Winity iria cobrir rodovias federais e localidades não atendidas por 4G. Foto: Lucas Braga

Está chegando: a frequência de 700 MHz para o serviço celular deverá ser liberada na região metropolitana de São Paulo até o final de julho. A novidade permitirá que as operadoras melhorem o sinal de 4G e ampliem a oferta de novas tecnologias, como o VoLTE, que permite fazer ligações na rede móvel de quarta geração.

A nova faixa já foi liberada no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e outros municípios. No entanto, em São Paulo e Porto Alegre, ainda é necessário remanejar alguns canais de televisão. Serão instalados filtros em equipamentos para evitar interferências tanto nas TVs quanto nos smartphones em julho, e as operadoras poderão utilizar a nova frequência no mesmo mês.

Antes de ser destinada ao 4G, a frequência de 700 MHz era adotada para transmissões de TV analógica. Mesmo as cidades que já fizeram a transição para o sinal digital precisam de um período para que as equipes de engenharia eliminem interferências de radiofrequência.

Com os 700 MHz, as operadoras precisam de menos antenas para cobrir uma mesma área com 4G. Da mesma forma, os clientes possuem mais chances de ter sinal de celular funcionando em locais fechados ou mais afastados. Isso também possibilita o avanço do VoLTE, que faz chamadas telefônicas pela internet móvel (mas descontando da franquia de minutos), com maior qualidade de voz.

Além disso, com diversas frequências em operação (700, 1.800 e 2.600 MHz), é possível agregá-las para aumentar a velocidade e a estabilidade do sinal, por meio da tecnologia LTE Advanced (que está sendo propagandeada como 4,5G ou 4G+ pelas operadoras brasileiras).

Com informações: TeleSíntese.

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Paulo Higa

Paulo Higa

Ex-editor executivo

Paulo Higa é jornalista com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. No Tecnoblog, atuou como editor-executivo e head de operações entre 2012 e 2023. Viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. Foi coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.