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Facebook, YouTube e outros se unem contra milícias de extrema direita

Twitter, Instagram, Facebook e mais empresas vão monitorar grupos de extrema direita como neonazistas; fórum já removia conteúdo de terroristas islâmicos

Pedro Knoth Por

O Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo (GIFCT), que inclui empresas como Facebook, YouTube, Twitter e Microsoft, aumentou sua base de dados de grupos extremistas monitorados na web para incluir milícias de extrema direita e organizações que espalham discursos de ódio e racismo. Até agora, o fórum era focado em combater postagens de grupos terroristas islâmicos, como o Taleban e Al-Qaeda.

Membro dos Proud Boys, milícia de extrema direita que passa a ser alvo do GIFCT (Imagem: Anthony Crider/Flickr)

Membro dos Proud Boys, milícia de extrema direita que passa a ser alvo do GIFCT (Imagem: Anthony Crider/Flickr)

Facebook e YouTube vão monitorar grupos neonazistas

Além de Facebook, Twitter e YouTube, o GIFCT conta com outras 10 empresas, como o Instagram, LinkedIn, Reddit, Snap (dono do Snapchat) e Dropbox. Recentemente o Airbnb e o serviço de e-mail marketing MailChimp passaram a fazer parte do fórum.

Após o aumento de presença nas redes de milícias de extrema direita e o atentado ao Capitólio americano, o GIFCT vai incluir manifestos compartilhados por supremacistas brancos em sua base, além de links e documentos catalogados pela iniciativa Tech Against Terrorism, da ONU.

Alguns dos grupos que passam a se tornar alvos de Facebook, YouTube e outros são mais conhecidos – tal como o Proud Boys, uma milícia armada que apoiava o ex-presidente Trump. O GIFCT também vai adicionar PDFs e URLs — formato dos manifestos extremistas — do grupo Three Percenters e de neonazistas.

Cada conteúdo banido dos sites de membros do fórum terá códigos únicos, chamados de “hashes”. Se um PDF é banido no Twitter, por exemplo, o YouTube pode captar o código único e identificar se o mesmo documento circula dentro de sua própria plataforma.

O presidente executivo do GIFCT, Nicholas Rasmussen, disse à Reuters que agora é necessário prestar atenção em outras organizações, e citou ameaças de extrema direita e de grupos que disseminam ideias racistas.

Fórum foi criado para banir conteúdo viral entre terroristas

O GIFCT foi criado com foco em combater grupos como o Estado Islâmico nas redes. O fórum antiterrorista surgiu após ataques em Bruxelas e Paris, em 2017; sua base de dados compila principalmente conteúdo viral entre esses extremistas, como o vídeo do ataque em Christchurch, na Nova Zelândia, em 2019.

Mas a expansão do banco de informações para comportar terroristas de extrema direita pode aumentar o poder de monitoramento do fórum.

Redes sociais vêm sendo criticadas pela falta de atitudes firmes contra muitos grupos extremistas, mas a moeda tem dois lados: pessoas alinhadas à direita acusam as plataformas de censurarem conteúdo. O caso emblemático é o da invasão do Capitólio e o banimento de Trump por incitar o ataque.

Emma Llanso, diretora do Free Expression at the Center for Democracy & Technology, exige que o fórum se torne mais transparente em seus processos de mediação de conteúdo:

“Essa expansão da base de dados de hash do GIFCT apenas aumenta o dever do fórum de melhorar a transparência e responsabilidade do métodos de bloquear conteúdo.

Com informações: Reuters

Comentários da Comunidade

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Luis Carllos (@XxxStrangeManxxX)

" o fórum era focado em combater postagens de grupos terroristas islâmicos, como o Taleban e Al-Qaeda."

Esse Taleban é o mesmo que ta se aliando a China e Rússia?

“Redes sociais vêm sendo criticadas pela falta de atitudes firmes contra muitos grupos extremistas”

Redes sociais tem seus extremistas preferidos. Se dependesse da minha vontade nenhum estaria em liberdade (extrema esquerda e direita).

Giovani (@Giovani)

Que image bait da hora, no celular, leio o título por cima, olho a imagem (pequena na tela do celular) na mesma hora vem a minha cabeça cenas de estátuas sendo queimadas, rodovias fechadas, quebra quebra, imagino que é de qualquer extrema, volto ao título e leio certo, nesse momento entendo que excepcionalmente nesse caso, e somente nesse caso é extrema direita*, a imagem é nos Estados Unidos, conformado por se tratar de uma excessão que só vai atingir uma extrema dessa vez, leio a matéria abro os comentários e comento minha experiência. /s

André Sousa (@sousaandre)

Morro que a matéria fala sobre combater grupos que espalham ódio e racismo, alguns grupos literalmente nazistas e supremacistas brancis, mas os comentários tem gente reclamando de estátua queimada e rodovia fechada como se fosse a mesma coisa, protegido sob o argumento do “não apoio qualquer extremidade”.
Não é a mesma coisa, amigos. Fechem 50 rodovias, e não equivale à uma morte por racismo, reavaliem.

Sammy (@Sammy)

Não adianta cara, a massa encefálica desse povo já está podre há muito tempo, pra eles existem racismo reverso, chorar na internet por causa de uma estatua escravagista só mostrar o que eles realmente são.

Giovani (@Giovani)

Não tem “gente” falando, fui eu, responde no meu comentário, como estou fazendo com o seu, no seu ponto de vista tem crimes que são mais crimes que os outros, repare que eu não falei que deve-se ficar de olho na extrema essa ou aquela, mas em ambas, tem raivoso pronto pra destilar ódio dos dois lados sim, se voce não consegue ver isso, eu encerro meu caso aqui.

Sammy (@Sammy)

Quando você assiste o DIlema das Redes, você entende o porque isso chegou tão longe, essas empresas estão nem ai pra isso, só querem que os zumbi continuem na rede dando engajamento, pra poder converter em receita via dados segmentando os anúncios.

Se não fosse um monte de gente, que também é hipócrita pra caalh, nada disso estaria sendo feito. é aquela coisa né, os idiotas estão comandando o mundo.

Goku SSGSS (@renatodantas)

Daqui a pouco vão banir as postagens do governo brasileiro: já estão até se encontrando em público com os neonazistas alemães.

https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2021/07/26/interna_politica,1289960/bolsonaro-se-reune-com-deputada-alema-neonazista.shtml