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De olho em demitidos da estatal Ceitec, inglesa EnSilica abre filial no RS

Empresa inglesa aproveita mão de obra especializada no Brasil para desenvolver semicondutores que atendam à sua base global de clientes

Ana Marques Por

A multinacional inglesa EnSilica, que atua no segmento de semicondutores, anunciou a abertura de uma filial em Porto Alegre (RS). A ação foi montada com base em um time de funcionários experientes, liderado por Julio Leão – ex-funcionário da estatal Ceitec, que enfrenta um processo de liquidação atualmente.

Escassez de chips deve durar até 2022

EnSilica está de olho em mão de obra qualificada para mercado de semicondutores no Brasil (Imagem: Brian Kostiuk/Unsplash)

Diferentemente da Ceitec, a EnSilica não produz seus próprios semicondutores – o grupo atua no projeto, validação e venda dos produtos, com fabricação terceirizada. Seu foco é em projetos de circuitos integrados para a indústria automotiva e para as áreas de saúde e consumo.

De acordo com Leão, o mercado de semicondutores carece de profissionais capacitados – o que não deve ser um problema na região devido ao corte de diversos funcionários da Ceitec. Hoje, a empresa conta com 160 colaboradores, mas de acordo com os planos do governo, apenas 48 devem ficar após a conclusão do processo de desestatização.

Em vez de procurar oportunidades em outros países, Julio e outros ex-Ceitec montaram um projeto e procuraram por players interessados em investir na mão de obra brasileira aqui mesmo – o que acabou chamando a atenção da EnSilica.

“Dada a crescente demanda global por novos projetos de semicondutores, a experiência do Julio e da equipe adquirida juntos na última década é um ativo realmente valioso para a EnSilica”, disse Ian Lankshear, CEO da empresa inglesa, ao Correio do Povo.

Filial da EnSilica começa a operar em julho

Com a chegada da EnSilica ao RS – que tem início das operações previsto para julho, em formato remoto, devido à pandemia –, a perspectiva é que as contratações aumentem significativamente. O centro de projetos deve ser inaugurado em outubro deste ano.

A companhia já tem 120 funcionários em seus escritórios de Oxford e em centros de projetos localizados no Reino Unido e na Índia; e também planeja estreitar laços com universidades locais, para oferecer estágios e desenvolver projetos em conjunto com alunos de mestrado e doutorado em microeletrônica.

Com informações: Correio do Povo e Baguete.

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Eu (@Keaton)

Olha só o potencial desperdiçado… parabéns ao responsável por essa desgraça.

Eu (@Keaton)

E continuaremos pobres se o pessoal não parar de pensar apenas no HOJE…

Essa empresa tinha um potencial enorme… e provavelmente se tornaria viável, produzindo chips para celulares e etc… Claro que começaria por lowend, mas com o tempo…
Hoje se fala em gasto para os cofres públicos, mas ninguém olha o tanto de recurso que ela geraria num futuro. Teria potencial para rivalizar a Petrobras em recursos gerados…
Até mesmo a Petrobras não surgiu do nada… Agora, imagina só se o presidente de alguma época no qual a Petrobras ainda engatinhasse resolvesse que ela era interessante por consumir dinheiro dos cofres públicos…

É uma falta de visão absurda… (ou uma birra enorme… eu já nem sei mais o que esperar)

² (@centauro)

Grande Brasil.
Se não sucateia uma empresa decente só pra vender por esmola, ignora a empresa e vende mesmo assim alegando qualquer baboseira como ser um custo (e não um investimento) ou ineficiência.

Mais um indício de que o país praticamente não tem política de Estado, só política de governo. E as poucas políticas de Estado que temos não estão protegidas contra o bel prazer de governos temporários.

Tori Niwikari (@Tori)

“esquerdistas”

Nossa senhora, que moda retardada de chamar qualquer um que discorda de sua opinião de esquerdista.
“AH MAS VOCÊS SÃO ENDEUSADORES DE ESTATAIS”

Amigo…você acha bonito um país “gigante” como o brasil ficar a mercê de empresas globais, sendo que poderíamos investir em empresas nacionais como a CEITEC para melhorar a disputa de mercado interno?
Poderíamos ter uma disputa de empresas internas e externas, assim como existe na China, índia, Rússia e muitos outros.

· (@Francisco)

Sei disso, meu bom. Apesar do ícone não seguir os “mandamentos” de IHC, já utilizo o Discourse a bastante tempo para saber a maioria de suas funções.

Eu só queria mostrar para o Bruno que sua atitude não foi bem vista por usuários da comunidade.

As duas coisas não tem relação. Ele também deixou claro que o “esquerdista” era de tom pejorativo. O Mobilon já falou sobre esse tipo de gente em uma postagem, inclusive deixou de listar a maioria dos cometários no TB por culpa deles, só os com bastante likes vão pra lá. Ele também explicou que esse tipo de gente prejudica o TB na questão da relevância entre diferentes públicos.

LekyChan (@LekyChan)

Que opinião? naquele post você simplesmente usou de linguajar chulo e rotulou aqueles que acham que o estado deve ter algumas empresas, de esquerdista com mania de grandeza.
Você chegou a zombar do @mandatario que postou vários links de noticias e documentos para suportar o argumento dele, com o seu post:

Você não deu opinião alguma aqui, você apenas foi grosseiro e esquivou de argumentações com zombaria.