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A estratégia dos planos família está dando certo para o Spotify

Serviço de música atinge 180 milhões de usuários, sendo 83 milhões de assinantes do Spotify Premium

Paulo Higa Por
1 ano atrás

O Spotify ainda não dá lucro, mas caminha para isso. Nesta quinta-feira (26), a empresa publicou o segundo relatório financeiro desde que estreou na bolsa, mostrando que o número de usuários pagantes subiu para 83 milhões no segundo trimestre, um aumento de oito milhões em relação a maio. O maior responsável por isso? Os planos família.

O serviço de música descobriu que os usuários de planos família tendem a se manter assinantes por mais tempo. Por isso, eles “continuam sendo o principal impulsionador de adições brutas [de usuários] e menor rotatividade" no Spotify, o que contribuiu para que a quantidade de pagantes aumentasse 40% ano a ano.

Spotify Offline - Pixabay

A maioria da base de 180 milhões de usuários ativos ainda é composta por usuários do plano gratuito, mas o ritmo de crescimento do Spotify Free é menor: 23% ano a ano. A empresa diz que a nova interface para não pagantes, com playlists personalizadas e a possibilidade ouvir músicas sob demanda, deve melhorar o “engajamento, retenção e conversão”.

A divisão de receita não mudou muito: os anúncios continuam não sendo suficientes para pagar os royalties dos artistas. Então, ainda que os assinantes do Premium representem 46% da base, eles são responsáveis por 90% do faturamento de 1,273 bilhão de euros do Spotify no trimestre; enquanto isso, os 54% de usuários do Spotify Free renderam à empresa apenas € 123 milhões.

E, assim como aconteceu com o Facebook, o Spotify viu o crescimento de usuários diminuir na Europa, onde o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) passou a vigorar em maio. É justamente na Europa que está a maior fatia de usuários do serviço de música (37%) — o que também contribuiu para que a empresa fechasse o trimestre com prejuízo operacional de € 90 milhões.

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