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Fundador do Instagram: “Não queremos vender suas fotos”

Executivo assume erro na redação dos termos de serviço

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5 anos e meio atrás
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Há poucos instantes o cofundador do Instagram, Kevin Systrom, publicou uma nota na qual fala sobre diversos dos aspectos criticados nos termos de serviço que entram em vigor no próximo mês. Systrom foi categórico ao dizer que o serviço de fotos não venderá as fotos do usuário, nem as utilizará para promover campanhas publicitárias de outras empresas.

“Nós não temos planos de nada como isso [publicidade com fotos de usuários] e por isso nós vamos remover o trecho que levantou tais questionamentos.” De acordo com o executivo, a principal intenção do Instagram é evitar os banners com os quais a internet acabou se acostumando. Ele quer criar modos efetivos de descobrir conteúdo novo e bom.

Política de privacidade do Instagram

Política de privacidade do Instagram

Para explicar melhor o ponto mais questionado dos termos de serviço, Systrom explica que o Instagram prevê um futuro em que marcas e pessoas poderão promover (comercialmente, pelo que entendo) contas no serviço para ampliar o engajamento e o número de seguidores.

No exemplo pensado pelo executivo, amigos em comum que seguem uma marca poderiam aparecer com algum destaque para tentar convencer aquele internauta a também segui-la. A foto de perfil e ações como o ato de seguir a tal marca ajudam nesse trabalho de convencimento por motivos óbvios. Nós confiamos mais numa propaganda quando ela é de alguma forma embasada por alguém que nos é próximo. Diferentemente do que a Mass Media defende – comunicação igual para todos e em volume. Está no espírito da internet atuar no sentido oposto.

“Não é verdade e é nosso erro que a linguagem esteja confusa. Para sermos claros: não é nossa intenção vender suas fotos”. Systrom promete que o Instagram já trabalha na atualização dos termos de serviço para que fique mais palatável e compreensível para os usuários.

O Instagram se tornou uma propriedade do Facebook depois que Mark Zuckerberg anunciou o negócio avaliado em US$ 1 bilhão. Talvez a ligação com a rede social mais usada no mundo tenha servido de estopim para toda a confusão envolvendo os termos de serviço atualizados. Muita gente desconfia do bom moço Zuck.

Assunto encerrado? Aposto que não. Falta ver como ficará a redação dos documentos depois que as mudanças prometidas forem feitas. Sem falar que, embora algumas pessoas tentem minimizar a questão, estamos tratando de privacidade na rede e a transformação de dados de usuários em mercadoria. Ou seja, algo muito maior do que gostar ou desgostar do Facebook.