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Huawei deve produzir menos celulares em 2021

Produção de smartphones da Huawei pode cair 75% em 2021 por conta das sanções comerciais dos Estados Unidos

Emerson Alecrim Por

Foi um feito notável: no segundo trimestre, a Huawei ultrapassou a Samsung e se tornou a marca líder em vendas de smartphones. Mas essa liderança não deve ser mantida por muito tempo: para 2021, a previsão é a de que a marca chinesa produza um volume muito menor de celulares na comparação com 2020.

Huawei P30 Pro

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A informação vem do site sul-coreano The Elec. De acordo com o veículo, a companhia teria informado à sua filial na Coreia do Sul que planeja produzir 50 milhões de celulares no próximo ano.

Para a Huawei, é pouco. Só no segundo trimestre de 2020, a companhia comercializou quase 56 milhões de smartphones. A previsão é a de que a companhia encerre este ano com produção próxima a 190 milhões de unidades. Por que, então, diminuir a meta em praticamente 75% em 2021?

Se você acha que é por conta das sanções comerciais que a Huawei vem sofrendo dos Estados Unidos, acertou. Como a companhia não pode negociar com empresas americanas, os celulares da Huawei já não saem de fábrica com o ecossistema do Google, por exemplo.

Mas a maior limitação diz respeito a processadores. Em maio deste ano, as restrições forçaram a TSMC a deixar de produzir processadores Kirin para a Huawei. Embora a TSMC tenha sede em Taiwan, a companhia segue as regras do Departamento de Comércio dos Estados Unidos por utilizar tecnologia americana na fabricação de chips.

Qualcomm? Nem pensar: a companhia tem sede nos Estados Unidos. Há rumores de que a Qualcomm estaria tentando obter autorização do governo americano para fornecer chips a celulares 5G da Huawei, mas, se essas conversas estiverem progredindo, avançam em passos lentos.

Huawei Nova 5T - Review

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Se levarmos em conta essas restrições, uma produção de 50 milhões de aparelhos chega a ser uma previsão otimista. A situação só não é pior para a Huawei porque, provavelmente, a companhia ainda tem algum estoque de chips.

Além disso, é possível que empresas como MediaTek forneçam processadores à Huawei. Também há expectativas de que a chinesa SMIC produza chips Kirin, embora a empresa não tenha tecnologia para fabricar modelos mais avançados.

Há outra possível limitação aqui: há rumores de que os Estados Unidos também podem tomar decisões contra a SMIC, deixando a Huawei em uma situação ainda mais delicada.

2021 vai mesmo ser um ano desafiador para a marca.

Com informações: Android Authority.

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