Tela, câmera, processador, sensores. Esses e outros itens que equipam nossos smartphones evoluíram substancialmente nos últimos anos, com exceção da bateria. Mas soluções vêm sendo prometidas. Uma delas foi divulgada recentemente pela Nature: uma tecnologia da Samsung que pode praticamente dobrar a autonomia do componente.

galaxy-win-2-bateria

No cenário atual, a indústria recorre a técnicas diversas para diminuir o consumo de energia e, sempre que possível, ao aumento das dimensões das baterias para fazê-las durar mais. Mas são medidas paliativas. Somente a mudança da tecnologia é que pode trazer avanços significativos.

A pesquisa realizada pela Samsung leva esses aspectos em conta. A técnica desenvolvida faz a autonomia da bateria quase dobrar sem, no entanto, elevar as dimensões físicas do componente. Na verdade, a tecnologia pode até permitir a construção de baterias compactas para dispositivos vestíveis, por exemplo, mas com autonomia em um patamar aceitável.

Para tanto, a companhia recorreu à aplicação de ânodos de silício. A indústria sabe há tempos que esse material pode aumentar a capacidade de armazenamento de energia das baterias, mas uma séria limitação sempre impediu a implementação da ideia: o silício se expande perigosamente entre os ciclos de carga e descarga.

O que Samsung fez, na verdade, foi encontrar uma solução para esse problema. Para evitar mudança de tamanho, os pesquisadores revestiram o silício com camadas de grafeno (as “ondulações” destacadas nas figuras abaixo). O material, que tem entre suas propriedades excelente condutividade elétrica e resistência, se mostrou capaz de impedir que o silício se expanda exageradamente.

Samsung - bateria com camada de grafeno

Nos testes, os resultados foram convincentes. A Samsung conseguiu criar uma bateria de íons de lítio com ânodo de silício fazendo a densidade de armazenamento ficar 1,8 vez maior que nas baterias atuais, sem aumentar o tamanho físico do dispositivo ou diminuir os níveis de segurança. Após 200 ciclos de recarga, a capacidade de armazenamento caiu, mas se manteve uma vez e meia maior que no padrão atual.

Quando e se a tecnologia chegará ao mercado? Não dá para saber ao certo, afinal, mais testes e estudos são necessários para se ter certeza da viabilidade da ideia. Mas a expectativa é de que a Samsung lance dispositivos com esse tipo de bateria a partir de 2017 (de repente, começando pelo Galaxy S8, vai saber).

Com informações: IBTimes

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Pedro Arantes

O problema da evolução das baterias é que podem ser aplicadas no sector automóvel e baixar os lucros das petrolíferas, com a massificação dos carros eléctricos. A razão principal são os lobistas que estão sempre atentos aos avanços destas tecnologias, e dificultam o desenvolvimento desta tecnologia.

Pedro Arantes
O problema da evolução das baterias é que podem ser aplicadas no sector automóvel e baixar os lucros das petrolíferas, com a massificação dos carros eléctricos. A razão principal são os lobistas que estão sempre atentos aos avanços destas tecnologias, e dificultam o desenvolvimento desta tecnologia.
Miguel Macedo

Enquanto não chega essa nova tecnologia no mercado, eu me viro usando aplicativos que otimizem a duração da bateria, como o PSafe por exemplo. Quando faço a varredura, ele fecha os aplicativos que ficam abertos em segundo plano e isso faz a bateria durar mais. É um bom paliativo por enquanto! rs!

Milena Bastos

Estou sempre esperando por uma bateria que dure mais, mas é meio missão impossível, pq os celulares estão cada vez mais cheios de recurso e a gente não consegue largar deles. Não tem bateria que dure muito mesmo. Eu uso o PSafe pra otimizar o desempenho do meu celular quando sinto ele lento e isso acaba melhorando tb o desempenho da bateria pq fecha os aplicativos que não foram encerrados.

Caio Secco
*São Nunca
Tales Leon de Marco
– Não podemos usar silício, ele tá bugando! E agora? – Põe grafeno... *joga grafeno na bateria* – OMFG IT WORKS!
Fabiana Borges
Já estou no aguardo pelo S8, pq hoje só usando o app daPsafe no galaxy s4 pra segurar essa bateria, por deus
Vitor Mikaelson
Todo ano tem alguma tecnologia para bateria inovadora, mas nunca chega ao mercado.
Maxnoob
Não te tiro a razão sobre os vestíveis mas, no momento atual ainda acredito que deveríamos ter mais opções de smartphone com bateria grande além do Moto Max. Por um lado poderemos ter aparelhos pequenos com boa autonomia, mas por outro - o qual eu mais receio - são os aparelhos ultrafinos com bateria de 12 horas... Entende?
Vitor
Por que melhor? Cara, dizer que as baterias tem que aumentar (e os aparelhos também) é muito fácil. Ao invés de retroceder (pq sim, isso seria voltar a um estágio já superado pela indústria) deixe que elas busquem soluções criativas, inovadoras e, pq não, revolucionárias. O artigo deu um grande exemplo de como MELHORAR A TECNOLOGIA ao invés de AUMENTAR O TAMANHO (mantendo esse método que já se mostrou ineficaz) pode ajudar: O caso dos dispositivos vestíveis. Um smartwatch, por exemplo. Todo artigo tem gente falando a mesma coisa, mas espero que um dia aprendam: evoluir é importante e faz parte da nossa natureza.
Maxnoob
Conheço uma tecnologia melhor, sabe aquela que dobra a capacidade apenas aumentando a grossura da bateria? Inovador não é mesmo?
Leandro
Deve chegar ao mercado no dia de Seu Nunca na parte da tarde. Juntamente com as outras dezenas de tecnologias sobre bateria que estão prometidas.
Alisson Santos

Legal, um dia de autonomia em vez de 12 horas.

Alisson Silva
Legal, um dia de autonomia em vez de 12 horas.
Thiago Sabaia
Se Galaxy já explode com baterias atuais, imagina com essa ai que expande.