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Apple M1, novos MacBooks e Mac Mini: tudo o que foi anunciado hoje

No evento de novembro de 2020, Apple anunciou três novos Macs com chip Apple Silicon e lança sistema operacional Big Sur

Lucas Braga Por

A Apple sediou um evento nesta terça-feira (10) para anunciar novidades na linha de computadores Mac. A cereja do bolo é o chip M1, baseado na arquitetura Apple Silicon (ARM) que entra no lugar da tecnologia Intel usada até então. A empresa lançou modelos de Mac Mini, MacBook Air e MacBook Pro com os novos processadores, e divulgou o lançamento do sistema operacional macOS Big Sur.

MacBook Air, MacBook Pro de 13 polegadas e Mac Mini (Imagem: Divulgação/Apple)

MacBook Air, MacBook Pro de 13 polegadas e Mac Mini (Imagem: Divulgação/Apple)

M1 é o primeiro chip com Apple Silicon

O primeiro chip para computadores com o Apple Silicon é o M1, e ele traz boas surpresas: trata-se de um SoC que junta processador de oito núcleos, chip gráfico também com oito núcleos (exceto no MacBook Air, que tem 7 núcleos), memória RAM, controlador para USB 4, engine para decodificação de mídia e Neural Engine com 16 núcleos.

Chip Apple M1 (Imagem: divulgação/Apple)

Chip Apple M1 (Imagem: divulgação/Apple)

Por manter todos os elementos concentrados no mesmo chip, a Apple promete melhor performance, especialmente com relação ao consumo de energia: em pico de atividade, o M1 gasta apenas de 25% em comparação com processadores de PCs mais recentes.

Processador M1 (Imagem: Reprodução/Apple)

Estrutura interna do processador M1 (Imagem: Reprodução/Apple)

A Apple promete o dobro de desempenho com 10 watts de energia em relação a um processador x86. Assim como nos chips presentes no iPhone e iPad, o M1 tem arquitetura de cinco nanômetros com quatro núcleos de alto performance e outros quatro núcleo de baixo desempenho, permitindo maior autonomia de bateria enquanto o computador está longe da tomada.

MacBook Air aguenta até 18 horas longe da tomada

O primeiro dispositivo apresentado hoje foi o novo MacBook Air. Equipado pelo chip M1 com GPU de sete núcleos, o notebook ultrafino da Apple tem promessa de desempenho de CPU 3,5 vezes mais rápido e processamento gráfico cinco vezes maior que a geração passada, com processador Intel.

MacBook Air com chip M1 (Imagem: Divulgação/Apple)

MacBook Air com chip M1 (Imagem: Divulgação/Apple)

Outras melhorias incluem um processador de imagem (ISP) na câmera FaceTime, com aperfeiçoamento no equilíbrio de branco, detecção de rostos e redução de ruído. No entanto, a webcam continua com resolução 720p. Um diferencial interessante é que a geração atual do MacBook Air não tem ventoinhas, o que deixa o notebook silencioso.

Com relação à bateria, a Apple promete 15 horas de navegação na web e 18 horas de reprodução de vídeo pelo Apple TV com o notebook longe da tomada – seis horas a mais que nos modelos com processador Intel.

MacBook Air com chip M1 (Imagem: Divulgação/Apple)

MacBook Air com macOS 11.0 Big Sur (Imagem: Divulgação/Apple)

Por fim, o MacBook Air suporta até 16 GB de memória RAM, SSD de 2 TB, duas portas Thunderbolt compatíveis com USB 4, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.0 e leitor de impressão digital Touch ID. O valor inicial nos Estados Unidos é de US$ 999; no Brasil, ele custará a partir de R$ 12.999, sem data de lançamento divulgada.

Novo MacBook Pro de 13 polegadas custa caro no Brasil

A linha MacBook Pro é destinada para usuários mais exigentes dos computadores da Apple, e isso não muda no modelo lançado hoje. O novo MacBook Pro de 13 polegadas também conta com o chip M1.

Novo MacBook Pro com chip M1 (Imagem: Divulgação/Apple)

Novo MacBook Pro com chip M1 (Imagem: Divulgação/Apple)

A Apple diz que o chip entrega desempenho 2,8 vezes maior em relação ao MacBook Pro anterior equipado com Intel. O chip gráfico de oito núcleos também traz vantagens, com promessa de ser cinco vezes mais rápido. A grande diferença em relação ao MacBook Air é que o modelo Pro possui ventoinha.

A eficiência energética do chip M1 traz melhor autonomia de bateria: para o MacBook Pro de 13 polegadas, a Apple promete 17 horas de navegação na web e 20 horas de reprodução de vídeo com o Apple TV.

MacBook Pro sendo usado por fotógrafa (Imagem: Divulgação/Apple)

MacBook Pro sendo usado por fotógrafa (Imagem: Divulgação/Apple)

Um diferencial interessante é o novo conjunto de três microfones integrados que, de acordo com a Apple, tem “qualidade de estúdio” e filtragem espacial direcional. Assim como no MacBook Air, a Apple incluiu processador de imagem ISP na câmera FaceTime (que continua com resolução 720p).

A tela de 13,3 polegadas possui 500 nits de brilho, True Tone e tonalidade de cores P3, o MacBook Pro pode ser configurado com até 16 GB de memória RAM e SSD de 2 TB. Falando de conectividade, o produto possui duas portas USB-C (compatíveis com Thunderbolt e USB 4), saída P2 para fone de ouvido, Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.0.

No entanto, tudo isso tem um preço e ele não é baixo: no Brasil, o novo MacBook Pro custará a partir de R$ 17.299 na versão mais básica, ainda sem data de lançamento divulgada. Nos Estados Unidos, o preço inicial é de US$ 1.299. Dessa vez, a Apple não lançou uma versão com 16 polegadas.

Mac Mini é a opção mais barata com chip M1

O desktop compacto Mac Mini também recebeu sua versão com M1. As especificações do chip são as mesmas que os outros MacBooks, incluindo promessa de alta performance com menor consumo de energia.

Mac Mini com chip Apple M1 (Imagem: Divulgação/Apple)

Mac Mini com chip Apple M1 (Imagem: Divulgação/Apple)

O Mac Mini é um dos modelos que possui ventoinha, que a Apple promete ser silenciosa. Na conectividade, o produto inclui interface de rede Gigabit Ethernet, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.0, saída HDMI 2.0, entrada para fone de ouvido P2, duas portas USB-C (compatíveis com USB 4 e Thunderbolt) e outras duas portas USB-A.

O modelo mais básico do Mac Mini é equipado com 8 GB de RAM e SSD de 256 GB, mas é possível comprar versões com 16 GB de memória e armazenamento de 512 GB. Nos Estados Unidos, o Mac Mini custa a partir de US$ 699. No Brasil, o produto será comercializado por R$ 8.999, mas a Apple ainda não divulgou a data de lançamento no país.

macOS 11.0 Big Sur disponível na quinta-feira

Todos os Macs lançados hoje utilizam o novo sistema operacional macOS 11.0 Big Sur, que estará disponível ao público a partir da próxima quinta-feira (12).

Computador com macOS Big Sur 11.0 (Imagem: Divulgação/Apple)

Computador com macOS Big Sur 11.0 (Imagem: Divulgação/Apple)

Trata-se do primeiro sistema operacional da Apple desenvolvido para os processadores Apple Silicon. Um dos principais recursos do Big Sur é Rosetta 2, que permite rodar aplicativos desenvolvidos para a arquitetura Intel em Macs com M1.

Outro recurso interessante é a possibilidade de rodar aplicativos de iPhone e iPad nos computadores, mas isso também está restrito aos Macs com Apple Silicon. Na apresentação, a Apple anunciou que Among Us e HBO Max disponíveis no iOS funcionarão no Big Sur. No entanto, vários desenvolvedores anunciaram que não devem permitir que seus aplicativos para dispositivos móveis rodem no Mac.

Comentários da Comunidade

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Jefferson Oliveira (@JeffersonOliveira)

Em pleno século 2020 a Apple continua colocando câmeras 720p nos laptops dela

Pericles Cipriano (@Pericles_Cipriano)

É muito bacana as inovações da Apple, mas não consigo me empolgar, é tudo absurdamente caro e completamente fora da minha realidade. Quem sabe daqui uns 5 anos todas as fabricantes usem chips ARM e tudo fique mais acessível.

Matheus Moreno (@Matheusandyou)

Eu tenho um samsung que vem com uma camera 360p.

Breno (@bbcbreno)

Eu acho ruim isso tb e é até incoerente… uma super tela retina e vai fazer uma call com a tia (q é um recurso q a Apple sempre divulga)… a qualidade n bate com a super tela retina.

Outro dia precisei gravar um vídeo, aí q fui me tocar o quão ruim é a câmera do macbook, tive q usar meu celular.

Porém, tô botando muita fé nesse processador, vamos ver se vai vingar! _

Roberto Costa (@Beto)

De USD1.299 pra 17.299 Bozos é o cúmulo do absurdo.

Paulo Cesar (@Paulo_Cesar)

O mac mini tá até interessante, valor tá mais em conta que o intel que a apple já tratou de jogar pra extratosfera pro arm parecer mais interessante. Pra não lançar o mac pro e air com o mesmo SOC a apple vai lá e desliga um núcleo no air e remove o cooler hahahaha.

Um macpro com o mesmo CPU de um mac air… OH god…

Aguardemos ai quando chegar na mão da galera mesmo, e botarem pra fumar no M1. E vermos realmente do que é capaz e de quão otimizado e compatível esta o rosetta 2 com os apps legados x86. Que vai performar bem no arm não tenho dúvidas quero ver como vai ser sair é nesse período de transição e executando apps de ambas as plataformas.

Matheus Moreno (@Matheusandyou)

Quero ver a diferença de desempenho do Air para o Pro. A ventoinha deve ter algum motivo.