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30% das indústrias de eletrônicos no Brasil demitiram em abril

Demissões da indústria de eletroeletrônicos foram motivadas pela pandemia, mas há um esforço para manutenção dos empregos

Emerson Alecrim Por

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) vem realizando pesquisas periódicas para medir o impacto da pandemia de coronavírus (COVID-19) sobre as fábricas brasileiras de eletroeletrônicos. A sondagem mais recente aponta que 30% das indústrias ligadas à entidade fizeram demissões em abril.

Os motivos são amplamente conhecidos. Começou com a dificuldade da indústria brasileira de receber insumos e componentes oriundos da China em função das ações de quarentena estabelecidas por lá. Mais tarde, medidas semelhantes tiveram que ser adotadas no Brasil, causando paralisação total ou parcial de linhas de produção locais.

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Como os efeitos da pandemia também levaram ao fechamento de lojas e causaram desemprego em outros setores, a demanda por eletroeletrônicos vem caindo, situação que acaba afetando as fábricas.

Apesar do cenário desfavorável, a Abinee destaca que 70% das empresas do setor decidiram não realizar demissões em abril, mesmo diante das dificuldades. Para evitar dispensa de funcionários, indústrias brasileiras têm adotado medidas como redução da jornada de trabalho, férias coletivas, uso de linhas de crédito para pagamento de salários e suspensão de contratos trabalhistas.

Há uma boa razão para os esforços de manutenção desses empregos: qualificação profissional. “Temos uma mão de obra muito qualificada, de tal forma que as empresas buscam reter esses profissionais já treinados vislumbrando a retomada das atividades”, explica Humberto Barbato, presidente da Abinee.

Mas isso não quer dizer que o clima é de otimismo. As incertezas quanto à evolução da pandemia de coronavírus causam grande preocupação entre as empresas do setor. “Não se sabe a duração e a intensidade das medidas de isolamento social até que seja possível realizar o retorno de uma forma segura”, completa Barbato.

Não dá para garantir, portanto, que as indústrias que não demitiram em abril manterão essa postura neste e nos próximos meses.

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