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Samsung e LG deixarão de fornecer telas à Huawei

Restrições dos Estados Unidos forçarão Samsung e LG a deixar de fornecer telas e outros componentes à Huawei

Emerson Alecrim Por

Parecia que a situação da Huawei não podia piorar. Só parecia: empresas sul-coreanas, com destaque para Samsung e LG, também deixarão de vender componentes para a gigante chinesa. Essa restrição deve afetar principalmente o fornecimento de telas para celulares.

De acordo com o ChosunBiz e outros veículos da Coreia do Sul, a interrupção do envio de peças à Huawei começará a valer em 15 de setembro. Trata-se da data limite que o governo dos Estados Unidos estabeleceu para empresas que mantêm contratos com a Huawei abandonem esses acordos.

As restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos valem para companhias americanas. Isso explica, por exemplo, a razão de celulares da Huawei lançados nos últimos meses não poderem contar com o ecossistema do Google.

Huawei P30 Lite

Huawei P30 Lite

Mas as sanções vão além do território americano. Empresas estrangeiras que fornecem componentes à Huawei baseados em algum tipo de tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos devem parar com a parceria, a não ser que obtenham autorização das autoridades americanas para isso.

À Reuters, a LG explicou que a suspensão do fornecimento de componentes representa um impacto mínimo sobre suas operações, pois a companhia não envia grandes quantidades de painéis à Huawei. A Samsung preferiu não se manifestar sobre o assunto, mas é pouco provável que a empresa sinta um grande impacto em suas vendas por conta da decisão.

Os efeitos serão mais drásticos para a Huawei, embora ainda não se saiba em qual medida. É verdade que a companhia conta com fornecedores de telas chineses, mas alguns modelos de smartphones, a exemplo do Huawei P40 Pro+, usam painéis de fabricantes como Samsung. É possível que a produção de TVs e notebooks da Huawei também seja prejudicada.

É válido relembrar que as mesmas restrições fizeram a TSMC deixar de produzir processadores Kirin para a Huawei. A chinesa SMIC é apontada como uma possível saída para a produção desses chips, mas a empresa não tem tecnologia para fabricar modelos mais avançados. Além disso, a companhia também está na mira do governo dos Estados Unidos.

Não é por acaso que a Huawei já dá sinais de que a sua produção de smartphones vai ser bastante reduzida em 2021.

Comentários da Comunidade

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Vinicius Vicentini (@ViniciusHVC)

Mano a Huawei ta mto ferrada

Léx Ferracioli (@Lex_Ferracioli)

Rapaz… deu ruim pra “rawey” hein

DeadPull (@DeadPull)

Hoje a Huawei, amanhã a próxima que ousar crescer demais no mercado internacional usando tecnologia de origem norte-americana. Afinal, só quem pode espionar o mundo todo é o tio Sam.

@teh

Tadinha da China.

Matheus Motta (@Matheus_Motta)

Só um milagre pra salvar essa empresa

Hemerson Silva (@Hemerson_Silva)

Os chineses terão que se reinventar e ter 100% de toda a produção intelectual e fabril. Quem sabe isso não força uma total independência do estrangeiro…

Josué Junior (@Josue.Jr)

Eu penso que o EUA estão fazendo é simplesmente acelerar o desenvolvimento tecnológico interno da China. Quando os chineses não dependerem mais das empresas americanas, aí os EUA terão um problema grande no colo. Essa novela ainda vai ter muito plot twist daqui pra frente

Alberto Roberto (@ComentarioMilGrau)

E o pessoal achando que as sanções do EUA não eram nada e se restringiriam somente a Huawei não ter o GPS nos seus smartphones.

Vinicius Vicentini (@ViniciusHVC)

Cara, eu concordo com isso, não vai ser fácil, mas no momento que a china conseguir suprir seu mercado somente com produtos nacionais, meu amigo… quero ver segurar a China

Leonardo G. Roese (@leonardoroese)

@ComentarioMilGrau e falando em GPS a China está terminando seu sistema global em seu conjunto de satelites e ainda pode usar o da Rússia.

Alberto Roberto (@ComentarioMilGrau)

Comunas né, parceiro! Óbvio que se juntariam para ficarem de fora do “ocidente capitalista opressor”.