O que muda com a TV 3.0?

Assim como ocorreu em 2007 e 2008, uma mudança está prestes a começar no quesito televisão no Brasil; saiba o que muda com a TV 3.0

Ricardo Syozi
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• Atualizado há 2 meses
Será que você vai precisar comprar uma nova televisão? (Imagem: Unsplash/Jonas Leupe)

A TV 3.0 traz melhorias em qualidade de imagem e som, além de conectar a TV aberta à internet. A mudança que o Ministério das Comunicações propõe vai afetar a longo prazo os usuários brasileiros, bem como proporcionar novas formas de negócios por meio de propagandas personalizadas e marketplace.

Após a transição entre a TV analógica e a digital, que começou oficialmente em 2007, muitos brasileiros precisaram adquirir novos aparelhos para receber o sinal e continuar assistindo a seus programas favoritos.

A nova etapa, que começa em 2024, definirá novos padrões a serem adotados pela indústria, que deverá fabricar equipamentos que permitirão integração do sinal aberto com a internet.

O que é a TV 3.0?

Essa nova parte da televisão digital no país vai oferecer uma qualidade de imagem e som melhor do que o usuário está recebendo. Segundo o SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre), o sinal deverá entregar:

  • Resolução de 4K/8K;
  • HDR;
  • Áudio imersivo (também conhecido como áudio 3D);
  • Conteúdo ao vivo e sob demanda;
  • Possibilidade de propaganda personalizada;
  • Marketplace;
  • Suporte a transmissão via streaming de banda larga.

Na prática, isso vai fazer com que canais abertos ofereçam um nível de imagem e som em patamares muito próximos à serviços de streaming como HBO Max e Netflix, por exemplo.

Dessa forma, a TV 3.0 transformará o sinal digital em algo ainda mais completo, cobrindo os avanços da tecnologia no quesito. Por outro lado, segundo Luiz Fausto, coordenador do Módulo Técnico do Fórum SBTVD, essa mudança pode fazer com que pessoas precisem trocar de televisores.

Quando a TV 3.0 vai estar disponível?

Segundo as informações do Ministério das Comunicações, a transição para a TV 3.0 vai ser gradual, começando pelas capitais. Até o fim de 2024, devem ser definidas as tecnologias necessárias para a nova forma de transmissão. Os primeiros televisores com a tecnologia integrada começam a ser fabricados em 2025.

Veja por esse lado: Uma televisão LED tem vida útil entre 40 e 90 mil horas de uso, ou seja, dependendo da frequência que a mantém ligada, deve durar entre cinco e dez anos. Se você adquiriu um novo aparelho em 2021, provavelmente iria acabar substituindo por um novo por volta de 2030 (ou antes).

Se pensarmos que o tempo de mudança do sinal analógico para digital durou entre 2007 a 2016, com Rio Verde/GO sendo a primeira cidade da América do Sul a realizar completamente a troca, então, pode ficar tranquilo. Mesmo se a transição para a TV 3.0 for mais rápida, ainda assim não afetará fortemente o brasileiro que já está acostumado a mudar de aparelho com uma frequência similar.

Além disso, muitas televisões modernas lançadas de 2020 pra cá já trazem características como resolução 4K, HDR e áudio imersivo. Sendo assim, pode ser que você já possua um ótimo receptor para o que a TV 3.0 vai entregar.

No geral, essa mudança será algo muito importante para o andamento da tecnologia no segmento das telecomunicações no Brasil. Ela vai entregar uma qualidade superior e, mais importante, não vai ocorrer da noite para o dia.

Com informações: Fórum SBTVD e Agência Brasil

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