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Amazon é processada por negar intervalos para almoço a funcionários

Processo de ex-funcionária contra a Amazon foi transferido para corte federal dos EUA e pode se tornar ação coletiva

Victor Hugo SilvaPor

A Amazon terá de lidar com mais uma acusação sobre condições de trabalho precárias. A empresa está sendo processada por negar intervalos de almoço e descanso a funcionários de centros de distribuição. A ação também alega que a companhia trabalha com equipes menores do que o necessário e atrasa o pagamento de salários.

Funcionário trabalha no setor de logística (Imagem: Divulgação/Amazon)

Funcionário trabalha no setor de logística (Imagem: Divulgação/Amazon)

O processo começou em fevereiro em São Francisco e, agora, foi levado para uma corte federal dos Estados Unidos, onde pode se tornar uma ação coletiva. Ele foi iniciado por Lovenia Scott, uma ex-funcionária que trabalhou em um centro de distribuição da Amazon em Vacaville, na Califórnia, entre outubro de 2016 e janeiro de 2019.

Na ação, ela afirma que a companhia negava o intervalo de 30 minutos para almoço, o que é previsto na legislação estadual. Segundo a acusação, os trabalhadores perdiam parte do tempo “ouvindo e respondendo às obrigações relacionadas ao trabalho em seus walkie-talkies”, que precisam ser carregados para qualquer local na empresa.

A ex-funcionária aponta que o tempo de intervalo também era reduzido por conta de filas no relógio de ponto. Isso porque muitos colegas almoçavam no mesmo horário e, no momento de sair para a pausa, eram obrigados a aguardar em filas para se registrarem. Com isso, os que estavam no final da fila tinham intervalos reduzidos.

Ainda de acordo com a acusação, o centro de distribuição da Amazon tinha constantemente turnos com menos pessoas do que o necessário. Devido à grande quantidade de trabalho, os funcionários não conseguiam tirar pequenos intervalos de descanso.

Scott também alega que os trabalhadores não recebiam qualquer tipo de compensação por usarem seus celulares pessoais em tarefas do trabalho. Ela aponta ainda que a companhia costumava atrasar pagamentos de salários.

Amazon tem críticas sobre condições de trabalho

As acusações de situações de trabalho precárias na Amazon não são novas. Em novembro de 2020, funcionários de vários países se organizaram em torno da iniciativa Make Amazon Pay para protestar contra a empresa. Os trabalhadores pediram por aumento de salários e melhores condições de trabalho.

Nesta semana, voltaram à tona relatos de que funcionários tiveram de urinar em garrafas e defecar em bolsas para bater metas. A acusação mais recente partiu de um deputado que respondeu a um executivo da companhia. A Amazon nega a alegação, mas documentos obtidos pelo The Intercept indicam que a empresa sabia do problema e não fez nada para resolvê-lo.

Para piorar, a Amazon decidiu obrigar funcionários a aceitarem um novo sistema de monitoramento. A empresa vai usar câmeras alimentadas por inteligência artificial para acompanhar o trabalho dos motoristas, mas muitos deles apontam uma “invasão de privacidade”.

Estes são apenas alguns dos problemas apontados por funcionários aos quais a Amazon precisa responder. Com a transferência do processo de Lovenia Scott para a corte federal e a possibilidade de transformação em ação coletiva, a situação da companhia pode se tornar ainda pior.

Com informações: The Verge.

Comentários da Comunidade

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João Almeida (@Joao_Almeida)

É aquela coisa… se um dono de empresa ficou bilionário, não foi tratando bem seus funcionários kkk

João M. (@RonDamon)

Tem um montão de bilionários que preferem menos horas de trabalho, como o dono da Virgin que acredita que apenas 3 dias de trabalho por semana são mais que suficientes pra ser tão ou mais produtivo que a norma atual.

Mas a Amazon… Aposto que vão é substituir todos os funcionários por robôs em menos de 30 anos hehuehuehue

Eita (@mandatario)

Não é a primeira vez que amazon é acusada de mal tratos aos funcionários.
E nem deve ser a última

Felipe Ferraro (@Felipepperoni)

Boa sorte pra eles, não vão incomodar a Amazon e menos ainda o Tio Bezos.

Trabalhar em fábricas e centros de distribuição sempre foi um subemprego insalubre, digo com toda certeza pois trabalho numa fábrica de PCs que é quase uma “Amazon”, pedidos demais, equipe de menos, pressão e cobranças demais para 9 horas seguidas em pé, com horas extras são 11 horas.
Já ouvi outros casos em outras fábricas e centros de lojas de informática beeem conhecidas.
Enfim, o peão tem duas escolhas: pedir demissão e passar fome, ou aceitar uma morte lenta nas mãos do bilionário. Afinal, não tem emprego
¯_(ツ)_/¯

@ksio89

Só que não. Fundadores e/ou CEOs da Apple, Google, Microsoft são bilionários e essas empresas são considerados os melhores lugares para trabalhar todos os anos. Dá para crescer sem maltratar os funcionários como a Amazon, mas deve ser bem mais difícil.