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Facebook vai usar cartões postais para combater anúncios políticos falsos

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35 semanas atrás
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2018 será um ano de eleições no Congresso dos Estados Unidos. Temendo uma onda de anúncios de teor político ligados aos interesses de países como a Rússia, o Facebook decidiu adotar uma solução “analógica” para prevenir o problema: vai enviar cartões postais com códigos de validação para checar se o anunciante está mesmo nos Estados Unidos.

Mark Zuckerberg - people first

É uma preocupação crescente. Em janeiro, o Facebook reconheceu que as redes sociais podem ter grande impacto sobre eleições ou discussões políticas e, assim, influenciar na democracia. No caso dos Estados Unidos, grupos de engajamento político acreditam que notícias falsas e anúncios direcionados no Facebook ajudaram a eleger Donald Trump como presidente do país.

O que mais preocupa é a atuação de grupos estrangeiros que usam as redes sociais para manipular as eleições e atender a interesses obscuros. A partir de uma extensa investigação, o próprio Facebook constatou que organizações russas criaram mais de 80 mil postagens sobre as eleições dos Estados Unidos em 2016 que, juntas, teriam alcançado 126 milhões de norte-americanos.

Com os cartões postais, o Facebook espera diminuir a influência desses grupos. Funcionará assim: toda vez que um anúncio publicitário for criado na rede social mencionando um candidato, um cartão com um código de validação será enviado ao endereço físico do responsável. Sem o código, a campanha não será veiculada.

A legislação dos Estados Unidos proíbe que organizações estrangeiras façam contribuições com campanhas eleitorais internas. Os cartões postais servirão como mecanismo de verificação. O objetivo é checar se o responsável pelo anúncio está baseado no país.

Facebook - democracia

Katie Harbath, diretora global de programas de políticas do Facebook, reconhece que a medida não vai resolver o problema do conteúdo manipulador. Códigos podem ser repassados a grupos externos de alguma forma, por exemplo. Além disso, anúncios podem ser criados para promover determinados candidatos sem, no entanto, mencioná-los.

De todo modo, o Facebook afirma que essa é a melhor solução encontrada para dificultar a veiculação de anúncios políticos criados sorrateiramente por grupos estrangeiros. A companhia não disse se a medida será adotada em outros países, tampouco quando o envio dos cartões começará nos Estados Unidos, mas confirmou que o método será ativado antes das eleições do Congresso, previstas para novembro.

Talvez não seja a única iniciativa. No mês passado, o Facebook comprou a Confirm.io, startup especializada em identificação biométrica. A tecnologia da empresa também poderá ajudar na validação de identidade dos anunciantes.

Com informações: Reuters.

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