O que é uma máquina virtual?

Veja, detalhadamente, o que é uma máquina virtual, qual a sua funcionalidade e as limitações que pode apresentar

Ronaldo Gogoni
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Máquina virtual é, basicamente, um programa que permite rodar um sistema operacional dentro de outro. É útil para testar recursos em computadores e/ou otimizar servidores. Saiba, em detalhes, o que é uma máquina virtual, sua funcionalidade e também limitações.

É um programa que simula um ambiente computacional, capaz de executar sistemas operacionais e aplicativos como se fosse uma máquina física.
O que é uma máquina virtual? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Uma máquina virtual ou virtual machine é um programa que simula um ambiente computacional, capaz de executar sistemas operacionais e aplicativos como se fosse uma máquina física. Também chamada de processo ou camada de virtualização, permite rodar um sistema operacional dentro de outro.

O processo é diferente de um emulador, que visa copiar os recursos de um programa ou sistema e fazê-lo rodar em conjunto com o seu computador. Neste caso, a máquina virtual opera de forma completamente independente e isolada, podendo inclusive rodar sistemas operacionais que normalmente não seriam compatíveis com sua arquitetura.

Um bom exemplo de camada de virtualização é o Parallels Desktop, software pago que permite criar máquinas virtuais do Windows ou de distribuições Linux dentro do macOS. Outro exemplo é o VirtualBox, gratuito, de código aberto e compatível com Windows, macOS e Linux, que permite rodar quase qualquer sistema operacional.

Dependendo da capacidade do computador, podem ser instaladas várias máquinas virtuais de uma vez para usá-las em paralelo. Apenas a quantidade de espaço em disco, memória RAM disponível e a capacidade de seu processador atuarão como limitadores.

Para que serve uma máquina virtual?

Do ponto de vista do usuário, a máquina virtual é uma excelente forma de executar um sistema operacional novo antes de instalar definitivamente no computador, antecipando erros ou problemas graves. Desenvolvedores também preferem testar versões de softwares em máquinas virtuais, por motivos semelhantes.

A melhor aplicação da virtualização se dá no ambiente corporativo. Um hipervisor (a camada de virtualização) tem a capacidade de executar um grande número de máquinas virtuais, reduzindo o consumo de energia e a necessidade de manter um hardware físico.

Cada máquina virtual pode rodar um sistema específico, com mais ou menos memória, mais ou menos espaço dedicado e aplicações diferentes, para funções diversas ou algumas iguais a outras, como redundâncias, para garantir a segurança dos dados.

Dependendo da configuração, servidores com virtualização diminuem riscos como perda de dados ou indisponibilidade do sistema, otimizando uso do hardware.

A máquina virtual é uma excelente forma de executar um sistema operacional novo antes de instalar definitivamente. (Imagem: Markus Spiske / Unsplash)

Algumas limitações

Dependendo da forma de uso, uma máquina virtual pode apresentar limitações.

A primeira delas diz respeito ao hardware onde o hipervisor ou camada de virtualização será instalado: caso o computador tenha um processador antigo ou pouca RAM, a máquina virtual ficará lenta e dependendo do uso, pode não atender às expectativas.

A segunda limitação é referente a custos: enquanto rodar distribuições Linux livres para uso pessoal não requer maiores exigências do que baixar e instalar na máquina virtual. O mesmo não pode ser dito do Windows ou distros pagas, como é o caso do SUSE. Para usá-las de modo legal, é preciso adquirir a licença para cada máquina virtual.

Da mesma forma, a Apple não permite que o macOS seja rodado em nenhuma plataforma de virtualização (em teoria, nenhum hipervisor deveria oferecer suporte), pelo sistema operacional ser exclusivamente dedicado a rodar em computadores Macs.

Assim, a única forma de usá-lo com máquinas virtuais seria usando um computador da maçã como hardware principal e virtualizando os outros sistemas dentro dele.

Ronaldo Gogoni

Ronaldo Gogoni é formado em Análise de Desenvolvimento de Sistemas e Tecnologia da Informação pela Fatec (Faculdade de Tecnologia de São Paulo). No Tecnoblog, fez parte do TB Responde, explicando conceitos de hardware, facilitando o uso de aplicativos e ensinando truques em jogos eletrônicos. Atento ao mundo científico, escreve artigos focados em ciência e tecnologia para o Meio Bit desde 2013.

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