Foto por ryuuji.y/Flickr

Por décadas, os computadores precisavam de ajuda da BIOS para inicializar o sistema operacional. Este firmware vinha pré-instalado e começava a rodar assim que você ligava o PC.

Nos últimos anos, a BIOS foi substituída por uma solução mais moderna chamada UEFI. Ela inclui um modo legado para usar alguns sistemas operacionais, mas a Intel quer acabar com isso até 2020.

Existem diversas categorias do UEFI. A Classe 0 é a BIOS tradicional; as Classes 1 e 2 usam um CSM (módulo de suporte de compatibilidade) para emular a BIOS; e a Classe 3 não possui esse módulo.

Brian Richardson, engenheiro da Intel, revelou em uma apresentação recente que a empresa vai exigir UEFI Classe 3 e acima em suas plataformas para clientes e datacenters. Ou seja, o suporte legado a BIOS será removido até 2020.

No entanto, a Intel não tornará obrigatório o Secure Boot. Esse recurso exige que o sistema operacional tenha uma chave específica para ser inicializado. As distribuições mais populares do Linux — como Ubuntu, Mint e Fedora — são compatíveis; você só terá problemas caso o sistema dependa da BIOS para fazer boot.

Richardson diz que a Intel quer “eliminar componentes sem suporte a UEFI”, para que drivers e periféricos funcionem sem o CSM. Ela também vai trabalhar com parceiros da indústria para melhorar a experiência do usuário no UEFI Secure Boot.

A BIOS possui diversas limitações: não suporta drives acima de 2,1 TB de espaço; precisa rodar em modo 16 bits; e tem dificuldade ao inicializar vários dispositivos ao mesmo tempo, levando a um boot mais lento.

Enquanto isso, o UEFI tem suporte a drives de até 9,4 zettabytes (ou 9,4 bilhões de terabytes), e roda em modos de 32 e 64 bits. Essa tecnologia foi adotada com apoio da Intel, AMD, Microsoft e fabricantes de PCs.

Com informações: ZDNet, Liliputing.

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Felipe Ventura

Felipe Ventura

Ex-editor

Felipe Ventura fez graduação em Economia pela FEA-USP, e trabalha com jornalismo desde 2009. No Tecnoblog, atuou entre 2017 e 2023 como editor de notícias, ajudando a cobrir os principais fatos de tecnologia. Sua paixão pela comunicação começou em um estágio na editora Axel Springer na Alemanha. Foi repórter e editor-assistente no Gizmodo Brasil.

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