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Facebook ganha suporte a lives pagas em páginas

Na fase inicial, Facebook não cobrará porcentagem sobre lives; Brasil está entre países incluídos na modalidade

Para muita gente, transmissões online ao vivo passaram a fazer parte da rotina nesta pandemia, seja para entretenimento, seja para estudo ou trabalho. O Facebook quer aproveitar esse movimento: a companhia lançou, em cerca de 20 países (incluindo o Brasil), uma função que permite ao autor de lives em páginas cobrar por elas.

Muitos criadores de conteúdo vinham promovendo lives em suas páginas no Facebook, mas, não raramente, tinham que recorrer a plataformas de terceiros caso quisessem cobrar pelos eventos. A intenção do Facebook com a novidade é permitir que tudo seja feito em um lugar só: divulgação, cobrança e transmissão.

O Facebook percebeu que, por conta das ações de distanciamento social e quarentena promovidas em todas as partes do mundo, o número de transmissões ao vivo em sua plataforma dobrou em junho em relação ao mesmo período de 2019.

A tendência é a de que os eventos online se mantenham em alta após a pandemia. Empresas, profissionais e artistas viram que, em muitos casos, essa é uma forma ágil e relativamente barata de oferecer cursos, treinamentos, palestras e afins. Nada mais lógico do que o Facebook tentar fazer parte disso.

Como já dito, a rede social permitirá lives remuneradas em 20 países nesta fase inicial, como Austrália, Brasil, Estados Unidos, França e Suécia. Os detalhes para ter acesso à modalidade e saber se a sua conta está habilitada estão na página de eventos pagos do serviço.

Um detalhe interessante é que, pelo menos até o próximo ano, o Facebook não cobrará nenhuma porcentagem sobre as lives remuneradas. A companhia diz que essa é uma forma de apoiar pequenas empresas e produtores de conteúdo.

Mas isso nos países que têm o Facebook Pay ativado e para transmissões baseadas no Android. No caso do iOS, os autores das lives receberão o equivalente a 70% da receita obtida.

O Facebook explica que isso é efeito da cobrança de 30% praticada pela App Store. A companhia afirma ter solicitado à Apple que permitisse cobrança via Facebook Pay na plataforma de modo a absorver todos os custos, mas recebeu um ‘não’ resposta.

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