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Sony Xperia XA1 Ultra: gigante de 6 polegadas

Tela gigante de boa qualidade da Sony agrada, mas cadê o leitor de impressões digitais?

Por
01/08/2017 às 15h24
8

Prós

  • Bastante capacidade de armazenamento interno
  • Câmera frontal acima da média
  • Tela enorme de boa qualidade

Contras

  • Bateria poderia ter capacidade maior
  • Cadê o leitor de impressões digitais?!
  • Câmera traseira ainda não é lá aquelas coisas

A linha Ultra da Sony é composta por smartphones com telas enormes. O membro mais recente da família é o Xperia XA1 Ultra: ele tem painel IPS LCD de 6 polegadas, bordas laterais compactas e um conjunto de câmeras que promete capturar boas fotos.

Com preço sugerido de R$ 2.299, o Xperia XA1 Ultra tem hardware que bate de frente com os intermediários premium, trazendo processador MediaTek Helio P20, 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno. Será que é uma boa opção? Eu conto neste breve review.

Em vídeo

Design e tela

Eu gosto bastante do design da linha XA porque a Sony elimina as bordas laterais do aparelho, o que melhora a ergonomia e facilita a digitação, já que o dedão alcança facilmente o outro lado do visor. Isso faz bastante diferença no Xperia XA1, mas não no Xperia XA1 Ultra: a tela de 6 polegadas te obriga a utilizar o smartphone com as duas mãos. Não tem jeito.

O Xperia XA1 Ultra é um smartphone bem construído. A traseira é de plástico e acumula marcas de dedo com facilidade; em compensação, ele tem bordas de metal e peças bem encaixadas, além de passar uma boa sensação de robustez, que parece ser reforçada pelo peso de 188 gramas. Bons detalhes dos Xperias continuam presentes, como o alto-falante boa qualidade e o botão de duas fases para tirar fotos.

Mas a ausência mais notável, sem dúvidas, é o leitor de impressões digitais — eu não passei um segundo sem sentir a falta dele. Até o Moto E4, que custa menos de um terço do valor pedido pela Sony, tem o sensor essencial. E quase todos os smartphones da mesma categoria do Xperia XA1 Ultra tinham o leitor desde o ano passado, por isso, não colocá-lo em pleno ano de 2017 foi uma tremenda bola fora da Sony.

A tela é de boa qualidade. O painel IPS LCD de 6 polegadas com resolução de 1920×1080 pixels entrega uma definição dentro do que esperamos para um intermediário premium; o brilho é alto e o nível de preto também agrada, considerando os limites tecnológicos de uma tela retroiluminada. Fica claro que o Xperia XA1 Ultra é um smartphone pensado para consumo de conteúdo — e é bom ver que alguém continua apostando nesse nicho.

Software

O Android do Xperia XA1 Ultra é o 7.0 Nougat e tem a mesma interface que você encontra em outros smartphones recentes da empresa. O software tem modificações nos ícones, bem como algumas animações extras aqui e acolá, mas ele é bem parecido com o Android desenvolvido pelo Google.

A Sony continua colocando alguns aplicativos de utilidade duvidosa, como um atalho para o blog da empresa, um trial de 180 dias do AVG Antivirus e um editor de vídeos. De qualquer forma, os bloatwares não são muito numerosos e podem ser desativados rapidamente.

Câmera

A câmera frontal de 16 megapixels do Xperia XA1 Ultra é bem chamativa, mas não só isso: ela realmente entrega resultados acima da média da categoria. As selfies têm boa definição, praticamente sem ruído, e se dá muito bem inclusive em ambientes internos.

Já a câmera traseira tem sensor de 23 megapixels — o mesmo que equipa o Xperia XA1 e o Xperia Z5, que foi o topo de linha da Sony em 2015. Os resultados não são impressionantes, mas até que agradam.

Com bastante iluminação, a câmera faz um bom trabalho e tira fotos com definição excelente. No entanto, é muito perceptível que o algoritmo da Sony força demais a saturação e o contraste da imagem. Isso acaba prejudicando o alcance dinâmico e, por vezes, cria áreas de sombra muito fortes, o que fica claro quando comparamos com uma câmera realmente boa de 2016.

Alcance dinâmico ruim no Xperia XA1 Ultra

Foto mais equilibrada no Galaxy S7 Edge

Alcance dinâmico ruim no Xperia XA1 Ultra

Foto mais equilibrada no Galaxy S7 Edge

Em ambientes internos, a ótima definição é mantida e o nível de ruído não aumenta. Já em cenários noturnos, o Xperia XA1 Ultra decepciona por não ter ruído nenhum, mas também sumir com a definição. O pós-processamento tenta enganar os olhos com um sharpening para forçar uma nitidez que o sensor não conseguiu capturar, mas basta uma olhada por mais cinco segundos para ver que os detalhes sumiram da cena.

Em resumo, não é uma câmera ruim, mas também não é uma câmera sensacional. Ela tira fotos com qualidade satisfatória e, se você acompanhou outros reviews de intermediários premium, já sabe que a melhor opção para quem realmente se importa com fotografia ainda é pegar um topo de linha da geração passada.

Hardware e bateria

O processador MediaTek Helio P20 do Xperia XA1 Ultra é bem parecido com o Snapdragon 625 ou 626 que equipam os smartphones da mesma categoria, tanto na CPU quanto na GPU.

Por isso, você já sabe o que esperar: o desempenho é bom no dia a dia, as animações são fluidas, e os 4 GB de RAM colaboram pra manter o multitarefa bem ágil. Games como Unkilled e Breakneck rodam bem, desde que você não force muito os gráficos — se o objetivo é jogatina no nível hard, só indo para um topo de linha mesmo.

Bons destaques são o armazenamento interno de 64 GB, que felizmente já virou padrão entre os Androids na faixa de preço, e para a entrada de cartão de memória, que não é híbrida — você pode colocar dois chips de operadora e um microSD ao mesmo tempo, sem nenhuma gambiarra.

A bateria com capacidade de 2.700 mAh, pelo número, pode causar uma primeira impressão ruim (e injusta), já que ela é responsável por manter um smartphone de 6 polegadas ligado. Poderia ser melhor? Poderia. Mas, na prática, a autonomia deve satisfazer a maioria dos usuários.

Nos meus dias de teste, eu tirei o Xperia XA1 Ultra da tomada às 9h da manhã, ouvi duas horas de streaming de música no 4G e naveguei na web por duas horas, também na rede móvel, sempre com brilho no automático. Às 22h, eu sempre tinha algo em torno de 30 a 35% de bateria.

Não é uma autonomia que smartphones da categoria, como Galaxy A7, Zenfone 3 ou Moto Z2 Play, costumam apresentar. Mas é uma duração parecida com a dos topos de linha, que trazem baterias maiores, mas hardware mais poderoso — o Xperia XA1 Ultra deve aguentar até o final do dia com carga na maioria das vezes.

Conclusão

O Xperia XA1 Ultra acaba sendo um smartphone de nicho. Ele é interessante desde que você faça questão de uma tela realmente grande.

O smartphone da Sony entrega um desempenho na média da categoria, câmera satisfatória e uma bateria ligeiramente abaixo dos concorrentes, mas não exatamente ruim. O maior problema, com certeza, é a falta do leitor de impressões digitais, que já virou item essencial até para smartphones mais básicos, abaixo dos mil reais.

Além disso, ele sofre a concorrência de gigantes do ano passado, notavelmente o Galaxy A9, que também possui uma tela de 6 polegadas. Embora tenha apenas 32 GB de armazenamento, seja bem pesado e também tire fotos medianas, o aparelho da Samsung oferece bateria melhor (5.000 mAh), sensor biométrico e processador levemente superior. Apesar de ter sido lançado por R$ 2.799, ele já pode ser encontrado na faixa dos R$ 1,5 mil.

Pensando em tela, o Xperia XA1 Ultra é uma das poucas opções dessa faixa de preço. Para consumir conteúdo, especialmente vídeos, é um dos melhores smartphones do mercado. Mas, sinceramente, eu prefiro ter meia polegada a menos e um conjunto melhor no geral.

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Especificações técnicas

  • Bateria: 2.700 mAh;
  • Câmera: 23 megapixels (traseira) e 16 megapixels (frontal);
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11ac, GPS, GLONASS, Bluetooth 4.2, USB-C 3.0, NFC, rádio FM;
  • Dimensões: 165 x 79 x 8,1 mm;
  • GPU: Mali-T880 MP2;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 256 GB;
  • Memória interna: 64 GB;
  • Memória RAM: 4 GB;
  • Peso: 188 gramas;
  • Plataforma: Android 7.0 (Nougat);
  • Processador: octa-core MediaTek Helio P20 de 2,3 GHz;
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, bússola, giroscópio;
  • Tela: IPS LCD de 6,0 polegadas com resolução de 1920×1080 pixels.

Notas Individuais

Design
8
Tela
9
Câmera
8
Desempenho
9
Software
7
Bateria
8
Conectividade
7
  • Allan Ferreira

    Outro fail da Sony… bateria pequena para uma tela de 6 e sem sensor biométrico por R$2.229? Para Sony… não viaja.

    • Lucas Dias

      Com esse processador media tek e essa tela de 6″ nao vai durar 3horas de uso continuo!

  • Jonas S. Marques

    Não entendi o veredito do Higa.

    Por bem menos que o XA1 Ultra tem-se o Galaxy A9, superior em tudo.
    Também da pra incluir nessa lista Galaxy S7 EDGE “Mesmo preço”, Galaxy Note 5 “Mesmo preço” e por poucas polegadas a menos, Iphone 7, Moto X Play, Galaxy S7, LG G5 SE e um monte de outras opção.

    Tem que ser bem maluco pra escolher esse smartphone.

    • Allan Ferreira

      Tem que ser um SonyAholicFanBoy endinheirado!

    • É verdade. Coloquei um parágrafo sobre o A9. 🙂

  • David Diniz

    Queria saber por que algumas fabricantes não colocam a porcaria das bandas 3G/4G que o celular suporta nas especificações. É irrelevante para muita gente? Sim é, mas para algumas pessoas essa informação é importante também.

    • evefavretto

      Tu tá reclamando justamente da Sony que solta WHITE PAPERS com todas as specs no site de developers deles? Só pesquisar pelo model number ou pelo modelo+white paper e tu acha rapidinho https://developer.sonymobile.com/downloads/whitepapers/xperia-xa1-ultra-dual-g3212g3226-white-paper/

      • David Diniz

        Ok mas qual é a versão vendida aqui no Brasil? No Site da sony mobile não tem SEQUER isso. Se eu for no site da Samsung em qualquer especificação tem TODAS as bandas(meu A7 2017 por exemplo é Tetra Band GSM, Penta banda 3G, Deca band LTE FDD e Tri band 4G TDD) informada nas especificações dos aparelhos. O mesmo corre no site da motorola e LG.

        • evefavretto

          Geralmente aparece em algum e-commerce. G3226, btw, pelo menos no que aparece na Americanas.

          • David Diniz

            Já desconfiava que seria essa versão por causa da B28. Mas enfim além de caro não gosto de celular da SONY.

          • evefavretto

            Banda 28 não é raridade em aparelhos mais perto do high-end.

          • David Diniz

            Virou Padrão até em “low” tipo o Moto E4.

          • evefavretto

            Ah, aparelhos novos no Brasil vem todos com B3/7/28 e alguns até com B1. Mas high-ends que vendem mundo a fora costumam ter as bandas 28 e as americanas, pra roaming.

          • David Diniz

            Falando em Banda @evefavretto você comentou um tempo atrás que conseguiu achar uma rede LTE B1 ai no RS não foi? Não seria o 3G?

          • evefavretto

            Nope, dois aparelhos reportaram LTE banda 1.

  • Marcus Araújo

    “Apesar de ter sido lançado por R$ 2.799, ele já pode ser encontrado na faixa dos R$ 1,5 mil.”

    Se continuar assim, daqui a uns tempos aparelhos da Sony vão desvalorizar mais do que os LG. E certamente vão desvalorizar por pelo mesmo um problema em comum: conjunto fraco.

    • Matheus

      o trecho se refere ao galaxy a9.

      • Marcus Araújo

        Falha nossa então ahahahaha

  • A Sony perdeu totalmente a mão com a precificação dos celulares. Moto Z2 Play mandou lembranças.
    Como ponto positivo poderiam ter destacado o Rádio FM.

  • evefavretto

    Pera, a Sony botou OIS na câmera frontal e não na traseira(pode olhar o white paper se não acreditam)? Capaz de conquistarem os órfãos do HTC One A9 com isso.
    Mas de resto, achei um conjunto bizarro, e esse design monolito-do-filme-2001 com pouca borda lateral e muito bezel em cima da Sony recente não me convence tanto quanto o da época dos Z1/2, fora que não ter leitor de digital é simplesmente e completamente absurdo num aparelho desse preço.

  • pedroca

    Lamentável ver a Sony usando um mediatek

    • Lucas Dias

      Se colocar snapdragon esquenta e reinicia toda hora….

  • Saulo Benigno

    @paulohiga:disqus essas sobremesas onde acho aqui em SP? 🙂 Obrigado.

  • David Diniz

    Não acho que leitor de digital seja item indispensável. Meu A7 tem o leitor e não uso pois não gosto.

  • Lucas Dias

    Motivos para não comprar esse smartphone:
    1°: É da SONY
    2°: 6″ polegada de tela com uma bateria de 2700mha?
    3°: Processador Media Tek, com essa bateria vai ficar mais na tomada do que iphone!
    4°:É da SONY
    5°: Por esse preço compro um A9 que tem biometria e uma usina de 5000mha ainda sobra dinheiro.
    6°: É da SONY.

  • KARALBPIN

    O A9 é muito melhor. Ganha em quase todos os quesitos. E pode ser comprado por uns 1.450 reais mais ou menos.

  • Fabiano Cardox

    Comprei meu Xperia Z Ultra a quase 4 anos atrás, continua firme e forte até hoje, funcionando 100%. A bateria está começando a durar um pouco menos, já tenho em vista esse XA1 para próximo telefone.

    Só não entendi esse grande “escândalo” sobre falta de sensor biométrico. O único celular que tive que tinha isso era um Motorola Atrix e, sinceramente, não me era útil em nada. Acho que é só mais uma firula sem grande importância que acabam considerando “básico para essa categoria de telefone” só porque todos os outros têm. Compro pela grande tela, com boa resolução e qualidade de definição e cores excelentes, pois consumo muito vídeo.