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Energia usada para mineração de bitcoin em 2021 já superou consumo de 2020

Levantamento indica que mineração de bitcoin (BTC) em 2021 já superou todo o gasto energético da atividade registrado no ano passado; mais mineradores atuando seria principal causa

Bruno Ignacio Por

Um estudo revela que a mineração de bitcoin (BTC) já gastou mais energia ao longo de 2021 do que em todo o ano passado. Seguindo o impressionante aumento de preço da criptomoeda, mais mineradores de se interessaram em começar a extrair o ativo. Agora, espera-se que a rede da moeda digital termine o ano superando o consumo energético anual do Paquistão.

Mineração de bitcoin (Imagem: Dmitry Demidko/Unsplash)
Mineração de bitcoin (Imagem: Dmitry Demidko/Unsplash)

De acordo com um novo relatório publicado pela Bloomberg nesta segunda-feira (13), a mineração de bitcoin consumiu cerca de 67 terawatts-hora (TWh) em 2020. Porém, o ritmo de gasto energético da atividade em 2021 já ultrapassou esse valor ainda neste mês de setembro.

Pelas projeções realizadas no estudo, a rede da principal criptomoeda do mercado deverá fechar este ano consumindo 91 TWh, valor equivalente ao consumo anual do Paquistão. O levantamento também aponta as prováveis causas dessa alta.

Consumo de energia aumenta com mais mineradores

Conforme o preço do bitcoin aumentou em 2021, saltando de US$ 29 mil registrado no primeiro dia de janeiro para o recorde de US$ 64 mil em meados de abril, mais minerados entraram neste mercado, atraídos pela crescente perspectiva de lucro. Contudo, conforme aponta o relatório, muitos começaram a realizar a atividade de forma caseira ou amadora, utilizando máquinas menos eficientes em relação a seu consumo energético e poder de processamento.

Assim, o gasto de eletricidade para minerar a criptomoeda, que cresceria de qualquer maneira com mais mineradores competindo para processar os blocos de dados da rede, aumentou além das expectativas. A pesquisa também indica que é essencial para o futuro do bitcoin melhorar a eficiência de sua mineração e migrar de fontes de energia fósseis e poluentes para matrizes sustentáveis e com baixas emissões de carbono.

Mineração de bitcoin caminha para energia limpa

No caso, esse processo de migração vem ocorrendo desde que a rede do bitcoin sofreu sua maior redução de taxa de hash já registrada, quando quase metade dos mineradores do mundo ficaram offline entre junho e julho. A China, que até então concentrava a maior parte das máquinas que sustentavam a rede, começou a apertar as medidas proibicionistas sobre a atividade no país, causando um grande êxodo de mineradores.

Agora, a tendência global é que mineradores passem a se instalar em lugares que ofereçam energia limpa e barata, com destaque para o estado do Texas nos Estados Unidos, ao invés da termoeletricidade poluente predominante na China.

Com informações: Bloomberg

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