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Lime lança patinetes elétricos em SP e RJ para competir com Grin e Yellow

Serviço de compartilhamento de patinetes elétricos já opera em mais de 100 cidades no mundo

Paulo Higa Por

A Lime inaugurou nesta terça-feira (2) seu serviço de compartilhamento de patinetes elétricos nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa americana, que já opera em mais de 100 cidades no mundo, entra no Brasil para competir principalmente com a Grow, formada por Grin e Yellow, num momento em que as prefeituras trabalham para regulamentar o serviço.

Lime - Patinete elétrico

A área de atuação da Lime na capital paulista é quase a mesma das outras marcas, sendo concentrada em bairros nobres da zona sul e zona oeste. No lançamento, “alguns milhares” de patinetes elétricos serão encontrados nos bairros de Pinheiros, Itaim Bibi, Jardins, Vila Olímpia, Vila Nova Conceição e Brooklin. Já no Rio de Janeiro, a cobertura será no trecho Leme-Gávea, nas praias da zona sul, a partir de quinta-feira (4).

Lime - Patinetes elétricos

Os preços também são parecidos. Depois de abrir o aplicativo, localizar o patinete elétrico e escanear um QR Code, o custo é de R$ 3 para desbloquear o veículo e mais R$ 0,50 por minuto rodado. O pagamento pode ser feito em cartão de crédito ou com créditos pré-pagos, sendo que há bônus para recargas a partir de R$ 20.

Em São Paulo, a prefeitura impôs regras mais rígidas para os serviços de patinetes elétricos: o uso do capacete passa a ser obrigatório, como já acontecia com as bicicletas elétricas; a circulação não é permitida em calçadas, apenas em ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e ruas com limites de velocidade de até 40 km/h; e o patinete não poderá ultrapassar 20 km/h.

O estado do Rio de Janeiro decidiu seguir por um caminho semelhante: um projeto de lei proíbe a circulação em calçadas; obriga as empresas a fornecerem um capacete de uso obrigatório; e estabelece o seguro obrigatório aos usuários, cobrindo morte por acidente, danos contra terceiros, invalidez parcial ou total, permanente ou temporária. Uma das propostas envolvia a exigência de CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ou prova no Detran-RJ, mas o próprio deputado voltou atrás.

A Lime diz que “tem participado das discussões sobre a regulação desse novo modal” e que fará “campanhas nas ruas para conscientização e educação de usuários, motoristas de carros e pedestres sobre a convivência harmônica no trânsito”. A empresa também fechou parcerias com o GPA para fornecer espaços de estacionamento de patinetes em algumas lojas do Extra, Pão de Açúcar e Minuto.

Os aplicativos da Lime estão disponíveis para Android e iOS.

Tecnocast 120 – Patinetes e a regulamentação

Tecnocast 120 - Patinetes e a regulamentação

A micromobilidade chegou para ficar, mas vem causando algumas polêmicas. O Rio de Janeiro, por exemplo, quase aprovou um projeto de lei que exigia que o condutor fizesse uma prova do Detran (!!!) para andar com os patinetes. Já em São Paulo, a prefeitura recolheu os modais das ruas e cobrou multas altíssimas das empresas.

Conforme os dispositivos se popularizam, fica clara a necessidade de criar algum tipo de norma, até para aumentar a segurança dos usuários. Mas qual seria o caminho mais sensato? Dá o play e vem com a gente!

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Vitor Hugo

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Jorge Makenzzi

É legal mas é muito caro. Já andei trecho que me custou R$8,00 de Yellow mas se eu tivesse de uber custaria R$5,50. Não faz o menor sentido.

Michael dos Santos

Pegar um carro por app já é um roubo, vc vai morrer se usar o transporte público com os demais?

Qohen Leth

Coisa de hipster.

Provavelmente vão alugar uma vez, posar para umas selfies, publicar no Twitter/Instagram/Facebook e deu.

Ricardo Albuquerque

Penso o mesmo ,alguns trechos é melhor ir de uber pela segurança e pelo custo etc, se o desbloqueio fosse 1$ ainda daria pra usar tranquilamente

é pros moderninhos.

Vitor Hugo

e ainda tem as bike

Vitor Hugo

já pensei em fazer uma conta nesses apps pra usar na ZS e no Centro daqui do Rio, mas 3 reais só por desbloquear + 50 centavos por minuto é um absurdo. prefiro pagar o roubo que é a tarifa do o ônibus (R$4,05) ou até um Uber.

Arthur V.*

Devem ter cobrado R$ 3 o desbloqueio porque nos EUA o preço é US$ 1 o desbloqueio (porém, o preço teve que ser adaptado à realidade local, igual ao que acontece com serviços de streaming).

johndoe1981

30 conto a hora pra andar de patinete? Endoidaram?

André Noia

Acho caro demais e só se vê gente andando nas calçadas em alta velocidade.

richardsonvix

Fora isso.
Trechos longos não vale a pena.

O problema da bike é o esforço próprio, suor e etc, nem todo mundo está disposto (ou preparado/roupa) para isso, às vezes a pessoa só queria dar um "pique" para chegar mais rápido em algum local, mas sem comprometer a roupa.

Gragas

fora que trajetos mais longos talvez fique mais caro que uber,e supondo que você não quer pegar um carro por causa do trânsito,o que resta de opção é a bicicleta,que convenhamos,não é tão legal assima,apesar de ser bem mais barata.

richardsonvix

Se o valor de 3 reais para desbloquear fosse algo tipo 1 real certamente teriam mais uso.
Não por ser mais baratos, mas porque as pessoas deixam de usar para trechos mais curtos por conta disso.

richardsonvix

Preço igual, patinete igual, pista ruim, de que adianta?

Alias o preço de 3 reais para desbloqueio desanima utilizar para trechos curtos, ninguém pensa nisso.

Ah senhor escritor do artigo Grin + Yeloww = Grow.

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