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iPhone 12 Pro Max: quase tudo exagerado

iPhone 12 Pro Max tem câmeras impecáveis e bateria que dura muito, cobrando um preço bem alto por isso

Paulo HigaPor
Nota Final9.9
iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O iPhone 12 Pro Max desembarcou no Brasil com preços assustadores, quebrando a barreira dos cinco dígitos e chegando aos R$ 14 mil na versão com mais espaço. Em relação à geração anterior, o celular mais completo da Apple ganhou uma tela maior, um sistema de câmeras mais poderoso e conexão 5G. Visualmente, ele é um iPhone 12 Pro esticado, mas este ano há recursos exclusivos nas câmeras do modelo maior.

A lente com zoom do iPhone 12 Pro Max enxerga mais longe, o sensor de imagem da câmera principal cresceu e esta é a primeira vez em um smartphone que a estabilização óptica está no sensor, não na lente. Faz sentido gastar tanto dinheiro em um celular? Eu usei a novidade da Apple nas últimas semanas e conto minhas impressões neste review.

Análise do iPhone 12 Pro Max em vídeo

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Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog para produzir este conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. O iPhone 12 Pro Max foi fornecido pela Apple por empréstimo por tempo indeterminado. O produto será usado em conteúdos futuros antes de ser devolvido à empresa.

O que não muda em relação ao iPhone 12 Pro

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Para focar no que interessa, eu não vou me estender em características que são idênticas às do iPhone 12 Pro, cuja análise já foi publicada. O design com aço inox é elegante, o iOS continua sendo um grande ponto forte, a qualidade da tela é excelente e o desempenho é impecável nos dois modelos. E, não, a diferença de mil reais entre os iPhones não foi suficiente para fazer a Apple colocar um carregador na caixa.

Design e tela

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O iPhone 12 Pro Max tem um tamanho mais familiar para mim, que usei um iPhone 11 Pro Max no último ano. O pequeno crescimento na tela, que foi de 6,5 para 6,7 polegadas, mantém a boa experiência para jogar, assistir a filmes com Dolby Vision ou mesmo para tarefas banais, como consultar os compromissos da agenda, já que todos os aplicativos passam a mostrar mais conteúdo de uma vez.

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Obviamente, as vantagens existem em detrimento da ergonomia e do design, uma vez que o iPhone 12 Pro Max é um aparelho meio desengonçado para ser usado com uma mão e chama bastante atenção pelo peso, de 226 gramas, que é sentido no bolso da calça a todo momento. Ainda assim, é bem difícil voltar para o tamanho do iPhone 12 ou iPhone 12 Pro depois de se acostumar com uma telona dessas.

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Por vezes, no entanto, eu sinto que a tela do iPhone 12 Pro Max é mal aproveitada pela Apple. Seria bom usar a Apple Pencil para desenhar ou trabalhar com mais precisão, o que poderia transformar o celular em um complemento ou até substituto do iPad em certas ocasiões. A taxa de atualização continua em 60 Hz, sendo que até celulares intermediários estão começando a vir com 90 Hz. E talvez essa tela pudesse ser ainda maior e dobrável, né?

Câmeras

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A câmera é o grande ponto de diferenciação do Max este ano, pelo menos na teoria. Em relação ao iPhone 12 Pro, o modelo gigante traz um sensor de imagem 47% maior na câmera traseira principal, o que permite a entrada de mais luz e tende a aumentar a definição das fotos. O iPhone 12 Pro Max também é o único iPhone (e único celular até agora) a ser equipado com estabilização óptica por deslocamento de sensor, uma tecnologia que só havíamos visto em câmeras DSLR.

Tudo isso faz diferença nas fotos? Até faz, mas menos do que alguns possam pensar. Entre as várias fotos iguais que eu tirei com o iPhone 12 Pro e o iPhone 12 Pro Max, vou me ater a um caso em que é mais fácil notar a vantagem de um sensor maior: coloquei alguns objetos em uma estante, deixei o ambiente bem escuro e só liguei uma luminária com luz baixa na lateral direita, fora do móvel, com intensidade luminosa suficiente apenas para não usar o modo noturno. Essas foram as fotos:

Foto tirada com o iPhone 12 Pro (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)Foto tirada com o iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A diferença óbvia é o balanço de branco: o iPhone 12 Pro capturou tons mais frios, com uma parede tendendo ao azul, enquanto o iPhone 12 Pro Max foi para o lado mais quente. Essa pequena variação é normal porque estamos falando de sensores de imagem diferentes, mas não torna uma câmera melhor ou pior que outra, apesar de eu preferir o cenário mais aconchegante capturado pelo iPhone maior.

O ruído é equilibrado nos dois modelos, mas é um pouco menor no iPhone 12 Pro Max, principalmente nas áreas de sombra, que não estão recebendo iluminação direta, como o puxador da gaveta ou o lado esquerdo do copo roxo. Não existe nenhuma diferença significativa no ruído ou na textura na região mais clara da foto, como no coração ou na planta.

Foto tirada com o iPhone 12 Pro (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)Foto tirada com o iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

A definição do iPhone 12 Pro Max foi superior na parede, que a teve a textura mais preservada; e na parte superior do copo verde, que ficou com uma pintura mais chapada no iPhone 12 Pro. Mas as diferenças de textura e nitidez na placa ou nos escritos do troféu são basicamente inexistentes. E todo esse tempo que eu gastei comparando cada pixel das duas fotos, com zoom em 100%, em uma tela Retina de MacBook Pro de 16 polegadas, só mostra que o nível entre os iPhones está muito próximo.

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Lembro também que essa análise comparativa foi realizada considerando um cenário que já tende a ressaltar mais as qualidades de um sensor de imagem maior. E se nós estivéssemos em uma ocasião mais normal, com pelo menos alguma luz natural entrando pela janela? Bom, eu te desafio a enxergar as diferenças entre essas duas fotos e me contar nos comentários:

Foto tirada com o iPhone 12 Pro (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)Foto tirada com o iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

As diferenças são pequenas, mas talvez sejam importantes para os mais detalhistas, especialmente quando a Apple liberar o recurso ProRAW em uma atualização de iOS. De qualquer forma, independente de comparações com outros iPhones, o iPhone 12 Pro Max é uma excelente câmera, que tira fotos com baixo ruído, altíssima definição mesmo com pouca iluminação e um alcance dinâmico notável.

Foto tirada com a câmera ultrawide do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera ultrawide do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera teleobjetiva do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera teleobjetiva do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera ultrawide do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera ultrawide do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Além disso, o conjunto fotográfico ganha muitos pontos pela consistência, entregando imagens de ótima qualidade logo no primeiro clique em qualquer condição de iluminação, o que é um mérito dos recursos de pós-processamento da Apple, como o Deep Fusion e o Smart HDR 3. Teremos um comparativo em breve com outros smartphones caros do mercado.

Foto tirada com a câmera traseira principal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera traseira principal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera traseira principal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera traseira principal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera traseira principal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera traseira principal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera frontal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera frontal do iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Os vídeos, que agora podem ser gravados com Dolby Vision e profundidade de cores de 10 bits, têm qualidade impressionante para um celular. A estabilização no sensor funciona bem para eliminar os tremidos, embora não seja nada de outro mundo ou algo inatingível por outros aparelhos. Já a definição e o alcance dinâmico são dignos de nota, principalmente ao gravar em 4K a 60 fps com HDR ativado.

Todas as cenas do iPhone 12 Pro Max neste review foram filmadas com um iPhone 12 Pro. Nos momentos em que eu apareço no vídeo, meu ângulo secundário foi capturado originalmente pela câmera traseira do iPhone 12 Pro Max em 4K a 60 fps com Dolby Vision, com baixíssimo ruído e excelente nitidez.

Hardware e bateria

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O desempenho do iPhone 12 Pro Max é o mesmo do iPhone 12 Pro, mas o modelo maior pode ser aproveitado por mais tempo. Embora a tela maior consuma mais energia, o aumento na capacidade da bateria para 3.687 mAh é suficiente para oferecer uma autonomia maior que a do iPhone 12 Pro. E não se engane: esse número aparentemente baixo perto de Androids que já passam dos 5.000 mAh dá conta do recado.

Nos meus testes com 3 horas de reprodução de vídeo na Netflix, uma hora de navegação na web e meia hora de Asphalt 9, sempre com brilho no máximo e conectado ao Wi-Fi, a bateria do iPhone 12 Pro Max passou de 100% para 58%. Ele foi melhor que o iPhone 12 Pro, que ficou com 51% restantes após os testes, e o Galaxy Note 20 Ultra, que terminou com 49% de carga. Na prática, isso significa que o Max deve chegar até o final do dia com carga sobrando para a maioria das pessoas.

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Eu só tenho uma crítica: o iPhone 12 Pro Max perdeu 7% em capacidade nominal de bateria em relação ao iPhone 11 Pro Max e ficou 0,7 mm mais fino (ou seja, a diferença na espessura entre gerações é um grafite de lapiseira). Isso significa que a Apple poderia ter entregue um produto melhor que isso e, sinceramente, eu acho que ninguém pediu um smartphone mais fino com menos bateria.

Vale a pena?

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O iPhone 12 Pro Max é um produto tão caro, mas tão caro, que eu tenho até vergonha de falar em custo-benefício, até porque não é isso que os consumidores desse celular estão procurando. Por R$ 14 mil na versão de 512 GB, o smartphone da Apple só compete diretamente com o Samsung Galaxy Z Fold 2. Existem prós e contras nos dois modelos, mas a comparação entre eles é difícil porque as propostas são muito diferentes.

O Galaxy Z Fold 2 é para quem quer ter a última inovação, enquanto o iPhone 12 Pro Max é para quem busca o melhor em um formato tradicional. A Apple entrega mais desempenho, câmeras superiores e um design mais testado e confiável, inclusive à prova d’água. O software da Apple também ganha pontos com quem já tem um Mac ou iPad, considerando que quem gasta cinco dígitos em um celular não vê muito problema em comprar um notebook de R$ 20 mil. O único ponto negativo é que o iPhone não dobra. (Na verdade dobra, mas só uma vez.)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

iPhone 12 Pro Max (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Apesar de não ser uma revolução, e sim apenas uma melhoria do que já existia, o iPhone 12 Pro Max é um ótimo produto. A Apple acertou em praticamente tudo nesta geração e fez o inacreditável: ampliou o público-alvo do smartphone mais caro da empresa, atraindo não apenas os que gostam de uma tela grande, mas também os que se importam mais com qualidade de foto e vídeo, procurando a última gota de definição e o menor ruído possível em um equipamento que cabe no bolso.

Se estivéssemos na geração passada, esse público profissional já ficaria satisfeito com o iPhone 11 Pro. Mas, para mim, me parece que o único papel do iPhone 12 Pro este ano é convencer os usuários a comprarem o iPhone 12 Pro Max. E, quer saber? Quem tem todo esse dinheiro não vai se arrepender de escolher o iPhone gigante.

iPhone 12 Pro Max

Prós

  • Câmeras impecáveis para foto e vídeo
  • Continua com o melhor desempenho do mercado
  • Design sofisticado e mais resistente
  • MagSafe abre possibilidades com acessórios diferentes
  • Software bem integrado aos outros produtos da Apple
  • Tela com brilho forte e excelente definição

Contras

  • Poderia ter taxa de atualização de 120 Hz
  • Ninguém pediu um celular mais fino com menos bateria
Nota Final9.9
Tela
9
Design
10
Câmera
10
Bateria
10
Software
10
Desempenho
10
Conectividade
10

Especificações técnicas

  • Tela: Super Retina XDR OLED de 6,7 polegadas (2778×1284 pixels) com taxa de atualização de 60 Hz;
  • Processador: Apple A14 Bionic hexa-core de 3,0 GHz;
  • Conectividade: 4G, 5G sub-6, Wi-Fi 6 (802.11ax), Bluetooth 5.0, NFC, UWB;
  • RAM: 6 GB;
  • Armazenamento interno: 128, 256 ou 512 GB;
  • Câmera frontal: 12 megapixels (f/2,2);
  • Câmeras traseiras:
    • Principal: 12 megapixels (f/1,6);
    • Telefoto: 12 megapixels (f/2,0) com zoom óptico de 2x;
    • Ultrawide: 12 megapixels (f/2,4) com campo de visão de 120 graus;
    • Gravação de vídeo em 4K 60 fps HDR (Dolby Vision);
  • Sistema operacional: iOS 14.2;
  • Bateria: 3.687 mAh com carregamento rápido de 20 watts com fio e 15 watts sem fio (carregador não incluso);
  • Dimensões e peso: 160,8 x 78,1 x 7,4 mm, 226 gramas.

Comentários da Comunidade

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Sérgio (@trovalds)

Bom, eu te desafio a enxergar as diferenças entre essas duas fotos e me contar nos comentários:

Bom, se tem diferença… nem reparei. Fiquei babando demais no café (ou é um chocolate quente?).

E o @higa está voltando às raízes e tirando fotos apetitosas! Quer dizer, aquele prato com carne grelhada estava meio méh MAS eu estava com saudades dessas fotos em especial.

Quanto ao aparelho: tem que ser MUITO corajoso pra encarar ele. Aliás coragem pra encarar qualquer iPhone com esse dólar nas alturas. Saudades do tempo que você conseguia smartphone bom na operadora pagando um valor relativamente aceitável de conta. Agora nem se você assinar aqueles planos super vip que as operadoras tem. No máximo um subsídio de uns 30-40%, e olhe lá.

Bruno (@Unknown)

Na foto do premio com o vazo, se nota uma melhora no alcance dinamico na camera do Pro Max, na parte inferior do vazo por exemplo é mais nitido.

A Apple sabe fazer um telefone definitivamente topo de linha, infelizmente é impraticável a compra no Brasil.

imhotep (@imhotep)

Não tem muito o que falar.
Excelente aparelho, quem tem grana compra.
Mas, como o Higa falou, custo benefício é outra questão.

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

So um adendo, que acredito valer a pena ressaltar: não existe smartphone à prova d’água (ainda). Os que estão no mercado são resistentes à submersão, entre outras situações, em água, num período especificado. A diferença entre um produto resistente à água e à prova d’água é que este último pode ser submetido a uma determinada pressão (mergulho, por exemplo) por tempo indeterminado.

@LeandroCSC

Higa sempre franco e direto ao ponto. É disso que gostamos. Falar sobre preço é chover no molhado. Alguém acredita que isso vai mudar o panorama? Desculpa o pessimismo. Mas em se tratando de mundo tech,creio que não. Então resumindo: compre o que é justo para vc e pronto.

Diego Nascimento (@Dieg0)

Design merecia no máximo um 7 por esse notch ridículo que não mudam há anos.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Mas mudar em que sentido?

Na minha opinião, se for para mudar, que seja para remover em definitivo. Qualquer coisa além disso, é paliativo e não resolve o problema.

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

Diminuir, por exemplo? Isso cobre quase toda a parte superior do aparelho. Alternativas melhores são deixar uma pequena borda para abrigar os sensores e tudo, ou só o buraco da câmera, como a Samsung fez nos modelos S9 e nos modelos atuais, respectivamente.

De nada adianta, ao meu ver, esticar a tela até o extremo se tem um notch considerável na parte superior.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Mas o iPhone tem pelo menos mais 8 sensores que precisam de um buraco para passar luz. O ponto onde quero chegar é: da pra reduzir o notch pela metade se mudar o falante. Porém não resolve o problema. Então é uma mudança que não soluciona, apenas muda o formato.

Assim como todos, também quero um iPhone sem notch. Só acho que está a tanto tempo com, que se for para mudar, que seja para eliminar em definitivo. Qualquer coisa inferior a isso, só vai intensificar o sentimento de que ele não deveria existir mais, mesmo que pequeno.

Pensa que ela já está a 4 anos com esse notch, se reduzir, vai permanecer por no mínimo mais 3/4, só por consistência e para diluir os custos entre gerações.

Filipe Espósito (@filipeesposito)

Tenho experienciado o notch desde o iPhone X aqui e, sinceramente, com uma semana de uso eu nem reparava mais no recorte. Ficou super natural já e acaba nem fazendo diferença pra mim. Queria um iPhone sem notch? Queria. Mas só quando isso acontecer sem compromissos (leia-se realocar os sensores do Face ID por baixo da tela OLED). Pra quem só tem uma câmera frontal simples é mais fácil diminuir o recorte, mas perde-se a autenticação facial avançada.

Filipe Espósito (@filipeesposito)

Eu já achei difícil encontrar as diferenças entre a câmera do meu antigo 11 Pro Max para a do 12 Pro Max na maioria dos cenários, imagina só comparando com outros da família 12. Nota-se mais a diferença em cenários escuros, principalmente com o Night Mode — o 12 Pro Max faz a foto com 1s de exposição, enquanto o 11 Pro Max precisa de 2s ou 3s.

O que mudou muito pra mim foi o ProRAW (que venho testando no beta do iOS 14.3). Aí sim dá pra alcançar resultados bem superiores. Deve ser o iPhone preferido dos fotógrafos mesmo, mas outras pessoas certamente vão ficar bem servidas com os modelos menos caros da linha 12.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Não me espantaria se ano que vem ela aumentasse ainda mais a entrada de luz, para tornar a experiência do modo noturno mais rápida, ou mesmo indistinguível do tempo da captura padrão.

Porém o que eu gostaria de ver, é um modo noturno em tempo real, para vídeo em movimento (hoje só funciona se o iPhone estiver no tripé) Quem sabe com um sensor shift de 6 eixos e aquela junção de conjunto óptico, sensor e pixel maiores, amarrados por software.

Daniel R. Pinheiro (@DiFF7Skyns)

@Douglas_Knevitz e @FilipeEsposito isso é justamente o que eu estava dizendo. Já que é uma necessidade manter todos os sensores — e é questão de tempo pra ela retirar até isso, já que ultimamente é isso que a Apple vem fazendo, lançando algo pra descontinuar anos depois —, que deixasse, então, a borda superior (e até a inferior, para manter a simetria) e distribuir todo o conjunto na parte superior inteira. Tal borda certamente ficaria bem mais fina que o tamanho atual do notch e convenhamos que o tamanho total das bordas seria insignificante, comparado ao atual design.

Todos concordamos que gostaríamos de aparelhos sem notch, por mais que essa “aceitação” seja mero costume por parte dos usuários. Todos nós concordamos que não é bonito. Está mais para uma questão de identidade dos iPhones, que de design (se este fosse o caso, a Apple faria como citei no parágrafo anterior, certamente, uma vez que ela é uma empresa que foca muito no design).

Mas não tem volta, ela pregou isso ao lançar o iPhone X, um iPhone “sem bordas”, mas que o preço pago era trazer um notch à existência, e uma tela curvada internamente na parte inferior, o que acabou aumentando os custos de produção — o que me força a acrescentar: o preço pago não foi por ela, mas pelos consumidores. Voltar atrás seria uma solução ousada, mas nada escandaloso, pois não existe um abismo entre biometria por impressão digital e facial, e ela poderia voltar com o Touch ID, por baixo da tela, uma solução prática e muito segura, que algumas fabricantes já possuem.

Mas enfim, de qualquer forma, em temos de design isso é um ponto fraco dos iPhones, e vocês hão de concordar comigo nesse ponto, uma vez que ambos gostariam que o notch desaparece, o que denuncia a vontade de ter uma tela mais ‘limpa’ e que algo impede que isso exista atualmente.

Douglas Knevitz (@Douglas_Knevitz)

Em termos práticos, acho o Face ID mais conveniente e invisível. Não descarto a possibilidade dela trazer o Touch ID sobre a tela, se conseguir implementar ao menos em metade da área útil, que é o desejo retratado em várias patentes.

A solução mais barata e viável, é fazer o que fez no iPad Air novo, em paralelo ao Face ID. Matar o Face ID por completo não acredito, hoje ele é mais que um sistema de reconhecimento facial, mas um grande motor por trás das soluções em realidade aumentada de vários apps.

Só no Galaxy S21, como relatam os rumores, a chegada de um sensor com área útil duas vezes maior, que levará menos tempo para desbloquear. Até então o desbloqueio tradicional ainda é mais rápido. O do iPad Air é incrivelmente rápido (deixando claro que não faz mais que a obrigação).

Paulo Higa (@higa)

Estamos com limitações pandêmicas aqui. Torcendo para voltar ao normal logo.

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