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Tecnologia da Samsung promete dobrar a capacidade das baterias

Emerson Alecrim Por
4 anos atrás

Tela, câmera, processador, sensores. Esses e outros itens que equipam nossos smartphones evoluíram substancialmente nos últimos anos, com exceção da bateria. Mas soluções vêm sendo prometidas. Uma delas foi divulgada recentemente pela Nature: uma tecnologia da Samsung que pode praticamente dobrar a autonomia do componente.

galaxy-win-2-bateria

No cenário atual, a indústria recorre a técnicas diversas para diminuir o consumo de energia e, sempre que possível, ao aumento das dimensões das baterias para fazê-las durar mais. Mas são medidas paliativas. Somente a mudança da tecnologia é que pode trazer avanços significativos.

A pesquisa realizada pela Samsung leva esses aspectos em conta. A técnica desenvolvida faz a autonomia da bateria quase dobrar sem, no entanto, elevar as dimensões físicas do componente. Na verdade, a tecnologia pode até permitir a construção de baterias compactas para dispositivos vestíveis, por exemplo, mas com autonomia em um patamar aceitável.

Para tanto, a companhia recorreu à aplicação de ânodos de silício. A indústria sabe há tempos que esse material pode aumentar a capacidade de armazenamento de energia das baterias, mas uma séria limitação sempre impediu a implementação da ideia: o silício se expande perigosamente entre os ciclos de carga e descarga.

O que Samsung fez, na verdade, foi encontrar uma solução para esse problema. Para evitar mudança de tamanho, os pesquisadores revestiram o silício com camadas de grafeno (as "ondulações" destacadas nas figuras abaixo). O material, que tem entre suas propriedades excelente condutividade elétrica e resistência, se mostrou capaz de impedir que o silício se expanda exageradamente.

Samsung - bateria com camada de grafeno

Nos testes, os resultados foram convincentes. A Samsung conseguiu criar uma bateria de íons de lítio com ânodo de silício fazendo a densidade de armazenamento ficar 1,8 vez maior que nas baterias atuais, sem aumentar o tamanho físico do dispositivo ou diminuir os níveis de segurança. Após 200 ciclos de recarga, a capacidade de armazenamento caiu, mas se manteve uma vez e meia maior que no padrão atual.

Quando e se a tecnologia chegará ao mercado? Não dá para saber ao certo, afinal, mais testes e estudos são necessários para se ter certeza da viabilidade da ideia. Mas a expectativa é de que a Samsung lance dispositivos com esse tipo de bateria a partir de 2017 (de repente, começando pelo Galaxy S8, vai saber).

Com informações: IBTimes