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Motorola Moto G6: mudança de foco

Queridinho da Motorola ficou mais premium no visual, mas decepcionou no desempenho

Paulo Higa Por
Nota Final 8.1

O Moto G é um dos produtos que mais mudaram ao longo do tempo. Antes, ele era sinônimo de smartphone bom e barato, com algumas falhas, mas sem decepcionar em nenhum ponto. Agora, o modelo padrão é vendido por um preço não muito camarada de R$ 1.299 e traz design de vidro e até câmera traseira dupla para tirar retratos com fundo desfocado.

Com processador Snapdragon 450, tela grande com proporção 18:9 e 3 GB de RAM, o Moto G6 evoluiu em relação à geração anterior. Ele não é mais tão barato, mas será que continua bom? Senta que eu conto tudo nos próximos minutos.

Em vídeo

Design e tela

Sem levar em conta os seus gostos pessoais, é impossível negar que o Moto G6 seja um smartphone bem construído. Ele tem moldura com acabamento brilhante que passa uma sensação de produto premium, além de uma traseira de vidro curvado nas laterais, que colabora com a pegada e me faz lembrar do Moto X4.

Como de costume, existe um calombo na região da câmera traseira, mas ele acaba sumindo assim que você coloca a capinha transparente que a Motorola envia junto com o Moto G6. Esse é o tipo de acessório que as pessoas normalmente comprariam de qualquer forma, então é bom saber que você não precisa correr atrás disso quando tirar o aparelho da caixa.

É bacana ver que as bordas estão diminuindo mesmo em smartphones menos caros, mas não tem como desviar o olhar do que está abaixo da tela. Por algum motivo incompreensível, a Motorola decidiu que seria uma boa ideia espremer o leitor de impressões digitais para colocar sua marca no lugar. Talvez fosse mais interessante gastar espaço com algo mais útil, como um sensor biométrico maior, em vez dessa bisnaguinha.

Mas, depois de parar de questionar as estranhas escolhas de design da Motorola, o Moto G6 se destaca pela tela grande, de 5,7 polegadas. Ela tem painel IPS LCD, resolução de 2160x1080 pixels e boa qualidade. O brilho não é tão forte, então você pode ter problemas com a luz do sol, mas as cores não têm saturação exagerada, o contraste é bom e o ângulo de visão é excelente.

Software

O Moto G6 vem de fábrica com a versão mais atualizada do Android, a 8.0 Oreo. A interface do sistema é fluida e não há muitas modificações em relação ao Android concebido pelo Google. Mas a Motorola continua trazendo alguns diferenciais de software, que ficam concentrados no aplicativo Moto.

Assim como em outros aparelhos da marca, você pode gerenciar suas senhas e até fazer login no Windows com sua impressão digital, por meio do Moto Key; e ver prévias de notificações mesmo quando o aparelho estiver em standby, com o recurso Moto Tela. Também há suporte a gestos, como o clássico movimento de girar para abrir a câmera e o de agitar duas vezes para ligar a lanterna.

Existe um assistente pessoal da própria Motorola, batizado de Moto Voz, que ganha pontos por ter uma boa integração com o Spotify e o WhatsApp, dois aplicativos que eu utilizo com bastante frequência. Mas dar comandos de voz para o Moto G6 é frustrante: ele muitas vezes não entende o que eu digo e, em vez de executar o que eu pedi, faz uma busca no Google. Se você precisa pensar qual é o comando certo, a tecnologia não é boa.

Câmera

A câmera do Moto G6 é boa e ruim. Boa porque ela já oferece uma qualidade final de imagem que eu considero “ok” para a maioria dos usuários. Ruim porque a experiência de tirar uma foto pode decepcionar: ela às vezes demora para focar (isso piora em cenários noturnos) e mostra uma irritante mensagem de “Carregando…” quando você quer ver a foto que acabou de tirar, provavelmente por uma falta de otimização.

Com boa iluminação, o Moto G6 tira fotos com ótima definição e quase nenhum ruído. O HDR faz um bom trabalho em ampliar o alcance dinâmico do quadro, sem deixar áreas muito escuras ou estouradas. E as cores me agradam, indo para um caminho mais natural, sem forçar demais a saturação. Em ambientes internos, com luz artificial, ele ainda consegue entregar bons resultados.

Mas são os cenários noturnos que separam os homens dos meninos. Nesse caso, como o Moto G6 tem dificuldade em focar, você constantemente vai tirar fotos borradas. Com paciência e sorte, quando o aparelho conseguir fazer uma imagem focada, o resultado será uma fotografia com baixo ruído e uma definição satisfatória — bem longe do que um topo de linha oferece, mas sem fazer feio.

Assim como nas gerações anteriores, há alguns recursos adicionais na câmera. Você pode ajustar o desfoque de fundo no modo Retrato, que ainda comete alguns erros de recorte, mas melhorou bastante nos últimos meses. E também há um modo de reconhecimento de texto, que é um tudo ou nada: ou ele faz um reconhecimento muito bom, quase perfeito, ou simplesmente diz que não encontrou texto.

A câmera frontal de 8 megapixels não traz surpresas. A lente com abertura f/2,2 já denuncia que o ruído aumenta significativamente quando a iluminação é ruim. Mas, na maioria das situações, dá para tirar selfies com uma qualidade mais que suficiente para compartilhar nas redes sociais.

Hardware e bateria

O Moto G6 me surpreendeu negativamente, porque não tem um hardware tecnicamente ruim. O Snapdragon 450, apesar de a nomenclatura dar a entender outra coisa, é um processador que se aproxima bastante do Snapdragon 625: ele tem a mesma GPU Adreno 506 e a mesma configuração de oito núcleos Cortex-A53, só que com uma frequência um pouquinho menor, de 1,8 GHz em vez de 2 GHz.

Apesar disso, utilizar o Moto G6 no dia a dia significa conviver com travadinhas irritantes e aleatórias. Talvez isso possa ser melhorado com alguma atualização no futuro, mas, por enquanto, o que eu tive foram engasgos frequentes nas rolagens em aplicativos de redes sociais, principalmente o Facebook, dando a impressão de que ou o processador não está dando conta, ou tem alguma falha no software.

Eu também presenciei inconsistências na abertura e alternância entre aplicativos, o que também foi uma surpresa, porque 3 GB de RAM teoricamente ainda são suficientes para oferecer uma boa experiência de multitarefa no Android. Aplicativos rotineiros, como Chrome, Spotify e YouTube, às vezes demoravam demais para abrir — e isso aconteceu bem mais vezes do que eu gostaria.

Se o desempenho fosse bom, eu nem reclamaria dos 32 GB de armazenamento. Aproximadamente 25 GB de espaço vêm livres de fábrica (o que é bem melhor que o Moto X4), mas as concorrentes já estão entregando 64 GB nos aparelhos intermediários, como é o caso do LG Q6+ e do Galaxy J7 Pro. A Motorola bem que poderia seguir pelo mesmo caminho, mas resolveu deixar isso para o Moto G6 Plus.

Pelo menos a bateria é boa: além de contar com carregamento rápido, como já virou padrão no mercado, não fica pedindo tomada antes do final do dia. Os 3.000 mAh me garantiram um dia inteiro de autonomia em quase todos os dias de teste. Com duas horas de streaming de música no 4G e 1h30min de navegação no 4G, com brilho no automático, ele aguentava das 8h às 21h e deixava entre 30 e 40% de carga sobrando.

Conclusão

O Moto G vem se distanciando de sua proposta original. Quando foi lançado, em 2013, ele não tinha uma câmera incrível, nem um primor de design, mas já oferecia uma tela acima da média, uma bateria com boa autonomia e um desempenho sensacional para a faixa de preço (lembrando: o preço sugerido era de R$ 649). Era a compra certa para quem queria um bom celular sem gastar muito dinheiro.

No Moto G6, o que eu vejo é um aparelho que tenta seguir as tendências do mercado, com uma tela gigante de proporção 18:9, uma câmera dupla para desfocar o fundo nos retratos e um design que fica elegantíssimo na prateleira da loja, mas que peca em pontos básicos.

A câmera até tira fotos com boa qualidade, mas você deve perder tempo com ela, já que o foco é lento e impreciso. E a qualidade de som me agradou, mas de que adianta isso, se o aparelho fica pensando tanto só para abrir um Spotify? A impressão é a de que a Motorola aumentou bastante o preço do Moto G para melhorar alguns pontos — só que o dinheiro foi parar nos lugares errados.

Por R$ 1.299, o Moto G6 não é mais uma daquelas compras que você faz sem pensar muito: ele tem pontos negativos relevantes que devem ser levados em conta. Se você faz uso básico, o aparelho não deve te decepcionar. Mas se quiser algo além, eu recomendaria partir direto para um Moto G6 Plus, ou pelo menos pensar nos Galaxy J Pro ou até mesmo a linha Galaxy A.

Motorola Moto G6

PRÓS

  • Câmera decente para a categoria
  • Design com ótimo acabamento
  • Tela grande de boa qualidade

CONTRAS

  • Concorrência está oferecendo mais espaço
  • Desempenho inconsistente
  • Precisava mesmo colocar a marca aí?
Nota Final 8.1

Especificações técnicas

  • Bateria: 3.000 mAh;
  • Câmera: 12 MP (f/1,8) e 5 MP (f/2,2) na traseira e 8 MP (f/2,2) na frente;
  • Conectividade: 3G, 4G, Wi-Fi 802.11n, GPS, GLONASS, Bluetooth 4.2, USB-C, rádio FM;
  • Dimensões: 153,8x72,3x8,3 mm;
  • GPU: Adreno 506;
  • Memória externa: suporte a cartão microSD de até 256 GB;
  • Memória interna: 32 GB;
  • Memória RAM: 3 GB;
  • Peso: 167 gramas;
  • Plataforma: Android 8.0 Oreo;
  • Processador: octa-core Snapdragon 450 de 1,8 GHz;
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, giroscópio, bússola, impressões digitais, luminosidade;
  • Tela: IPS LCD de 5,7 polegadas com resolução de 2160×1080 pixels.

Comentários

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Comentários com a maior pontuação

Erick
Mas me tira uma duvida, o J7 Pro é melhor que o Moto G6, em quais quesitos?
Tiago Menezes
Zacarias é você?
biscoitao
Parece uma pessoa assustada e com problemas numa pupila https://uploads.disquscdn.c...
Rookie naz
Esse daí é intermediário mesmo nem se enquadra como intermediário premium, saudades de 2013-2014 highend´s como o Nexus 4 e 5, Moto X1 e X2, LG G2 na faixa de 900-1400 reais. =/
Maxnoob
Continuo achando estas fotos horríveis. Olha quanto branco
rocarmo
Poderia até ter colocado, mas foi no lugar errado. Deveria colocar na posição em que a Nokia coloca nos seus aparelhos. Aí, na posição correta, ainda poderia colocar apenas o logo ao invés to nome por escrito.
Krosna Terrestre
eu tbm não estou falando de seek de disco. Mesmo o armazenamento do celular sendo mais rápido que um HD, ele ainda é bem mais lento que a RAM, o que faz com que o swap cause lentidão quando tem pouca RAM ( caso do E2) ou quando há mal gerenciamento da mesma (que deve ser o caso desse G6).
Gabs
Não estamos falando de um HD que tem tempo de seek absurdo.. O problema é o chip gráfico que deve ser uma porcaria
Keaton
Em qual categoria que um smartphone de 1200 reais se encaixa agora? Na minha época, um smartphone acima de 1000 reais era highend caro. haha
Eduardo Braga
Tive o G Turbo e foi o melhor celular que já tive. Saudades.
Mateus Queiroz
Só esqueceu de informar que na época do lançamento do primeiro moto G o governo dava incentivo para produtos eletrônicos. Inclusive o aparelho vinha com uma % de apps brasileiros por exigência do governo. O que barateou o aparelho na época. Hoje o incentivo não existe.
Rivs Melissa
Concordo em grau e gênero...
Rivs Melissa
Desde que a minha querida Motorola foi pra Lenovo os celulares só aumentaram de valor e continuam defasados em relação a outras marcas. Tive o G2 que me deixou muitas saudades, era um celular magnífico pelo custo. Tenho o G4Plus e não foi o mesmo amor que o G2, apesar de ser uma boa máquina (mas que teve milhares de pessoas correndo pra assistência técnica por causa de defeitos de display, inclusive eu).Já tive contato com o G3 e o G5 e não vi nenhuma mudança significativa. Olho o G6 como um modelo que não justifica eu pagar quase 2 mil(versão plus) pra fazer o que o G2 fazia na época dele e sem problemas. Enquanto isso vou me segurando no G4... Se ele morrer aí sim troco de celular.Agora o ruim é que gosto muito da interface dos Motorola, não me acostumo com outras marcas, mas se continuar assim fraquinho terei que mudar...
Macgyver Freitas
Muito mais caro que os antecessores sem oferecer muitas vantagens, achei péssimo esse posicionamento, o nome Motorola já tava caído com os Razr, a Google pegou e fez o mais simples, deixa a cara do aparelho limpa fisicamente e em software, bota em preço bacana, e pronto, sucesso de vendas, mas parece q a Lenovo, e as outras marcas m entendem isso, e insistem e tacar várias firulagens na aparência e na interface
rafaacla
Ele tem mesmo sensor de bússola, não fizeram como no G5 que a Spec internacional tinha bússola e a variante brasileira nao tinha "por causa da TV digital"?Nunca uso a TV (deve ter quem a use), mas como ando muito a pé a bússola me faz uma falta danada.
Eliézer José Lonczynski
Já pode matar a linha G e começar do zero.
Krosna Terrestre
cpu e gpu processam o que está bem cache na Ram. isso claro, quando tem ram suficiente, caso contrário vai pro swap, que fica mais lento ainda, como acontecia no meu saudoso moto e2 com míseros 1 gb de ram.
Louis
Feio que dói e ainda trava. Não.Pref
Henrique Ferreira Lima
A linha G padrão começou a parar de fazer sentido desde a terceira geração quando a Motorola lançou o G3 Turbo. De lá pra cá, as variantes "Plus" sempre acabam sendo a melhor escolha, já que oferecem um hardware bem superior por um preço não muito mais caro. A marca chegou na "Samsungzação" e encavalou muitos modelos na mesma faixa de preço.Sobre o G6, continua o mesmo minionphone, só que de vidro
Luis
Baixa o app de papel de parede do google, tem na playstore
Carlin
A Motorola nas mãos da Lenovo nunca acerta no equilíbrio!
Fagner Ribeiro
O preço tá um pouco alto mesmo.
ochateador
Teve problema ao usar o wifi @paulohiga:disqus ?Minha mãe comprou o G6 e benzadeus....Ativar ou desativar ou conectar no wifi é um parto que leva de 5 a 10 minutos e as vezes envolve reiniciar o aparelho.
Alex Ferreira
Aonde posso conseguir esse papel de parede! Like! Paulo Higa
Daniel Souza
Exatamente, mais perfeito comentário jamais foi escrito na história da humanidade.
Daniel Souza
Parece que não aprendem com Google, Apple e companhia. NÃO SE COLOCA MARCA NA FRONTAL DO CELULAR.
Ed. Blake
É que uma delas tá sangrando os cofres desde que foi comprada do Big G.E a outra tem que pagar essa conta.
Gertrudes, a Lhama
UAHSUHAUSHUAHUSHUAHUS
Ed. Blake
Esse Buzz...https://uploads.disquscdn.c...
Ed. Blake
Queria ver o review do dispositivo que você usou pra tirar essa foto. =)
Anayran Pinheiro
HAHAHAHAHAHAHAAHAHAHA!Higa fanfarrão, roubou meu coração! XDDD
Ed. Blake
No caso do review é o mesmo caso de qualquer aparelho Motorola que saiu de 2014 pra frente: Código ruim.A Motorola tem aumentado os números no assunto portfólio mas não no time de desenvolvimento, que trabalha disperso, apertado e de maneiras não tradicionais sem muita possibilidade de dar o devido suporte à toda a linha da marca.A boa notícia é que a linha G ainda é vista com bons olhos nos foruns de código aberto por uns poucos usuários remanescentes das linhas anteriores (que ainda não migraram para a Xiaomi). Sempre sai software customizado para alguns modelos do Moto G.Já os usuários da linha Z não podem dizer o mesmo.[edit
Paulo Higa
https://uploads.disquscdn.c...
ditom
Outra coisa que não entendo é o calombo na traseira. Esse negócio de ser obrigado a colocar capinha não é para mim. Só coloquei uma única, num antigo iPhone, porque não estava vendo vantagem em consertar a tampa traseira quebrada...
Francisco
Esse G6 nem tá tão feio. O que parece é que não foi culpa do designer mas sim de algum "chefão" da Lenovo que mandou ele por a marca ali de qq jeito. Ficou muito ruim esse botão esprimido.
Gertrudes, a Lhama
Higa, a review do XZ2 Compact chega logo? To dependendo dela pra saber se quero gastar dinheiro que não tenho ou não.
Marcus Araújo
Só que não foi essa performance que saiu no review. E também não é exatamente o SD625 que está neste Moto G6 do perfil, é um processador com clock ligeiramente inferior.
Ed. Blake
Sobre o processador você está olhando sob a perpectiva de geek.A maioria esmagadora das pessoas não está nem aí para o ano do desempenho que ele leva pra casa, desde que seja barato e satisfatório.Neste quesito este processador o Snapdragon 625 foi imbatível até ontem e é sensacional até hoje. O mesmo tem uma performance excelente para o uso diário de 90% dos usuários (redes sociais e etc) e tem uma eficiência absurda se comparado aos outros processadores intermediários até mais atuais da concorrência.E ele é barato às fabricantes, o que torna o produto final barato. Por isso as fabricantes abusaram dele no último semestre: Não tinha custo benefício melhor no mercado.
Marcus Araújo
"O Snapdragon 450, apesar de a nomenclatura dar a entender outra coisa, é um processador que se aproxima bastante do Snapdragon 625: ele tem a mesma GPU Adreno 506 e a mesma configuração de oito núcleos Cortex-A53, só que com uma frequência um pouquinho menor, de 1,8 GHz em vez de 2 GHz."O maior problema talvez seja que o SD625 já era o processador de uns 7 em cada 10 intermediários lançados pelo menos nos últimos dois anos. É tão arroz de festa quanto o (agora finado) SD410 foi um dia. E isso meio que pesa negativamente na minha opinião, já que na prática estamos levando um smartphone de 2018 com preço de 2018 e desempenho bruto de intermediário/intermediário premium de 2016, que já entregava pelo menos os mesmos 32 GB de espaço, 3 GB de RAM e câmera acima da média em alguns modelos... Ou seja, é um celular com roupagem nova entregando o que já entregavam no passado pelo mesmo preço que um dia já cobraram num intermediário premium, e chuto que talvez saia daí essa inconsistência no desempenho, já que com o passar dos anos os apps e o próprio Android vão sempre exigindo um pouquinho mais do hardware a cada atualização, e ainda considerando também que esta tela exige mais da GPU por causa da resolução maior, derrubando ainda mais a sensação de fluidez.Enfim, vendo o histórico da Motorola by Lenovo, eu não recomendaria este aparelho, principalmente porque serão poucas as chances de resolverem problemas de desempenho caso seja mesmo questão de software.
Ed. Blake
Carregar e exibir corretamente as animações são funções da GPU e não da RAM.Ainda assim, é inadimissível.Já vi o pessoal paranóico que usa o Redmi Note 4 (SD625) com clock máximo a 1.6GHz pra economizar bateria (isso porque ele tem 4100mAh) e não presencia qualquer tipo de perda de performance ou desempenho no uso comum.
Krosna Terrestre
Um celular com 3gb de ram ter travadas no multitarefa é inaceitável.Campanha : Lenovo, devolta a Motorola para a Google !
Caio Andrade
E a Motorola ainda tem essa tara por assimetria.
Seraph
Lenovo acerta bem nas subsidiárias. Mas no Motorola....
Nathan Castro
normal, lenovo/motorola tá focando no lucro, por isso não compensa tão cedo rs.