica retirada de dislikes: “ideia estúpida”

Jawed Karim, um dos co-fundadores do YouTube, usa descrição do primeiro vídeo publicado no site para reclamar do fim da contagem pública de dislikes

Giovanni Santa Rosa
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Na semana passada, o YouTube anunciou que vai passar a esconder o número de dislikes dos vídeos. A medida seria uma forma de amenizar ataques direcionados a pequenos canais e novos produtores. Só que muita gente não gostou, incluindo um dos co-fundadores do site. Ele resolveu reclamar usando o primeiro vídeo publicado na plataforma.

YouTube (Imagem: Alexander Shatov / Unsplash)
YouTube (Imagem: Alexander Shatov / Unsplash)

O vídeo em questão é “Me at the zoo”. Ele foi publicado em 24 de abril de 2005 por Jawed Karim. Na peça, ele está em um zoológico, falando sobre elefantes com os animais ao fundo. O dono do canal mudou a descrição para a seguinte:

Quando todo youtuber concorda que remover os dislikes é uma ideia estúpida, é porque provavelmente é mesmo. Tente novamente, YouTube.

A mudança foi percebida pela primeira vez na manhã de sábado (13). Karim também deixou um comentário no vídeo do anúncio da mudança: “Matt [Koval] não parece animado porque sabe que esta é uma decisão errada”.

Esta não é a primeira vez que o co-fundador critica a empresa por uma decisão controversa. Em 2013, ele fez um post direto e reto no seu canal: “Por que *%$&$ eu preciso de uma conta no Google+ para comentar em um vídeo?”

YouTube (Imagem: Christian Wiediger/ Unsplash)
YouTube (Imagem: Christian Wiediger/ Unsplash)

Botão de dislike continua no YouTube

A empresa diz que a mudança é uma forma de aumentar o bem-estar, a inclusão e o respeito dentro de seu serviço, desencorajando o que a empresa chama de “comportamento de ataque” usando o botão.

Apesar de remover a contagem de “não curtidas” que o vídeo teve, o botão com polegar voltado para baixo continuará disponível. O número só ficará escondido do público — os criadores de conteúdo ainda terão acesso à métrica por meio do YouTube Studio.

O YouTube não é a primeira empresa a esconder números para que os usuários não se sintam mal: Facebook e Instagram já dão opções para mostrar ou ocultar a quantidade de curtidas nos posts.

Com informações: 9to5Google.

Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.