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Carregamento wireless à distância é demonstrado na prática em vídeo

uBeam emite ondas ultrassônicas que são convertidas em energia elétrica

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33 semanas atrás
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O carregamento de bateria sem fio é prático e está cada vez mais popular, mas ainda exige que você coloque o smartphone sobre uma base para funcionar. O próximo passo é eliminar essa restrição e permitir que a energia elétrica seja enviada à distância, assim como seu roteador Wi-Fi transmite dados sem precisar de cabos. E a uBeam demonstrou sua tecnologia em público pela primeira vez.

A uBeam é uma concorrente da Energous, empresa que desenvolve o WattUp, uma tecnologia de recarga sem fio à distância que pode estar presente no próximo iPhone. Assim como a rival, eles até explicam como a mágica funciona na teoria, mas nunca haviam demonstrado a tecnologia funcionando de verdade. Pois bem, problema resolvido:

A demonstração foi realizada na semana passada durante o Upfront Summit, evento para startups e investidores em Los Angeles, segundo o The Verge. A conferência não foi transmitida ao público em geral, mas quem estava no local tratou de filmar o uBeam em ação — o vídeo mostra um smartphone Android começando a recarregar ao ficar próximo de uma base grandona de carregamento sem fio.

Para que o produto seja viável comercialmente, a uBeam precisa aumentar a distância de recarga sem fio e diminuir o tamanho da estação de carregamento. Também não sabemos qual é a eficiência da tecnologia: os carregadores wireless atuais já são bem mais rápidos que os de três anos atrás, mas ainda perdem bastante energia no meio do caminho. Mas o vídeo mostra que sim, recarregar à distância é possível (e bem legal).

Capa com WattUp

Segundo a uBeam, a base de recarga é uma espécie de alto-falante que emite ondas ultrassônicas (entre 45 e 75 kHz) que não podem ser escutadas por humanos e animais, embora sejam bem altas (145 a 155 dB). Os dispositivos compatíveis com a tecnologia “escutam” as ondas e, assim como um microfone, podem converter o som em energia elétrica, recarregando a bateria.

A empresa garante que a tecnologia não emite radiação eletromagnética e não é prejudicial aos humanos e animais. Além disso, como o som de altíssima frequência é uma radiação não ionizável, ela não possui as mesmas propriedades de radiações ionizáveis (como os raios-x) e não pode causar câncer ou danos genéticos, uma vez que não consegue penetrar materiais sólidos, como sua pele.

A ideia é que o uBeam esteja presente não apenas na sua casa, mas também no trabalho e em meios de transporte, como ônibus, trens e aeronaves, permitindo que seu smartphone, tablet, relógio ou qualquer outro gadget com bateria esteja sempre com carga, sem precisar se preocupar com cabos.

Ainda não há uma previsão para que as tecnologias de carregamento sem fio cheguem ao mercado, mas espero que não demorem.

  • Leandro Nascimento

    Yeah Mr. White! Science!

  • Gustavo Michels

    Depois falam que isso não é inovação só porque pode esta no próximo iPhone. Se fosse por conta de outra empresa como Samsung ou LG ou até mesmo Motorola iram pagar um pau f*** dizendo que é de outro mundo..

    • Marcelo Carvalho

      Né?

    • Visão

      nhé!

    • Kodos Otro

      Eu acho que é justamente o oposto.
      Quando a Apple lança qualquer coisa que já existe no mundo android há anos, o povo trata como se fosse algo revolucionário.

      Enfim, quem conseguir levar essa tecnologia pro seus produtos de forma eficiente merecerá aplausos, seja quem for.

    • Ronaldo

      E quem disse que vai estar no próximo aifone?
      Rumores?
      Ah sim os mesmos que disseram que a tela seria elástica e viriam com sistema de propulsão a jato para evitar quedas, além claro da tela de safira…

  • Helmut

    “Curta nossa página no Facebook e recarregue seu smartphone com nosso eWi-Fi”

  • caio.

    Onda mecânica também pode causar problemas… mesmo sendo não-ionizável.
    Pessoalmente, imagino que esse negócio possa causar um incômodo no ouvido (mesmo que não seja audível). Aqueles sensores usados em robôs usam ~40kHz e dá pra sentir uma pressãozinha no ouvido quando vc tá numa sala fechada, com 4-5 robôs. Não é nada audível, mas quando vc desliga os robôs vc percebe que tem algo diferente no ar.

    • Yago Oliveira

      Interessante, o jeito é esperar para ver. Creio que não vão lançar algo comercial mente sem testes abusivos antes.

  • Breno

    Agora sim vou poder ter iluminação no meu guarda-roupa sem me preocupar com baterias! 😀

    • Yago Oliveira

      Kkkkkkkkkk

  • Keaton

    Wireless charging é legal e talz, mas fico imaginando quanta energia é desperdiçada desse modo.

    Não sou formado em fisica ou coisa do genero, mas acredito que exista um gasto extra de energia (se comparado com USB normal) na faixa de 40% a 60%. Transformar em ondas, energiia jogada pra todo que é lado, etc etc.

  • Rafael Lemes

    Tesla “criou” isso há 100 anos.

    • Adriano

      Não adianta dizer isso amigo, as pessoas não tem o hábito de se interessar por informações relevantes, pelo contrário, elas gostam mesmo é de carnaval, futebol, funk e BBB.

      O nome dele, como o grande precursor dessa tecnologia, jamais será citado, ao invés disso, quem levará os louros por esse feito extraordinário, será uma Apple ou uma Sansung da vida.

  • Carlin

    Bom, sendo bem pensado e oferecendo um tempo de recargar rasoável, creio que, se chegarem com força no mercado, talvez possamos vivenciar o próximo passo no avanço dos nossos dispositivos moveis.

    MAIS PENSANDO BEM, espero que demore um tempo legal, pra assim possamos ter reais avanços nas baterias, (menor tempo de recarga e maior duração).

  • Mickael Fernandes

    Eu ainda tenho bastante receio do que essa tecnologia pode fazer ao longo prazo com os nossos ouvidos. Tudo bem que não escutamos essas frequências – talvez elas já até estejam por aí? -, mas será que não influenciar em nada o nosso sistema? Tomara que não mesmo, pois é bem bacana.

  • Adriano

    Nicola Tesla agradece…

  • Carlos Alberto Pinheiro Paula

    Acho que os celulares deveriam vir com uma bateria de plutônio que durasse algusn anos. Assim ninguém ia ptecisar recarregar os bichos.