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O mercado brasileiro de feature phones está crescendo mais que o de smartphones

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1 ano e meio atrás
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Depois de sofrer a primeira queda anual em vendas na história, o mercado brasileiro de smartphones voltou a respirar. De acordo com a IDC, 12,044 milhões de aparelhos, considerando smartphones e celulares básicos, foram comercializados no segundo trimestre de 2016. É uma alta de 23,1% em relação ao trimestre anterior.

Mas o que chama a atenção é que a venda de celulares básicos cresceu mais que a venda de smartphones (!). Enquanto os aparelhos que só fazem chamadas e mandam SMS subiram 38,4% em relação ao primeiro trimestre do ano, para 1,265 milhões de unidades vendidas, os smartphones (que representam a maior parte do mercado, com 10,779 milhões de unidades) tiveram alta mais tímida, de 16,6%.

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E parece que eles não vão morrer tão cedo, já que o mercado de feature phones no Brasil cresceu 35,1% em um ano. Enquanto isso, o mercado de smartphones encolheu 4,8%. O que explica esse crescimento? A IDC diz que a oferta de celulares básicos por parte das fabricantes aumentou em 2016, e que esses aparelhos “atendem muito bem a demanda das áreas rurais, onde o 3G funciona mal e o 4G ainda não chegou”.

Particularmente, tenho visto essa movimentação apenas nas empresas brasileiras, como Multilaser, DL e Positivo, que têm lançado celulares básicos nos últimos meses, com preços de até 200 reais — a Positivo, inclusive, chegou ao quarto lugar no ranking das maiores fabricantes de celulares do Brasil num relatório preliminar da IDC (e as vendas da Quantum não são somadas com as da Positivo pela consultoria).

Falando especificamente dos smartphones, o preço médio gasto pelos brasileiros foi de R$ 1.045 no segundo trimestre de 2016 (contra R$ 1.152 no trimestre anterior). Os aparelhos de entrada, claro, continuam dominando as vendas — 64,2% dos aparelhos tinham preços entre R$ 499 e R$ 999. Apesar do ticket médio ter diminuído, as fabricantes tiveram receita 10% superior ao primeiro trimestre, já que o número de unidades vendidas aumentou consideravelmente.

Para os próximos meses, a expectativa da consultoria é que o mercado continue aquecido, até por causa dos eventos importantes para o varejo (Black Friday e Natal) e também devido à estabilização do dólar. Veremos.

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