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Linux avança em Macs com Apple M1 e já permite rodar “desktop básico”

Asahi Linux, projeto criado para levar o Linux aos Mac com M1, chegou a uma nova e mais promissora fase

Emerson Alecrim Por

Quando anunciado oficialmente, o kernel Linux 5.13 trouxe entre as suas novidades o suporte a Macs com chip M1. Mas esse é um suporte inicial e, portanto, bastante limitado. Felizmente, os esforços para aumentar a compatibilidade entre ambos continuaram. Hoje, já é possível ter um desktop básico usável em Macs com M1 rodando uma distribuição Linux.

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
MacBook Pro (2020) com Apple M1 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O Asahi Linux

Tamanho avanço só foi possível graças aos esforços de Hector Martin, desenvolvedor responsável pelo Asahi Linux. Esse é o nome de um projeto cujo objetivo principal é justamente permitir que distribuições Linux rodem em Macs com M1.

Como a Apple não fornece documentação específica ou qualquer outro tipo de apoio para facilitar a instalação de um sistema operacional com kernel Linux em um Mac com M1, Hector Martin, também conhecido como Marcan, tem usado a sua própria experiência para guiar o projeto.

Trata-se de uma missão complicada e trabalhosa, mas os esforços estão valendo a pena. O suporte inicial ao M1 no Linux 5.13 só foi implementado por causa das contribuições feitas por Marcan.

Depois dessa colaboração, os trabalhos continuaram. O resultado foi divulgado pelo desenvolvedor em postagem recente no site do projeto: de acordo com Marcan, o Asahi Linux ainda não suporta aceleração gráfica por hardware, mas já pode rodar um “desktop Linux básico”.

Ainda de acordo com o desenvolvedor, praticamente qualquer ambiente de desktop pode ser executado em um Mac com M1 por conta do avanço do projeto. Isso é efeito da implementação de numerosos recursos, incluindo drivers para USB, PCI Express, gerenciamento de energia, entre outros.

O suporte ao M1 ainda está longe do ideal. Como você já sabe, a falta de aceleração por hardware continua sendo uma limitação importante. No entanto, Marcan destaca que as CPUs Apple Silicon são tão poderosas que podem renderizar um desktop Linux com mais desempenho do que, por exemplo, computadores com chip Rockchip ARM64 e aceleração por GPU ativada.

A imagem abaixo, divulgada no Twitter pela desenvolvedora Alyssa Rosenzweig, mostra o Debian rodando em um Mac com M1:

Debian em um Mac com M1 (imagem: Alyssa Rosenzweig/Twitter)
Debian em um Mac com M1 (imagem: Alyssa Rosenzweig/Twitter)

Próximos passos

Marcan reconhece que ainda há muito trabalho a ser feito, tanto no aspecto da compatibilidade quanto no de otimização. Em seu post, o desenvolvedor dá a entender que, na etapa atual, o projeto permite apenas que os interessados tenham uma ideia de como é rodar o Linux em um Mac com M1.

Mas os esforços não param. O objetivo para a próxima etapa é tornar o Asahi Linux compatível justamente com a aceleração por hardware. Além disso, está nos planos de Marcan liberar um instalador oficial para facilitar os testes do projeto pelos “aventureiros” de plantão.

Com informações: The Register.

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