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Yellow diz que vandalismo e furto de bicicletas estão “abaixo do esperado”

Algumas bikes da Yellow foram depredadas ou furtadas em São Paulo, mas empresa diz que não está preocupada

Felipe Ventura Por

A Yellow estreou no início de agosto seu serviço de bicicletas compartilhadas no modelo dockless, ou seja, que não precisam ser encaixadas em uma estação. Diversas fotos mostram que algumas dessas bikes foram depredadas ou furtadas em São Paulo, mas isso “não preocupa as operações da empresa”.

Fotos compartilhadas no Facebook mostram bicicletas da Yellow com rodas amassadas; sem banco, guidão ou outras peças; ou jogadas em um rio. Três bikes foram encontradas em um edifício na cracolândia sem cadeado eletrônico. Até teve anúncio na OLX, já removido, vendendo uma unidade por R$ 250.

Além disso, algumas pessoas estão usando cadeado próprio nas bicicletas, ou deixando-as dentro de casa, impedindo outros clientes de usá-las.

Vandalismo e furtos “estão abaixo do previsto”

No entanto, a Yellow afirma em comunicado que casos de vandalismo e furtos são relativamente raros: “o número total dessas ocorrências na cidade de São Paulo estão abaixo do previsto”. A empresa tem 500 bicicletas na capital paulista, e quer chegar a 20 mil até o final do ano.

As bicicletas da Yellow têm GPS para desestimular furtos, e usam componentes personalizados que não servem em outras bikes. “Boa parte das peças é feita sob medida”, explica Luiz Marques, diretor de comunicação e marketing, à Band News. “Nesse começo, vão ter as pessoas que vão arriscar roubar, mas em pouco tempo elas vão perceber que não vale a pena.”

A empresa diz que três pessoas foram indiciadas por furto, roubo ou vandalismo de suas bicicletas. Ela mantém bom relacionamento com as polícias Civil e Militar e com a Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Além disso, os “Guardiões Yellow” circulam pela cidade para distribuir e posicionar as bicicletas. Eles também verificam se ocorreu vandalismo, ou se é necessário fazer manutenção preventiva.

Bicicleta Yellow

Como alugar bicicletas da Yellow

O aluguel da Yellow funciona assim: você instala o aplicativo para iOS ou Android, e o usa para localizar a bicicleta mais próxima (através de GPS).

Então, você escaneia o QR Code na traseira da bike para destravar o cadeado eletrônico; ele deverá ser bloqueado manualmente ao chegar no destino. O custo é de R$ 1 para cada 15 minutos.

Não é só no Brasil

Vale lembrar que os casos de vandalismo não são exclusividade do Brasil. A conta @DocklessBike do Twitter reúne diversos casos, principalmente nos EUA. Na França, a startup Gobee desistiu de atuar após uma “destruição em massa” de suas bicicletas. E na China, a Wukong Bikes fechou após perder 90% de sua frota em cinco meses (que não era equipada com GPS).

Eduardo Musa, CEO da Yellow, diz à Época Negócios: “nós estudamos o que deu errado lá fora. Aqui, o jogo é outro. Estamos trabalhando com o poder público para que dê certo”. Ele foi presidente da Caloi entre 1999 e 2016.

O comunicado da Yellow segue abaixo na íntegra:

Por mais que as imagens das bikes Yellow envolvidas em casos de vandalismo e furtos sejam chocantes, a marca, pioneira no ramo de soluções de mobilidade urbana individual no Brasil, afirma que o número total dessas ocorrências na cidade de São Paulo estão abaixo do previsto e não preocupam as operações da empresa.

Ainda ressalta que, para evitar casos como estes, as suas bicicletas foram desenvolvidas com peças exclusivas, que não se adaptam a outros modelos. Além disso, todas as bicicletas Yellow são rastreadas por sistema GPS – o que já evitou episódios indesejados e ainda levou à recuperação de bicicletas e à apreensão de pessoas envolvidas nesses casos.

O diálogo da Yellow com as autoridades competentes é muito próximo, assim como o trabalho com os ‘Guardiões Yellow’, que circulam todos os dias da semana pela cidade contribuindo para a melhor distribuição e posicionamento das bicicletas, além de apoiar usuários e garantir as boas práticas.

Foto via Allan Viana

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andre william

Mais uma demonstração de que o pior criminoso que temos é o próprio governo. uma empresa que estava deixando a sociedade muito mais rica, saudável, limpa, gerando empregos, melhorando o transito, fazendo as pessoas economizarem o precioso fruto do seu trabalho pra poder investir em outras coisas como alimentação saúde, educação, mas ai vem o governo o pior dos vândalos e destrói toda essa riqueza, todo esse montante de benefícios que a simples iniciativa empreendedora gerou sem qualquer tipo de coerção e violência, esse tipo de iniciativa é todos os dias destruída pelas regulamentações e impostos, o que só é possível com o monopólio da violência, precisamos de menos estado e mais liberdade.

Marcus Macêdo

Já passei por situação parecida. Estava em um SHOPPING e ninguém quis me emprestar.

Fabio Montarroios

Não.
A grafitagem, contratada e autorizada (aquela de estética previsível), é um vanadalismo de mercado, de elites.
Já a pixação (aquela de estética indecifrável) é a liberdade de expressão popular sendo criminalizada (quando não assassinada).

Fabio Montarroios

Isso é binarismo ou só uma lógica bem inadequada a questões complexas.

Marcelo

Só falta as ciclovias que o PSDB de metrô pequeno não quer reformar, nem expandir. Apenas excluir ciclovias

E vai estimular o uso sem segurança? eu vou me arriscar no meio dos carros? tô fora, só ando se tiver ciclovia.

O que vai ter de acidente com iniciante que não sabe andar no meio dos carros não tá escrito!

Questão de tempo para fracassar

Marcelo

mimimi

Marcelo

Geração mimimi nhenhenhe momomo tetete
Geração mimizenta da porra

Bolsonaro é criminoso, então? e os demais? PT, PSDB? tudo santo?

Provavelmente vc é eleitor do Alckmin ladrão de merenda kkkk
Mas um trouxa que vota nessa corja amarrado na lava jato

CHORA MAIS!!

Diego Rocha

Eu sempre penso na utilidade de um orelhão: se eu for roubado e ficar sem carteira e sem celular longe de casa. Vou precisar ligar (a cobrar) pra alguem de confiança (parente, amigos próximos) poder me ajudar. Pedir celular de um estranho emprestado parece prático, mas em determinadas situações e locais ninguém vai querer emprestar

misa

kkkk...no mundo todo já tem man....só pesquisar, na França as bike são top eu vi de perto...

Marcos Guilherme

Você não quis dizer que Grafitagem não é vandalismo?

Marcos Guilherme

Me lembro de um país desses do oriente abarrotado de pessoas e bikes e carros e motos e caminhões, trânsito louco mesmo, não sei se foi china, enfim...só espero que não aconteça essa bagunça de "tudo junto e misturado" acabando com o trânsito ao invés de melhorar.

humpacan

kkk, acho que achamos o tal parente que não sabe usar o celular né! Orelhão é retrogrado!

Meninão Bobo

Tem coisas que não precisa falar, tem que guardar com vc yellow... brasileiro adora metas agora pode ter certeza que vão ter pessoas/monstras que farão a meta ser alcançada...

Cristina Nascimento

Eu só quero q as pessoas mudem, mas ngm colabora. Me dá ranço em ver pessoas jogar lixo no chão, deixar os filhos jogar, deixar as filhas rebolar até o chão, ver os filhos de moto e achando q foi emprestada pra usar no moto taxi, entre outras mazelas. Sim, tem no mundo todo, mas estamos localizados em um unico país. Vamos cuidar dele. Vamos sim criticar e tentar educar esse povo. Passar a mãozinha na cabeça pq em lugar X é comum não dá. Outra coisa, esquece o bairrismo. Tem estado q tem menos violencia e outro q tem mais, mas ela existe no país todo. Vamos votar consciente em Outubro e tb fazer nossa parte como cidadãos. Trabalhar em conjunto com o poder publico e não esperar q ele façam tudo pra nós. #ProntoFalei ..

André G

Melhor dizendo: Colocaram primeiro em bairros nobres de SP, o povo de lá é um tanto mais educado que a média geral de SP e do Brasil todo.
No começo a Vila Olímpia estava cheia delas, mas já foram bastante espalhadas, podemos ver pelo próprio aplicativo por onde andam agora.

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