Google deixará de cobrar de lojas para mostrar produtos no Shopping

Até então, resultados na aba Shopping eram todos patrocinados e ordenados por relevância e lances

Paulo Higa
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• Atualizado há 2 anos e 5 meses
Google Shopping
Que caro, bicho

Em meio à crise da pandemia de coronavírus, o Google revelou nesta terça-feira (21) que as lojas não serão mais obrigadas a pagar ao buscador para exibirem seus produtos no Google Shopping. Até então, todas as campanhas eram pagas. A partir da próxima semana, os resultados de busca “consistirão principalmente de listagens de produtos gratuitas”, diz a empresa.

Os resultados de busca do Google Shopping são atualmente compostos de lojas que pagam uma determinada quantia ao Google; o valor muda de acordo com o termo pesquisado e com os lances ofertados por concorrentes. A empresa explica: “O Google é remunerado por esses comerciantes. O pagamento é um dos vários fatores utilizados para classificar os resultados”.

Segundo o Google, com os estabelecimentos fechados para conter a pandemia da Covid-19, as vendas online se tornaram uma questão de sobrevivência para os comerciantes. As empresas podem aproveitar essa oportunidade para se reconectarem com seus clientes, mas “muitas não podem se dar ao luxo de fazer isso em escala”, como é o caso dos pequenos lojistas.

Para os usuários, o Google diz que a mudança fará com que mais produtos sejam encontrados no Google Shopping. Mas as campanhas pagas não deixarão de existir; isso significa que os lojistas que já anunciavam no Google poderão ter um aumento de destaque em seus produtos nos resultados de busca, de acordo com a companhia.

Os anúncios gratuitos no Google Shopping serão lançados primeiro nos Estados Unidos até o final de abril. O objetivo é estender a mudança para o mundo todo “antes do final do ano”, segundo o Google.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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