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LibreOffice 6.4 é lançado com suporte melhorado a arquivos do Microsoft Office

Versão final do LibreOffice 6.4 está disponível para Linux, macOS e Windows

Emerson Alecrim Por

Nesta semana, a Document Foundation liberou oficialmente o LibreOffice 6.4. A nova versão traz vários recursos adicionais e melhorias, como tem que ser. Entre os avanços, o destaque vai para o aperfeiçoamento da compatibilidade com arquivos do Microsoft Office — os formatos DOCX, XLSX e PPTX (Word, Excel e PowerPoint, respectivamente).

LibreOffice - Writer

O LibreOffice, por si só, é capaz de atender à boa parte das aplicações de escritório por disponibilizar uma extensa gama de funcionalidades nas ferramentas que o compõem. É por isso que a suíte está entre as preferidas de usuários de Linux ou de pessoas que usam o Windows ou o macOS, mas não estão dispostas a pagar pela licença do Office 365.

Porém, existe um fator que, para muita gente, dificulta ou até impede a adoção do pacote: a compatibilidade com arquivos do Microsoft Office. Não é incomum, por exemplo, fórmulas de planilhas do Excel ficarem corrompidas ou documentos do Word perderem a formatação quando abertos no LibreOffice.

A boa notícia é que, no LibreOffice 6.4, o suporte a arquivos em DOCX, XLSX e PPTX é “quase perfeito”, afirma a Document Foundation. Agora, o usuário pode esperar não só pela diminuição nos problemas de compatibilidade, como também por mais desempenho no trabalho com esses formatos.

LibreOffice

É claro que não termina por aí. O suporte nativo a arquivos nos formatos Open Document Format (ODF) também melhorou. Outras novidades incluem:

  • buscas mais rápidas nas páginas de ajuda da suíte;
  • um gerador de QR Codes (que podem levar a links ou comentários, por exemplo);
  • novos ícones para facilitar o reconhecimento dos diferentes formatos de arquivos suportados;
  • um novo recurso de redação automática que permite ocultar dados confidenciais ou sensíveis em documentos de texto.

Também há avanços específicos para cada ferramenta do pacote. O editor de textos Writer, por exemplo, agora tem uma opção para marcar notas como resolvidas e permite a adição de comentários em imagens ou gráficos. Já o Calc ganhou uma função que exporta uma planilha para PDF em folha única para dar uma visão geral do arquivo.

Por sua vez, o Impress (slides) e o Draw (desenho vetorial) agora possibilitam unificar textos de vários quadros em um só. O resumo das novidades é apresentado no vídeo abaixo:

Gratuito, o LibreOffice 6.4 pode ser baixado aqui. A suíte tem versões para Linux, macOS e Windows.

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Daniel Correia (@Daniel)

O painel ribbon do Office é patenteado? Acho ele tão mais prático

Eduardo Alvim (@Eduardo_Alvim)

Usamos o LibreOffice aqui na empresa (antes, OpenOffice) desde 2004. Na época acho que ainda era a versão 1.1.alguma coisa.

Acaba que forma uma “cultura”. Já ouvi de diversos ex-funcionários e colaboradores que, depois de trabalhar ou prestar serviço para nós passou a usar exclusivamente essa suite opensource.

E ainda fico me perguntando o motivo de órgãos estatais pagarem licença de MS Office para a Microsoft.

Fábio Emilio Costa (@Fabio_Emilio_Costa)

Aqui tem a ver com o monopólio de mercado e com uma obrigatoriedade do governo de aceitar as coisas como vem do cidadão, em um formato acessível ao mesmo. Foi tentado colocar a preferência para o OpenDocument, mas o esforço foi frustrado com a entrada do governo Temer

Léo (@leo_oliveira)

O caso de licenciamento do Ribbon é complicado, tão complicado que até a Corel já se ferrou muitos anos atrás.

O Ribbon UI (antigamente Office UI) é registrado e patentiado nos Estados Unidos (patente US 8255828B2) e hoje sua utilização é livre desde que não seja utilizado em aplicações Office-like.

Eu realmente não sei como a LOF se relaciona com a Microsoft neste aspecto.

Bruno Cabral Peixoto (@Bruno_Cabral_Peixoto)

Dá pra usar no libreoffice

Andre Costa (@mr.luizandre)

O LibreOffice em sí é uma suite muito boa e completa. Todos os recursos que eu preciso, que são básicos, ela me atende muito bem.

O que realmente peca é a compatibilidade com os docs de MS Office. Por mais que eles digam que melhoram o suporte a cada versão, até arquivos relativamente simples fica com o layout desconfigurado, imagina um .pptx complexo, não rola.

Imagino que tenha algo a ver com patentes, pois algumas suítes chinesas funcionam nem melhor nesse queiso, WPS Office por exemplo.

Sérgio (@trovalds)

Da minha experiência com LibreOffice.

Writer: tem problemas sérios com índices. Word não é à prova de erros, mas não te faz perder horas de trabalho por isso.
Calc: “patina” com planilhas mais complexas. Você pode ter o melhor hardware do mundo à sua disposição que isso não vai fazer diferença.
Base: horas pra fazer algo que no Access eu faço em questão de minutos e melhor.

Não é preguiça ou comodismo que não faz as pessoas ou as empresas mudarem. São as limitações do pacote mesmo. O libreoffice ainda tem que evoluir MUITO pra chegar no que o Office foi em 2010. Agora com o Office 365 e as possibilidades de integração que a assinatura permite, o concorrente livre mas nem tão bom vai ficar mais na poeira ainda.

Eduardo Alvim (@Eduardo_Alvim)

Você está querendo usar o Writer pensando em Word. Não dá. O Writer tem uma lógica própria. Hoje temos no escritório uma base de documentos totalmente feita em LibreOffice que nos permite produzir documentos técnicos com total controle de formatação (inclusive índice).

No Writer o que manda são os estilos de formatação. Um colaborador pode escrever uma parte do trabalho todo em Comic Sans, com espaçamento bizarro, citações formatadas à “caralha”, notas de rodapé em verde-limão. Quando insiro isso no documento mestre — e estando os estilos (não a formatação) correta —, o documento magicamente assume a formatação-padrão da empresa. Isso é fantástico, não consigo viver sem.

Quanto ao Calc, usamos desde 2004 sem problemas, inclusive com planilhas dinâmicas.

O LibreOffice é uma suite muito poderosa e capaz. Pelo tanto que custa, afirmo ser uma excelente aquisição.

Eduardo Alvim (@Eduardo_Alvim)

Bom, parece que temos visões diferentes do software livre.

Eu derrubei o TCO dessa implementação fazendo o oposto das empresas que começaram na mesma época que a minha. Ao invés de ceder ao efeito manada e instalar uma cópia “alternativa” do queridinho MS Office, virando refém dela para todo o sempre, apostamos em uma solução opensource que se encontrava em versão embrionária. Resultado: hoje temos vasta documentação e experiência na lida com esse programa, além de ter criado uma cultura interna. Pessoas que passaram a usar o LibreOffice em suas vidas pessoais.

Sérgio (@trovalds)

Software pra mim é: eu preciso fazer o trabalho. Ele VAI me oferecer uma forma produtiva e rápida de fazê-lo ou vai me exigir tempo pra fazer coisas em que outro software posso fazer mais rápido? Se o software livre, grátis, open-source ou tudo ao mesmo tempo vai me oferecer isso, eu migro pra ele, FIM.

Trazendo um exemplo próximo a mim: minha namorada tem uma clínica de fisioterapia e precisava de algo que facilitasse a gestão dos pacientes. A princípio tentei… o BASE. Complicado, burocrático, assistentes que não funcionam. Perdi dias nele tentando fazer algo minimamente aceitável, sem sucesso. A saída: Access. Tenho uma licença Office 365, uma “vaga” sobrando. A última vez que eu mexi com o Access pra fazer alguma coisa séria? Não tinha. Nunca tinha feito nada realmente necessário nele. Algumas HORAS depois, já tinha uma prévia do que seria aquele meu sistema. Não tinha nada de polido ou bonito, mas FUNCIONAVA. Com mais algum polimento, estava o sistema pronto. Simples porém funcional.

Entrou o passo seguinte: precisava-se de algo mais competente pra gerir a clínica. Melhorar o meu sistema em Access? Perderia muito tempo, não teria refinamento nenhum se não me custasse boas horas de trabalho (que eu não tinha) e ainda por cima não se adaptaria à realidade de lá que exigia vários usuários no sistema ao mesmo tempo. A solução: buscar um sistema pronto. Um ou outro gratuito, janelas… em pleno 2019? De cara já eliminei esses. Busquei algo que fosse online (via browser). E pela módica assinatura de R$ 49/mês, achei um sistema que se adequou lindamente. Os funcionários tem acesso de qualquer lugar a qualquer hora seja em qual plataforma for. ISSO é produtividade.

A cultura “software livre” é mais um evangelismo radical do que outra coisa. Na minha realidade de TI a sério de mais de 20 anos (se for contar o tempo em que fazia por diversão passa fácil de 30 anos), em nenhuma vez na minha realidade o software livre se mostrou adequado e/ou produtivo, exceto por raridades pontuais como um GEdit da vida. E se o software livre fosse a tábua de salvação da TI, grandes empresas já teriam migrado de vez pra ele.

Enfim, pra ti uma boa jornada no software livre. Pra mim, a produtividade sempre vem primeiro.

Eduardo Alvim (@Eduardo_Alvim)

Não sou evangelista de software livre, estamos no tópico sobre o LibreOffice. Minha empresa é de arquitetura e por isso somos reféns de soluções da Autodesk. No mais, você relatou a realidade que todos vivem cotidianamente. As opções estão aí para serem testadas, validadas e incorporadas caso atendam aos requisitos. Bom final de semana!

Lucas Blassioli (@olucaslab)

Em uma ocasião instalei o LibreOffice no computador de meus pais, pois eles precisavam de algo para abrir os milhares de .doc e .xls que a gente recebe dos fornecedores e clientes todos os dias. Pois bem, depois de 3 dias meus pais aprenderam por conta própria, isso é raro, usar o Office Online.

Pois bem, é isso que penso do LibreOffice: Legal, mas leigo nunca vai abrir mão do Word e Excel de verdade.

Arthur (@Arthur)

Esse é o “pulo do gato” da Microsoft “deixar” os usuários domésticos usarem o Office piratex. Eles nos viciam e condicionam a gostarmos e sabermos usar somente uma plataforma de serviços (as plataformas dela, óbvio). Assim, na eventualidade de qualquer ser abrir uma PJ da vida, a primeira coisa será procurar um Office, que em sendo pirata = MS mete processinho (e ganha horrores); em sendo licença paga = está tudo certo e lucram igual!

Eles não são bobos. Veja só quantas pessoas nesse tópico (eu inclusive) que somos condicionados a “somente gostar” do Office da MS? hahahaha Chega a ser bizarro.

ochateador (@ochateador)

Eu coloco o LibreOffice por padrão em todas as máquinas da empresa.
MSOffice só coloco se tiver licença física, se for aquelas licenças digitais dou duas opções para o funcionário: não formatar a máquina, ir chorar para outro técnico formatar. Normalmente escolhem não formatar a máquina. Em máquinas novas não instalo o MSOffice.

Aos poucos, muitos funcionários estão ignorando o MSOffice e indo para o LibreOffice, tem alguns que fazem belas planilhas e documentos. Já outros… estão adestrados demais e se recusam a aprender algo novo pois se consideram “reis do camarote”.

imhotep (@imhotep)

A decisão deve ser em função das necessidades da empresa, não de uma preferência por X ou Y ou por uma decisão unilateral de departamento de TI.
Se há muito compartilhamento de arquivos com quem usa o MS Office, talvez o LibreOffice não seja a melhor solução.
Caso não haja compartilhamento nesse sentido, qualquer outra opção (LibreOffice e outros) podem servir e muito bem.
Eu dei o meu exemplo lá atrás - usei OpenOffice por 8 anos. Depois não rolou mais. Era conflito demais com meus clientes e foi mais prático migrar tudo pra MS Office (legalizados, óbvio).

Mas até hoje mantenho meu LibreOffice instalado. Qd fiz mestrado, fiz no OpenOffice (era o formato antigo .sxw).

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