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Google Pixel Slate é um tablet com Chrome OS que roda apps de Android e Linux

Google Pixel Slate roda Chrome OS com uma interface otimizada para touchscreen; Pixel Slate Keyboard é capa com teclado

Felipe Ventura Por

O Google acaba de anunciar o Pixel Slate, seu primeiro tablet em três anos. Ele roda Chrome OS com uma interface especial para toque, possui tela de 12,3 polegadas com a maior densidade de pixels no mercado, e roda aplicativos do Android e Linux. Há também a capa de teclado Pixel Slate Keyboard e uma caneta stylus.

O Pixel Slate possui tela de 12,3 polegadas com resolução 3000 x 2000. Isso resulta em uma densidade de pixels de 293 ppi, a maior da categoria; o Surface Pro 6 e iPad Pro (12,9") têm 267 ppi e 264 ppi, respectivamente.

O Google usa aqui um painel customizado, chamado "Molecular Display", com tecnologia LCD LTPS. A empresa diz que os elétrons se movem 100 vezes mais rápido na tela para iluminar mais pixels e garantir uma imagem mais vívida. Além disso, há dois alto-falantes frontais com perfil personalizado de áudio.

Chrome OS tem interface feita para touchscreens

O Chrome OS ganhou uma interface otimizada para touchscreens. Há uma barra inferior com atalhos para apps e um botão Voltar. Abra a lista dos programas abertos, e feche um deles deslizando-o para cima. É possível dividir dois apps na tela em modo split screen. E o launcher inteligente sugere programas que você mais usa.

Quando você conecta um teclado, no entanto, o Chrome OS volta para a interface tradicional. Nos dois modos, é possível rodar apps do Android — incluindo o Adobe Acrobat para editar PDFs — e programas do Linux. O sistema também ficou mais integrado com o Google Assistente.

O Google destaca a segurança do Chrome OS: ele tem proteção embutida contra vírus, recebe atualizações em segundo plano, e guarda senhas no chip Titan Security. Há ainda o Family Link, dando mais controle sobre o que e quando seus filhos usam; e modos Não Perturbe e Luz Noturna.

O botão liga/desliga do Pixel Slate é um leitor de digitais, dispensando senhas para o login. São 7 mm de espessura, e a bateria dura 10 horas.

A câmera traseira de 8 megapixels possui modo retrato e promete fotos melhores com o aprendizado de máquina do Google. E a câmera frontal de 8 MP tem lente grande-angular, para enquadrar mais pessoas de uma vez, e sensor com pixels maiores.

Pixel Slate Keyboard tem teclas iluminadas

O Pixel Slate Keyboard é uma capa com teclado de US$ 199. Ele se conecta magneticamente ao Pixel Slate, possui teclas retroiluminadas com tamanho completo e trackpad. O Google diz que a digitação é silenciosa, e é possível ajustar a inclinação da tela. Há ainda a Pixelbook Pen para escrever na tela. Ela é vendida separadamente e custa US$ 99.

O Pixel Slate será lançado "ainda este ano" custando a partir de US$ 599, por um modelo com processador Intel Celeron e 4 GB de RAM. Haverá opções com Core M3, i5 ou i7 — todos sem ventoinha — e até 16 GB de RAM. Ele será vendido nos EUA com 3 meses gratuitos de YouTube TV, e chegará também ao Canadá e Reino Unido.

Com informações: Engadget.

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Catena's Beauty Atelier
Falo pelo meu Asus, que é compatível com aplicativos Android: não é algo que se integra muito bem ao Chrome OS. Não é como se desse pra usar os apps Android pra interagir diretamente com o sistema. Eles rodam num tipo de Sandbox.
marcos_5000
É que a Google lança os Pixels como produto com mais recursos, design melhor... Mais topo de linha.A premissa não era pensado apenas em ser barato, e sim diminuir a necessidade de aplicativos pesados, de ter tudo guardado localmente e usar aplicativos e arquivos todos na nuvem.
Catena's Beauty Atelier
A premissa não é minha. A proposta do chromebook até então era oferecer um hardware acessível com sistema básico pra quem não precisa de muitos recursos. Deixar um produto que roda chrome os e tem um celeron no mesmo segmento dos macbooks de entrada e do iPad pro é mudar o foco. Eu tenho o meu Chromebook comprado por U$ 99.Rodar apps Android de forma porca (o meu roda e a maioria não se adapta bem a experiência desktop) e linux não agrega tanto valor assim.
Gertrudes, a Lhama
Dá pra dizer que o Deepin também pega emprestado de vários pra montar a própria interface :P
Daniel Pita
Lembrei de "Roube como um artista". A galera esquece que criatividade é uma habilidade trabalhada, construída. Acho que essa onda de inovação acabou nos deixando ansiosos por coisas novas e super diferentes (mas perfeitas, mesmo sendo novas, com altos riscos de estranhamento).Você sintetizou legal e a lembrança do KDE deu até uma nostalgia. Mas eu sempre preferi o Gnome. hehe
Drax
Isso sem contar os Surfaces, que são os melhores do gênero (tablet + teclado)
@Sckillfer
Tava tão bom... Até chegar nos preços e no Intel.
GuilhermeSMello
Só porque algo tem inspirações e influências não pode ter identidade própria?Ele tem um dock lançador de aplicativos na posição central inferior da tela, inspirado no MacOS e no Android, mas de cara você vê não é nenhum dos dois.Tem um botão de iniciar no canto inferior esquerdo com um painel inferior mas claramente vê-se que não é o Windows. Menu de aplicativos de tela inteira em grade, mas é perceptível que não é o Gnome, o MacOS nem o Android.Ele pega o melhor de cada sistema e juntou em uma interface limpa, de cara é reconhecível como o ChromeOS, apesar de beber um pouco em cada fonte, como era o Unity do Ubuntu, era perceptível a inspiração no MacOS mas perfeitamente identificável enquanto interface do Ubuntu. Quer um exemplo bem claro? A identidade visual do Windows é indiscutível, porém, ele é diretamente inspirado pelo KDE e KDE Plasma desde o Windows XP.
Capitão Caverna
Vc diz que ele pega um pouco do macos, Windows e Linux e ao mesmo tempo fala em identidade proprop?WTF
Jairo ☠️
Concordo , virou produto gourmet
GuilhermeSMello
Adorei essa nova interface do Chrome OS, deixou de simplesmente tentar simular o Windows para chegar mais próximo de uma identidade própria. Pega um pouco do MacOS, um pouco do Windows e até mesmo do Android e os seus círculos característicos desde o 7.0 Nougat (referência levada até para o teclado).O sistema está cada vez mais interessante, pena que a Google ta cobrando um preço caro para um Intel Celeron com 4 gb de RAM.
GuilhermeSMello
A proposta do Chrome OS já não é mais apenas ser uma alternativa barata para estudantes e jornalistas. Hoje o Chrome OS já está bem mais capaz do que há dois anos (e não falo apenas dos apps de Android e Linux) e a tendência é ficar cada vez mais usável.Mas realmente acho que US$ 600 em um Intel Celeron com 4gb de RAM é bem pesado. O problema é que os concorrentes dele, como o Surface Go e o iPad Pro, estão mais ou menos nessa margem de preço com hardware semelhante.
Thiago
Engraçado. Já eu achei o preço bem competitivo, independentemente da sua premissa comparativa estar incorreta.MacBook Air de entrada: USD 999xiPad Pro 12,9" 64 Gb: USD 799Smart Keyboard: USD 169Apple Pencil: USD 99
Mickão
US$600,00 por um processador Intel Celeron, to fora.
Molinex
No começo, considerava dispositivos com chromeOS apenas pra minha mina. Já que pra ela um chrome já resolveria, já daria pra ler as fofocas na internet. Depois, com os apps de android, a coisa melhorou. Mas ainda considero mais pra ela. Agora além de ler fofoca, da pra me encher o saco mandando mensagens no zap...Com a possibilidade de instalar uns programas pra dev, já passo a considerar como uma alternativa pra mim, já conseguiria trabalhar com um desses. Pena que o preço seja completamente fora da curva, e eu não coloco dentro de casa, nada que valha mais que dois fuscas...PS: Esse teclado é lindo. Me lembrou maquina de escrever...
Catena's Beauty Atelier
Mas que [email protected] de preço é esse, dona Google? Cê tá achando que é a Apple agora? A partir de U$ 599 (tablet)+U$ 199(teclado)=U$ 799 a gente compra um macbook air ou um pc com configuração boaA proposta do chromebook ser uma alternativa leve e acessível pra estudantes ou quem trabalha em escritório já não é mais uma realidade pra esses novos modelos