X/Twitter impõe taxa de US$ 1/ano a novos usuários; entenda o caso

Programa piloto começa na Nova Zelândia e nas Filipinas. Elon Musk adotou a pauta antibots desde que assumiu o controle da plataforma.

Thássius Veloso
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Elon Musk (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Taxa anual equivale a R$ 5 em conversão direta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A rede social X (antigo Twitter) vai começar a cobrar US$ 1/ano de novos usuários em dois países. A ideia da empresa é fazer um programa piloto chamado de “Não [Sou] Um Robô” (Not A Bot em inglês) na Nova Zelândia e nas Filipinas. Ainda não se sabe se a iniciativa irá afetar o Brasil.

O montante equivale a R$ 5 pelo câmbio do dia, bem menos do que os R$ 42 mensais cobrados pelo X Premium. O serviço pago libera alguns benefícios, dentre eles o selo de verificado e a opção de editar postagens.

A luta contra os bots

A pauta antibots é uma constante nas falas do proprietário da empresa, o bilionário Elon Musk, desde que ele assumiu a rede social. O X informou numa página oficial que a arrecadação permitirá ampliar os esforços contra spam, manipulação e contas com comportamento de bot.

Conforme nota o site especializado The Verge, a plataforma X não deu detalhes sobre a escolha de somente dois países. A tese do portal é de que seriam os locais em que há maior incidência de atividades inautênticas.

Somente de novos usuários

É importante enfatizar que a cobrança será imposta somente a novos usuários, que ainda precisarão confirmar o número de telefone. A novidade não afeta os atuais adeptos da plataforma. Além disso, Elon Musk disse na plataforma que os usuários ainda poderiam ler de graça os tweets (para isso não é preciso ter uma conta), mas que teriam de pagar para postar.

A documentação do X diz que a taxa anual será apresentada aos usuários que acessam o antigo Twitter via navegador. Não está prevista a cobrança de usuários de mobile neste momento.

A pergunta que fica: você pagaria para ler e postar na rede social?

WhatsApp cobrou US$ 0,99 por anos

Não custa lembrar que outro aplicativo bastante popular no mundo inteiro cobrou taxa anual de US$ 0,99 por um tempo. Logo que surgiu, o WhatsApp impôs o valor para cobrir os custos operacionais. O curioso é que muitas pessoas conseguiam abono da taxa, fazendo com que nem todos se dessem conta de que a plataforma era paga.

Tudo isso mudou em 2016, quando a empresa anunciou o fim da mítica cobrança anual de 99 cents. O WhatsApp já estava sob a administração da Meta e de Mark Zuckerberg.

Com informações: The Verge

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Thássius Veloso

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Thássius Veloso é jornalista especializado em tecnologia e editor do Tecnoblog. Desde 2008, participa das principais feiras de eletrônicos, TI e inovação. Na mídia, também atua como comentarista da GloboNews e da CBN, além de ser palestrante, mediador e apresentador de eventos. Já apareceu no Jornal Nacional, da TV Globo, e publicou artigos na revista Galileu e no jornal O Globo. Ganhou o Prêmio Especialistas em duas ocasiões e foi indicado diversas vezes ao Prêmio Comunique-se.

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