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O campo de celulares modulares ainda não decolou mas já ganhou um novo nome. É o Puzzlephone, invenção cortesia de uma empresa chamada Circular Devices, que foi fundada na mesma cidade que a Nokia surgiu. A diferença do Puzzlephone é que ele é um pouco menos modular do que estamos acostumados a ver no Projeto Ara: são apenas duas partes que podem ser trocadas.

A divisão é simples e, curiosamente, baseada em partes do corpo humano. A “espinha” é o corpo do aparelho, onde ficam a tela e alto-falantes, detre outras estruturas básicas. A bateria fica no “coração”, junto com outros componentes secundários. Já o “cérebro” é onde estão o sensor da câmera e o processador do Puzzlephone.

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Como sistema móvel, ele deverá usar inicialmente uma versão alterada do Android, mas a fabricante já disse também que pretende oferecer suporte a mais sistemas no futuro. Além disso, os padrões de modulação do hardware também terão suas especificações abertas, para que qualquer fabricante possa criar e implementar o esquema em dispositivos próprios. Isso é, se a categoria realmente pegar no tranco.

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Por enquanto ele é apenas um bonito e colorido conceito. A Circular Devices está desde 2013 trabalhando no projeto e apenas agora estão prontos para começar a produzir protótipos do aparelho para testes. Os primeiros celulares mesmo só devem chegar ao mercado a partir da segunda metade do ano que vem, com “preço de aparelhos mid-end” segundo a companhia.

O site oficial tem mais detalhes do aparelho, enquanto no vídeo abaixo, publicado em fevereiro deste ano, você pode ver um pouco mais do processo de desenvolvimento dele, além de notar também uma grande mudança no design em relação ao que foi mostrado essa semana.

Pode parecer que ter apenas duas partes modulares deixa o Puzzlephone menos customizável, ao menos em relação ao que usamos como referência hoje, que é o Ara. Mas talvez, e apenas talvez, ele ofereça a dose certa de customização para ser bem recebido no mercado e, com isso, conseguir alavancar a categoria em 2015.

Com informações: The Verge.

Comentários

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Ezenil de Oliveira
E se o celular cair no chão kkk vou demorar 5 minutos só pra pegar as peças kkk.
Douglas Teles
Não é bem um concorrente, já que no Ara você pode trocar tudo e nesse não.
Edmilson_Junior
Ainda prefiro o Ara, mais baterias o
Maxnoob

Parece-me muito bacana e até que faz sentido. Grande parte dos Smartphone já tem essa disposição de componentes, só não são intercambiáveis:

http://cdn01.androidauthori...

Marno
Parece-me muito bacana e até que faz sentido. Grande parte dos Smartphone já tem essa disposição de componentes, só não são intercambiáveis: http://cdn01.androidauthority.net/wp-content/uploads/2014/10/Sony-Xperia-Z3-teardown-parts.jpg
Gabriel Arruda
Vou começar a investir em MacBook, rende mais que apartamento e São Paulo.
Mike Metralha
Bom, pelo menos é mais bonito que o protótipo da Google.
Rodolpho Freire
acho que um dos problemas dos smartphones modulares talvez seja o gerenciamento de drivers para cada módulo e fazer os módulos conversarem entre si.