Início » Negócios » Waze, do Google, demite 5% dos funcionários devido à pandemia

Waze, do Google, demite 5% dos funcionários devido à pandemia

Além de demitir 30 funcionários, Waze fechará escritórios em alguns países; pandemia fez uso do serviço cair

Emerson Alecrim Por

Se por um lado a pandemia de COVID-19 levou ao aumento do uso de alguns aplicativos (apps de videochamadas e streaming, por exemplo), por outro, fez a demanda por determinados serviços cair. É o caso do Waze. Por conta disso, a empresa anunciou o fechamento de alguns escritórios e a demissão de 5% de seus funcionários.

As ações de isolamento social e quarentena deixaram muita gente em casa. Mesmo nos países que fizeram um bom controle do problema e retomam a economia de modo consistente, a movimentação de veículos ainda pode ser baixa em comparação ao período pré-pandemia. Se há menos gente se locomovendo de carro, há menos gente usando o Waze.

Os números atuais não foram revelados, mas, em abril, o serviço informou ter experimentado queda de 60% no uso do seu aplicativo — na Itália, essa proporção chegou a 90%.

Waze

Em escala global, o Waze dá a entender que já voltou ao padrão de acessos da fase pré-pandemia, mas a situação ainda é delicada. Com a quarentena, muitas empresas e funcionários descobriram que o home office funciona bem para determinadas atividades e, portanto, pretendem adotar essa modalidade de trabalho por mais tempo ou, em alguns casos, permanentemente.

Diante do novo cenário, o Waze decidiu “repensar as prioridades”. É o que diz o CEO da companhia, Noam Bardin, no e-mail aos funcionários que comunica as demissões.

Sabe-se que o Waze tem 555 funcionários no mundo todo. Destes, 30 estão perdendo os seus empregos, a maioria ligada às áreas de vendas, marketing e parcerias.

A companhia pretende contratar um número proporcional de funcionários nos próximos meses, mas para reforçar as suas equipes de tecnologia e engenharia.

Já o fechamento de escritórios vai atingir países como Malásia, Cingapura, Colômbia, Chile e Argentina. A ideia é dar prioridade aos países nos quais o uso do serviço cresceu nos últimos anos, como Estados Unidos, Reino Unido, França, Brasil e México.

Vale lembrar que o Google comprou o Waze em 2013, mas mantém a plataforma como um serviço independente.

Com informações: The Verge.

Comentários da Comunidade

Participe da discussão
1 usuário participando

Os mais notáveis

Comentários com a maior pontuação