Dentro de dois anos, as operadoras devem ganhar uma nova frequência para serviço de celular no Brasil: 2.300 MHz. No início de novembro, a Anatel publicou uma resolução que determina a limpeza de 100 MHz de espectro na faixa que anteriormente era utilizada por emissoras de TV para transmissão de reportagens externas.

Pela decisão, a faixa entre 2.300 e 2.400 MHz poderá ser utilizada pelo Serviço Móvel Pessoal (SMP) em caráter primário, ou seja, com prioridade sobre qualquer outro serviço de telecomunicações. Ela se junta às outras frequências que já temos no país, como 700, 1.800 e 2.500 MHz (4G) e 800, 900, 1.900 e 2.100 MHz (2G e 3G).

No total, o Brasil já destina 997 MHz de espectro para o serviço de celular. Ainda não é suficiente para o 5G, cuja recomendação da UIT (União Internacional de Telecomunicações) é reservar pelo menos 1.960 MHz, mas a Anatel afirma ao TeleSíntese que outras frequências estão em estudo para a próxima geração de redes móveis, como a de 3.500 MHz.

E quais aparelhos suportarão a nova frequência? A banda de LTE que mais se encaixa nos 2.300 MHz é a banda 40, que é utilizada por algumas operadoras da Austrália, China, Índia, Indonésia, Lituânia e Sri Lanka. A agência diz que mais de 2,7 mil modelos de celular já suportam a faixa.

O Tecnoblog apurou que, nos iPhones, todos os modelos vendidos no Brasil suportam a banda 40 desde o iPhone SE. Entre os aparelhos lançados em 2017 na Samsung, encontramos suporte em todos os Galaxy J Pro, A, S e Note. Na Motorola, a mais confusa de todas, Moto Z, Z Play e Z2 Force eram listados no site da empresa como compatíveis, mas G5S, X4 ou até mesmo Z2 Play não.

Colaborou: Lucas Braga.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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