Ano bissexto deixa postos de gasolina sem sistema na Nova Zelândia

Bombas com maquininha acoplada não souberam lidar com dia 29 de fevereiro e pararam de aceitar cartões. Empresa ainda não sabe o que aconteceu.

Giovanni Santa Rosa
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• Atualizado há 2 meses
Bomba de posto de gasolina
Sistema pay-at-the-pump parou de aceitar cartões na Nova Zelândia durante 29 de fevereiro (Imagem: Dawn MacDonald / Unsplash)

Os equipamentos de autoatendimento de postos de gasolina da Nova Zelândia tiveram problemas neste 29 de fevereiro. Um bug no software de processamento de pagamentos, relacionado ao ano bissexto, fez as máquinas não aceitarem cartões, deixando alguns estabelecimentos sem funcionar durante horas.

Postos com as bandeiras Allied Fuel, Gull, Z Energy e BP, entre outros, confirmaram que bombas de autosserviço não estavam aceitando cartões, exceto os dos próprios postos. Como o sistema pay-at-the-pump (pague na bomba, em tradução livre) é bastante usado no país, alguns estabelecimentos não têm funcionários. Nestes casos, o consumidor teve que procurar outro lugar para abastecer.

Máquina de pagamento com cartão em bomba de gasolina
Máquinas da Invenco para autoatendimento na bomba foram afetadas pelo ano bissexto (Imagem: Reprodução / Invenco)

Os terminais ficaram quase 14 horas sem sistema, voltando a funcionar perto das 19h, no horário local. A reportagem da rádio local RNZ conversou com um motorista que precisou ir a quatro postos diferentes para conseguir abastecer. O dono de uma empresa de caminhões disse que o problema teria consequências no transporte de alimentos.

Empresa ainda não sabe o que aconteceu

Problemas em sistemas devido ao ano bissexto não são inéditos. Isso já aconteceu com o Windows Azure e com o calendário do iOS, só para ficar com dois exemplos.

A Invenco, responsável pelos terminais usados em 80% a 90% das bombase de combustível do país, confirmou que um “glitch do ano bissexto” causou o problema. John Scott, diretor-executivo da companhia, disse que o problema afetou apenas o código da Nova Zelândia e não sabe como isso aconteceu, mas vai investigar o incidente nos próximos dias.

A Worldline, companhia francesa que faz o software de processamento de pagamentos por cartão, disse que aparelhos de outras marcas não apresentaram o defeito.

Vista de Auckland, na Nova Zelândia
Nova Zelândia está 15 horas à frente do Brasil (Imagem: Matthew Buchanan / Unsplash)

A Nova Zelândia tem um dos fusos horários mais adiantados do planeta: ela está em GMT+12, 15 horas à frente do Brasil. Se algum sistema tiver problemas com o ano bissexto, provavelmente o país será um dos primeiros a perceber isso.

Mas, como lembra o ministro dos Transportes, Simeon Brown, isso não é desculpa. “Anos bissextos acontecem a cada quatro anos e não são nenhuma novidade. É frustrante para os consumidores que os sistemas tenham falhado”, declarou à RNZ.

Com informações: Ars Technica, Reuters, RNZ 1, 2

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.

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