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Início » Ciência » Li-Fi, uma conexão que utiliza lâmpadas para transmitir dados

Ok, eu sei que as redes Wi-Fi estão cada vez mais rápidas e você provavelmente já está pensando em fazer um upgrade para um roteador 802.11ac, que pode transferir dados a até 1.300 Mbps. Mas cientistas de várias partes do mundo afirmam que a luz terá um papel importante nas próximas redes de alta velocidade – uma delas é o Li-Fi, uma tecnologia que envia e recebe dados por meio de lâmpadas.

A ideia é bem simples. Uma lâmpada pode permanecer em dois estados: apagada ou acesa, exatamente como o bit, que pode apenas assumir valores “0” e “1”. A transmissão de dados por Li-Fi é feita simplesmente ligando e desligando uma lâmpada. O processo é realizado tão rapidamente que se torna imperceptível para o olho humano. A luz é registrada por um fotodetector, que será responsável por transformar a luz em informações.

Funciona assim.

É claro que o Li-Fi não funciona com lâmpadas comuns, como as incandescentes ou fluorescentes – provavelmente elas queimariam nos primeiros segundos. Os cientistas utilizaram uma lâmpada baseada em LEDs e, de acordo com Harald Haas, um dos autores da tecnologia e professor da Universidade de Edimburgo, assim que as bilhões de lâmpadas das casas e empresas ao redor do mundo adotarem as lâmpadas LED, o Li-Fi estará disponível em praticamente qualquer lugar.

Ainda há muito o que melhorar, no entanto. Inicialmente, lâmpadas adequadas para o Li-Fi serão mais caras, mas os cientistas acreditam que o volume de vendas pode diminuir os custos de fabricação. E, até o momento, a velocidade de transmissão não é tão animadora, ficando apenas na casa dos kilobits por segundo – com algumas lâmpadas especiais, eles esperam atingir até 10 Gbps.


(Vídeo do YouTube)

Algumas empresas já utilizam a tecnologia. A Toshiba desenvolveu binóculos marítimos que podem detectar o sinal do Li-Fi emitido por faróis num raio de até 2 km, maior do que o alcance do Wi-Fi tradicional, permitindo ao usuário descobrir as condições de navegação nas imediações. A velocidade é de apenas 1,2 Kbps, então não espere fazer streaming de vídeos do YouTube no meio do mar.

Outra aplicação do Li-Fi, também relacionada ao mar, é uma máscara de mergulho que transmite a voz do usuário por meio de pulsos de luz, que chegam ao fotodetector e são transformados em sinais de áudio. Assim, é possível conversar mesmo a 30 metros abaixo do nível do mar, desde que você esteja disposto a gastar cerca de R$ 4 mil para comprar um desses, claro.

Com informações: Reg Hardware.

TB Respostas
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12 Comentários (Deixe o seu!)

  • Gabriel Ayres
    112c

    Acho que eles não são os primeiros, mas não deixa de ser uma ótima ideia.

  • Chokor0
    49c

    interessante, espero que venha pra ficar :)

  • bawlaw
    993c

    o problema é usar o computador denoite no escuro..

    • Fabio José

      Muito Bom :)

  • A ideia já havia sido levantada por chineses em 2010 utilizando LEDs azuis, porém as taxas de transmissões eram “muito baixas” (2Mbps). Também em 2010 uma empresa americana a LVX reivindicou um sistema de transmissão por luz, tanto que uma cidade americana utilizou/utiliza os serviços com até 3Mbps de velocidade.

    Em Julho de 2011 Harald Haas após se apresentar no TED acabou dando uma grande notoriedade a tal tecnologia, fazendo muitos ficarem curiosos e aumentarem a pesquisa em transmissão de dados pela luz.

    Porém ainda existe um problema, a “quebra de sinal”. Uma onda de rádio como é dos sinais Wi-Fi sofre interferência de obstáculos que interfiram na antena, da mesma forma ocorre na luz. Caso um obstáculo interfira na transmissão (até mesmo uma mosca) se perde dados devido uma interferência e isso não é algo que alguém quer que aconteça. Um receptor deveria ter uma área um pouco “maior” que um smartphone, por exemplo, para não se ter problemas com as interferências, já que se construir com uma área pequena algo pode acabar diminuindo a intensidade do sinal que chega até ele, até mesmo sujeira em ‘Rx’.

    Além de outro problema, mais para nós brasileiros, é o custo. Lâmpadas LEDs ainda são relativamente caras, e para a maioria do público adquirir tal equipamento acabaria se tornando algo relativamente caro, mesmo após a tecnologia estar de forma efetiva no mercado, o Brasil vai demorar até ser um utilizador.

  • A ideia já havia sido levantada por chineses em 2010 utilizando LEDs azuis, porém as taxas de transmissões eram “muito baixas” (2Mbps). Também em 2010 uma empresa americana a LVX reivindicou um sistema de transmissão por luz, tanto que uma cidade americana utilizou/utiliza os serviços com até 3Mbps de velocidade.

    Em Julho de 2011 Harald Haas após se apresentar no TED acabou dando uma grande notoriedade a tal tecnologia, fazendo muitos ficarem curiosos e aumentarem a pesquisa em transmissão de dados pela luz.

    Porém ainda existe um problema, a “quebra de sinal”. Uma onda de rádio como é dos sinais Wi-Fi sofre interferência de obstáculos que interfiram na antena, da mesma forma ocorre na luz. Caso um obstáculo interfira na transmissão (até mesmo uma mosca) se perde dados devido uma interferência e isso não é algo que alguém quer que aconteça. Um receptor deveria ter uma área um pouco “maior” que um smartphone, por exemplo, para não se ter problemas com as interferências, já que se construir com uma área pequena algo pode acabar diminuindo a intensidade do sinal que chega até ele, até mesmo sujeira em ‘Rx’.

    Além de outro problema. Nós brasileiros sofreremos com o custo. Lâmpadas LEDs ainda são relativamente caras, e para a maioria do público adquirir tal equipamento acabaria se tornando algo relativamente caro, mesmo após a tecnologia estar de forma efetiva no mercado, o Brasil vai demorar até ser um utilizador.

  • Fabio José

    Os caras foram abduzidos ! Isso é muito legal!!

  • Patrik
    347c

    Uma lâmpada incandescente não queimaria.
    O grande problema para esse uso é que a lampada incandescente funciona pelo calor do filamento. Quando apaga a lampada incandescente demora um pouco para cessar o brilho. Apagando e acendendo rapidamente não se notaria variação da luz. Para funcionar deveria ser com uma taxa de transmissão muito pequena.
    Além do consumo de energia, claro.

    A lampada fluorescente já apresenta cintilação em seu funcionamento normal. Não seria fácil faze-la piscar controladamente.

  • Dennis

    Basta um inseto pousar na lâmpada e bye bye conexão.

  • Ramon Melo
    2410c

    O problema de se usar luz é que ela só se propaga em linha reta. Num mundo onde o número de dispositivos móveis já supera os fixos por uma margem bastante respeitável, não faz muito sentido sair da radiofrequência (que atravessa paredes e contorna obstáculos) para radiação luminosa, ainda mais no espectro visível.

  • Acho mais válido aquela por lasers, e porque não continuar com o bom e velho wi-fi e tentar melhora-lo cada vez mais?

  • @LBKatan
    1514c

    Eu ainda acho melhor usar infravermelho.

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